quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A TORMENTA ESTÁ CHEGANDO



“A não violência é a arma dos fortes”
(Gandhi)


            Enquanto assistimos passivamente, no conforto de nossas poltronas, ao BIG BROTHER BRASIL, sem que estejamos percebendo estamos participando, também, do reality show da globalização, um fenômeno econômico identificado pela imprensa da área mundial, na década de oitenta, e que, desde então, vem sendo estudado pelos meios acadêmicos, em função dos seus efeitos positivos e negativos, na vida de toda a humanidade.
 A partir do desenvolvimento dos meios de comunicação, formou-se uma rede de intercomunicação que conecta, em tempo real, todo o planeta, promovendo uma compactação do tempo e um encurtamento do espaço, e obrigando-nos a uma convivência forçada, dentro do que hoje chamamos de “Aldeia Global”. Quer estejamos interessados ou não, modelos culturais dos países economicamente mais fortes chegam até nós, impondo-se sobre a cultura local. Sem que tenhamos percebido, fomos condicionados a usar roupas “Jeans”, o traje típico dos cowboys americanos, mesmo não cuidando de gado; bebemos Cola-Cola, num país rico em frutas, durante todas as estações do ano; “acreditamos” que os produtos importados são sempre melhores do que os nacionais, tudo isto em função dos maciços investimentos em propaganda comportamental, aos quais somos submetidos desde a infância. Sem que percebamos, as decisões econômicas dos países do chamado primeiro mundo, afetam nossas vidas, independentemente do ponto do planeta, no qual estejamos vivendo. A maneira como estes países lidam com os recursos naturais, principalmente com a água, já começam a nos afetar e, talvez quando acordarmos seja tarde demais. Nas últimas décadas, os países mais ricos têm investido pesadamente na aquisição de terras brasileiras, ricas em petróleo, água e biodiversidade. Desta forma, eles se preparam para o esgotamento desses recursos em seus países de origem, onde o desrespeito à natureza, abrevia, rapidamente, a possibilidade de permanência do homem, em regiões nas quais o desequilíbrio ecológico vem se tornando cada vez mais acentuado.
Na cidade de São Lourenço, Sul de Minas, a Nestlé desmineralizou as tradicionais águas da região, para comercializá-las através da marca “Pure Life”, e a Cola-Cola vem adquirindo terras, em lugares onde existem grandes reservatórios de água potável. Enquanto tudo isto está acontecendo, bem debaixo de nossos narizes, a terra, enquanto organismo vivo sofre as conseqüências dos desatinos cometidos em nome do poder e da ambição desmedida, daqueles para quem a vida se resume a uma existência, durante a qual, o desejo de lucro se sobrepõe à consciência do que possa resultar para as futuras gerações. Silenciosamente, gigantescos blocos de gelo desprendem-se do Continente Antártico, fazendo subir o nível dos mares e dessalinizando as suas águas, alterando o equilíbrio ecológico necessário para a manutenção de todas as formas de vida, inclusive a nossa. Em conseqüência disso, a ressonância Schuman (o fenômeno de aceleração do tempo de rotação da terra), também altera nossos ritmos biológicos, gerando stress e aumento dos índices de infarto. Ao mesmo tempo, as intensas explosões solares afetam as redes elétrica e também as nossas mentes. Sem que nos lembremos de que somos “parasitas” de superfície desse grande e maltratado organismo vivo que é a terra, contribuímos, com a nossa inconsciência, para que este processo caminhe, a passos largos, para o desencadeamento de uma reação ecológica global que, como no filme “O Dia Depois de Amanhã”, promoverá, através de catástrofes naturais, o retorno ao equilíbrio perdido, desta forma protegendo a vida maior do planeta, em detrimento da vida de seres humanos inconsequentes, e apesar da vida dos inconscientes, que nada fazem em relação a isso.

Mas, como reagirmos de forma pacífica? Em resposta, o grande mestre da não violência, Gandhi, nos convida ao desinvestimento de tudo aquilo que não contribua para o aperfeiçoamento do ser humano. Ele nos convida a fazermos uma avaliação diária, de todos os nossos comportamentos não ecológicos; de todo o consumismo desenfreado, com o qual procuramos compensar as nossas frustrações de vida; ele nos convida a não comprarmos produtos de empresas que não tenham uma política de respeito à ecologia; ele nos convida a refletirmos sobre os nossos conceitos de qualidade, principalmente de qualidade de vida, para que possamos perceber que, jamais a alcançaremos, enquanto o nosso conceito de qualidade estiver atrelado ao custo, à marca e aos modismos dos produtos que consumimos.

                                                   SUELI MEIRELLES   Site: www.suelimeirelles.com


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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

CONCESSÃO


Corações se abrindo,
Luzes subindo,
O Mestre sorrindo.

Corações em comunhão,
Plenos de compaixão,
Por si e pelo irmão.

Pequeno e profundo canto,
Servindo de acalanto,
Ao humano sofredor,
Que pede com ardor,
O fim da própria cruz,
Ao Amado Mestre Jesus,
Que lhe diz, do alto do seu coração:
_“Que Assim Seja,
Agora e para sempre,
Para todo aquele que comunga do perdão!”

                             SUELI MEIRELLES   Site: www.institutoviraser.com

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Poema canalizado por Sueli Meirelles, ao final da palestra sobre Reforma Íntima, realizada em 06/01/14, no GEELL – GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS LEGIONÁRIOS DA LUZ

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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

EM HARMONIA COM A NATUREZA



            Se perguntarmos a qualquer pessoa, onde está a natureza, talvez ela olhe pela janela, procurando alguma árvore entre os prédios da sua cidade. O que ela e muitos de nós esquecemos, é que fazemos parte desta mesma natureza da qual estamos tão desconectados. Muitos de nós acordamos pela manhã, já preocupados com as tarefas do dia, e sequer olhamos para o céu, assim como também não percebemos todos os outros elementos da natureza com os quais convivemos em nosso cotidiano.
            O primeiro reino da natureza é o Reino Elemental, constituído de pura energia, nas suas várias formas de expressão. Esta energia está presente no ar que respiramos, na água que utilizamos para beber, cozinhar, está no elemento terra, no chão em que pisamos, e no fogo, imprescindível para o trabalho de cozimento dos alimentos e de moldagem dos metais.
            O segundo reino da natureza é o Reino Vegetal, constituído de energia e sensibilidade, presente em uma escala evolutiva, que vai desde as ervas daninhas até as flores. A energia dos vegetais afeta diretamente o nosso sistema nervoso, reequilibrando-o. Por isso nos sentimos mais tranqüilos, quando estamos em contato com o verde.
            O terceiro reino da natureza é o Reino Animal, constituído de energia, sensibilidade, instinto e pensamento rudimentar, numa escala evolutiva que se inicia com as feras e termina com os animais domésticos. Quando convivemos com eles, reativamos os nossos instintos, com a oportunidade de avaliarmos em que estado de aperfeiçoamento nos encontramos. Muitos de nós, ainda agimos como as feras, deixando que o instinto se sobreponha ao raciocínio; outros descarregam sobre os animais os seus instintos embrutecidos; outros, ainda, atiçam a agressividade dos animais, treinando-os para que se transformem em feras assassinas, invertendo o processo de aprimoramento natural, para o qual todos os seres foram criados.
            No reino humano, a energia vital aparece individualizada, com poder de escolha e capacidade co-criativa em relação à transformação de todos os recursos naturais, com direitos e deveres em relação aos outros quatro reinos que lhe são subordinados.
            O desconhecimento do ser humano, quanto a sua responsabilidade para com a natureza vem ameaçando inclusive a própria espécie humana. Se não cuidarmos destes sistemas aos quais estamos interligados, corremos o risco de comprometer de tal forma a vida no planeta, que nem o chamado homo sapiens (Será ele realmente sábio?) terá condições de sobrevivência. Uma simples reflexão diária nos mostra que o excesso ou a escassez de qualquer um desses elementos ameaça imediatamente a vida humana: Se não tivermos água morreremos e se tivermos enchentes que alaguem tudo, também. Sem o fogo, a vida fica estagnada, mas quando fora de controle, ele se torna destrutivo.
            Em nosso próprio organismo temos a representação de todos estes reinos: A mesma energia vital da natureza está presente dentro de nós; os metais da terra, também constituem nossa matéria orgânica; a sensibilidade dos vegetais corresponde ao nosso sistema nervoso, também chamado de sistema vegetativo; nossos instintos correspondem ao instinto presente na vida animal. O dentro e o fora são um só e precisam estar sob o comando do princípio inteligente que nos habita, para que possamos preservar a vida de nosso planeta como um todo. Até mesmo a riqueza ou a pobreza em que a humanidade vive, está relacionada com este princípio de equilíbrio e desequilíbrio gerado pelo próprio homem.
            Torna-se fundamental, neste momento, resgatarmos a consciência da necessidade de restabelecer o equilibro entre os micro e macro sistemas que constituem a grande cadeia da vida, desde a célula até o homem, pois o desequilíbrio ecológico já ultrapassou o ponto em que poderia ser revertido sem a nossa ajuda. É preciso que seres humanos despertos estejam atentos, atuando como fiscais da natureza, em cada momento em que aqueles que ainda se encontram com a sensibilidade adormecida degradam a terra, poluem as águas, maltratam plantas e animais.

            No sentido metafísico, o mito do paraíso representa exatamente este modelo de equilíbrio, dentro do qual homens, animais e plantas poderão voltar a viver perfeitamente integrados as demais forças da Natureza. Como resultado do despertar desta nova consciência, a humanidade alcançará um grau de sensibilidade, que a tornará capaz de respeitar a vida em todas as suas formas de expressão, inclusive e, principalmente, a própria vida humana, hoje tão desvalorizada.

                                                         SUELI MEIRELLES   Site: www.suelimeirelles.psc.br


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