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sábado, 26 de setembro de 2015

E SE O DINHEIRO ACABAR?

O conceito de resiliência evidencia que um sistema é tão forte quanto o seu elo mais fraco.
Nossa estrutura social é eletrodependente, o que significa dizermos que, se ocorrer um apagão elétrico, pelo super aquecimento de satélites, geradores e redes de fios, teremos um período de "não tempo" de todo o sistema, até que ele possa ser reconstruído em novos moldes civilizatórios, incluindo, principalmente, a mudança de mentalidade decorrente do forte impacto transformacional sobre a relação das pessoas com o sistema financeiro. Quais os imensos transtornos, em nossas vidas, na possibilidade de ocorrência de um apagão elétrico, causado por radiações eletromagnéticas intensas? Elevadores, bombas d'água, portões eletrônicos, computadores, frigoríficos, bombas de gasolina e água... A lista pode ser infinita! E o sistema financeiro? Como ficará?
O que chamamos de dinheiro, hoje, é apenas a transferência virtual de fundos financeiros. Não temos lastro em ouro, correspondente a todo o capital circulante, nem papel moeda correspondente. Nosso dinheiro é mera representação simbólica. O valor do dinheiro está apenas nas mentes das pessoas. Assim sendo, podemos viver sem dinheiro? Por incrível que pareça e por menos que estejamos acostumados com a ideia, a resposta é sim.
As necessidades humanas sempre existiram e continuarão a existir, na ausência de dinheiro. As pessoas continuarão a ter necessidade de comprar comida, roupas, calçados, cortar seus cabelos, ir ao médico, psicólogo, dentista, construir moradias com estruturas ecológicas...Logicamente, com consciência e simplicidade voluntária, pois, intrinsecamente, o poder de troca estará diretamente ligado ao poder de produção de cada um. Isto nos levará a pensar: O que teremos a oferecer, em termos de serviço, que tenha qualidade e os outros queiram adquirir? Esta também poderá ser uma bela aprendizagem!... Mas, como vamos fazer, na troca de serviços de diferentes valores? O sistema de troca foi o primeiro a ser utilizado, na antiguidade, antes do surgimento da moeda, que foi criada, justamente para compensar tanto as diferenças de valores dos produtos, como as diferentes necessidades de compra, nem sempre recíprocas. Uma proposta bem simples para a travessia do apagão do dinheiro virtual é: As pessoas que utilizam o sistema financeiro têm identidade e CPF. Basta que cada uma coloque estes dados em um pequeno papel, com o valor de sua compra e assinatura, criando, desse modo, uma confissão de dívida, que poderá funcionar, temporariamente como papel moeda e ser trocada por todos, em prestações de serviços, dando continuidade à vida produtiva, até que um novo sistema seja criado.
A grande experiência evolutiva decorrente disso é que os especuladores financeiros ficarão, obrigatoriamente, fora desse sistema, pois quem não produz nada,  nada tem para trocar com os outros. É o fim da exploração do trabalho alheio. Aprendizagem bem interessante!!!
Não sabemos se ou quando isso poderá acontecer, mas sentimos a necessidade de um basta na ganância e mercantilismo que regem as relações humanas, nessa civilização que escorre para o esgoto evolutivo.
 Estamos, apenas aventando uma hipótese. Portanto, guarde essa ideia. Se num tempo breve ou futuro, isto vier a acontecer, coloque em prática. Será um salto quântico nas relações humanas e, com certeza, a partir da morte da ganância, a humanidade poderá ser mais feliz...

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