Tradução

sábado, 25 de maio de 2013

CONFLITO

 


No clamor das batalhas,
Enxergo as muralhas,
Que eu quero atravessar.

No rufar dos tambores,
Percebo os clamores,
Por tudo que eu quero mudar.

No auge do horror,
Paro, estarrecido,
Sendo surpreendido
Pelo meu próprio pavor.

Olhando para mim mesmo,
Pareço vesgo, ao perceber,
Mesmo a esmo,
De onde vem tal ardor.

Sinto no meu peito
A dor pelo mal feito,
Em defesa do direito
Que protejo com fervor.

No lugar do inimigo,
Percebo um grande amigo,
Que também quer acertar.

Depondo as armas antigas,
Buscamos as guaridas
Do peito a palpitar.

Nele encontramos um coração ardente
Desejoso de amar,
Que nos diz, sorridente,
Bem de cima de um altar:

Volta até o mundo que combates,
Termina todos os debates,
No teu coração a crepitar.

Percebe que as batalhas
Que te enredam em tantas malhas,
Começam no teu pensar.

Aquieta a tua alma,
Restabelece a tua calma,
Para que possas raciocinar.

Aceita a tua vida,
Antes tão sofrida,
Como uma oportunidade,
De aprenderes a caminhar.

Segue o teu caminho,
Ultrapassando os espinhos,
Sem com eles quereres lutar.

Abre os teus braços,
Com grande acolhimento,
E põe fim ao sofrimento,
De quem querias matar.

Percebe que a morte da morte
Te reserva melhor sorte,
Do que ao outro exterminar.

Termina a tua luta,
Encerra toda disputa
Desse triste desejar.

Eleva teus braços livres,
Àquele por quem vives,
E liberta o teu olhar.

Expressa por ele o amor,
Este eterno construtor,
De tudo que vale vingar.

Terás então a fortuna,
De perceber que a vitória,
Pode ser muito inglória,
Para quem não sabe amar.

No meio das tuas guerras,
Conclui a luta costumas,
Cultivando a flor branca da paz.

Nela depõe o teu coração
Pleno de amor pelo teu irmão.

Entenderás, então, que a paz
Depende do amor capaz
De expressar todo o perdão.

Compreenderás,
Acima de tudo,
Que esta é a porta de saída,
De todas as batalhas da vida.

Enfim, lúcido e desperto,
Com o coração aberto,
Encontrarás o caminho,
Que te leva à comunhão.


SUELI MEIRELLES: Poema escrito em 27/04/05, inspirado no acompanhamento terapêutico de um amigo evolutivo, em fase terminal com câncer, a
pós sua última sessão. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O ORÁCULO DE ATLANTIDA



           
Sobre o Monte Sagrado, as colunas brancas do templo destacavam-se contra o azul do céu. Em frente ao prédio, uma escadaria recortava a colina, até alcançar o vale. Este se estendia até o mar intensamente verde , que cercava todo o arquipélago.
O povo das ilhas! Assim eram conhecidos os Atlantes. Homens e mulheres altos e fortes, de pele avermelhada e postura altiva e orgulhosa. Viviam em pequenas casas brancas distribuídas pelas encostas, por onde as ruas desciam em direção ao grande prédio central, em que se realizavam as pesquisas científicas. Este era o grande orgulho desse povo: O seu conhecimento.  Obtido diretamente  da Fonte Universal, através do oráculo, o conhecimento dos Atlantes alcançava níveis fantásticos de desenvolvimento, levando-os a crer que haviam se tornado deuses. Ignorando qualquer força acima de si próprios, dirigiam-se inexoravalmente  e sem o saber, para a destruição total, que os aniquilaria de tal forma que, nas eras posteriores, muitos duvidariam de sua real existência. Mas naqueles tempos, a vida aparentemente seguia seu curso, enquanto nos corações e nas mentes naqueles seres, a tremenda catástrofe tomava forma. Em princípio, formas-pensamento. As formas-pensamento que eles tão bem sabiam criar. Idéias que iam sendo energizadas psiquicamente, até que se precipitavam no plano da matéria. Eles conheciam todas as formas de energia e todas as suas maneiras de utilização. Que poder incomensurável! Sentiam-se realmente deuses!
 Nos cerimoniais religiosos de culto ao saber, Smirna, a sacerdotisa do templo profetizava e orientava as pesquisas. A ciência e a religião caminhavam juntas, criando um tipo de poder sem limites: A onipotência. A ignorância em relação as Leis Supremas levava a utilização do conhecimento sem amor. Como o Oráculo respondia apenas ao que era perguntado, deixando ao livre arbítrio dos homems a escolha dos seus caminhos, o imenso orgulho conduzia ao desenvolvimento do intelecto e a atrofia do coração.
 Smirna usava vestes leves, de um azul diafáno, que sopradas pelo vento, conferiam-lhe um ar de irrealidade. Com o rosto de linhas perfeitas, emoldurado pelos cabelos negros e encaracolados, erguia-se majestosa como uma estátua, no alto da escadaria do templo. A cada pergunta que lhe  era dirigida, elevava os longos braços, formando o Cálice Sagrado, onde recolhia o conhecimento, trazendo-o ao peito, com a palma da mão esquerda, voltada para cima, sobrepondo-a à direita. Todo esse ritual instintivo e não compreendido, significava que deveria haver humildade e reconhecimento pela Graça Divina; pelo fruto colhido da Àrvore do Saber, o qual seria guardado com amor e utilizado com sabedoria. Mas, não havia sabedoria.
            Drágon, Chefe Supremo de todo o Império, detentor do poder político das ilhas, media forças com Smirna. Parecia-lhe que, por direito masculino, cabia-lhe o reconhecimento do povo, que Smirna pouco a pouco amealhava para si, com as artes e mistérios da alma feminina. Formas-pensamento terríveis e destrutivas iam se criando em suas mentes, como negras nuvens de uma tempestade avassaladora.
Pérsia, com sua inteligência privilegiada, dirigia o Centro de Pesquisas das ilhas, propondo-se a criar novos seres. O desejo de alcançar a perfeição tornara-se mórbido e obsessivo, levando-a a sacrificar o reino animal ao culto do conhecimento, no qual inúmeras cobaias sucumbiam dolorosamente, em cada experimento. A energia saída daqueles corpos sem vida elevava-se ao Éter carregada de ódio pelo ser humano, que desrespeitava o direito a vida, tornando-se a semente geradora de várias psicopatias, no porvir da humanidade.
Eleusis, jovem discípula de Pérsia, observava com encantamento aquele reservatório de fantásticos conhecimentos, antecipando em formas-pensamento incríveis, todo o progresso científico que dali poderia advir. Assim como as mentes destes quatro pilares da estrutura social de Atlântida, centenas de mentes distorcidas e centenas de corações endurecidos contribuíam, dia a dia, noite após noite, incessantemente, para a terrível catástrofe. Atendendo á Grande Lei, essa não demorou a chegar: Certa noite, a calmaria das ilhas sucumbiu à força ensandecida de gigantescas ondas que vingaram a tortura e morte de tantos seres inocentes, imolados ao culto do saber. Smirna, ainda com suas artes e mistérios de mulher, conseguiu sair a tempo, levando consigo alguns escolhidos. Entre eles, Pérsia e Eleusis. Chegaram ao leste de um continente, a Europa, onde os seus conhecimentos deram origem a outras civilizações. Drágon, o Chefe Supremo, sucumbiu ao peso do poder, com todo o seu império, descendo às profundezas do mar revolto.
 Às primeiras luzes do novo alvorecer, milhares de destroços documentaram a grande perda sofrida pela humanidade, até encontrarem seus destinos pela natural lei da destruição. Outros, alcançando os continentes, levavam consigo os horríveis insetos que haviam escapado dos laboratórios para infernizarem a vida da humanidade, através dos tempos. A tremenda notícia, levada pelos poucos que se salvaram, acabou tornando-se uma lenda dos povos antigos e, com o passar do tempo, nada mais restou. Um ciclo evolutivo havia se fechado e outro se iniciava. Milênios se passaram. Novas experiências de vida se fizeram. Como o diamante bruto que precisa ser lapidado, aqueles seres antigos rolaram pelos tempos, polindo suas faces imperfeitas.
            Num obscuro ponto do planeta Terra, quatro pessoas estão  reunidas. São pessoas simples,  num país pobre, que em dia e horário programados, encontram-se numa pequena sala, de um pequeno prédio, para orar e meditar. Sem saber como nem porque, ligam-se por um intenso desejo de acertar; de ajudar ao próximo. São movidos por uma imensa culpa e por uma saudade indefinida de um lugar que não mais existe. Novamente um ciclo evolutivo termina e outro tem início. É tempo de despertar velhas mentes e velhos corações adormecidos pelo misericordioso véu do esquecimento, o véu de Maia, a ilusão do mundo material. Na reunião, a mais velha das quatro pessoas, diz:
 _ Tenho a sensação de que vou sair do corpo, mas uma emoção me segura!
            _Posso ajudá-la a fazer isto! diz a outra mulher de meia idade, enquanto o homem e a jovem acompanham, fornecendo energia para o experimento. A senhora, em estado de transe, descreve suas visões, enquanto a outra dirige o processo. A senhora continua:
         _Estou subindo, subindo... Estou sobre o mar... Vejo uma cidade lá em baixo...Sinto-me emocionada... Meu peito dói!
         _Solte o peito e deixe a emoção sair!
    Com o coração aos saltos, a mulher fala, ansiosa:
    _ Esta cidade tem um nome. Qual o nome desta cidade sob o mar? Indaga, adivinhando o nome, antecipadamente, no mais íntimo do seu ser.
_ Atlântida!, Diz a senhora com grande emoção.
_ Desça até ela. O que você vê? indaga ansiosamente a mulher.
_Vejo um grande prédio, onde se fazem experiências científicas. Sinto medo! Meus olhos doem !
_Medo de que?
_ Medo das baratas! Elas invadem tudo. Foi um erro de laboratório. Elas me perseguem!... Voam em minha direção! ...É horrível!
_ Solte o corpo e deixe o medo sair. Não tem nenhuma utilidade guardar este medo. O que quer que tenha acontecido anteriormente, não precisa repetir-se outra vez.  Agora é outro momento do tempo e tudo pode ser feito de maneira diferente. Nós três também estamos aí, nessa cena?
_Sim! Ele é o chefe de todos!, diz a senhora referindo-se ao homem. Ela está no laboratório comigo!, acrescenta, dirigindo-se à jovem.
_E eu! O que eu faço? Indaga a mulher temerosa.
_ Você ensina. Você dá aulas!
Mudando de assunto, a mulher indaga:
 _Em que ponto do planeta está, agora, Atlântida?
_Sob o Triângulo das Bermudas forma-se uma grande espiral de energia, como um redemoinho que suga o que estiver na superfície. A atração da energia magnética de Atlântida faz com que desapareçam. Muitas coisas já desapareceram: Navios, aviões e pessoas. Tudo está sendo sugado.
_Há mais alguma coisa para você perceber na cena?
_ Não! ...Eu posso voltar!
Logo que a senhora volta ao estado de vigília, a jovem, que se mantivera silenciosa até então, ainda em estado de transe, fala:
 _ Há uma mensagem: _ É necessário transmutar toda a negatividade que ficou presa na tragédia de Atlântida. Vocês, que estiveram lá, querem fazer isto?
_ Sim! Nós o faremos! compromete-se a mulher.
Dando as mãos aos outros, ela inicia, com voz firme, uma oração pela libertação de Atlântida, no que é seguida pelos companheiros. Depois a jovem retorna ao estado de vigília  e eles  permanecem pensativos, magnetizados pela fantástica experiência.
Na reunião seguinte, a jovem diz ao grupo:
 _ Eu quero falar sobre Atlântida. Sinto-me feliz ao falar sobre isto! Sinto que precisamos estudar sobre Atlântida. E dirigindo-se à mulher, diz:
_ Você já imaginou o grande salto científico que poderemos dar, ao recuperarmos o conhecimento de Atlântida?
Como que movida por um irresistível impulso, a mulher senta-se em posição de Lótus e, presa de grande emoção, eleva os pequenos e frágeis braços para o alto, formando o Cálice Sagrado:
_ Oh!,  Grande Fraternidade Cósmica! Oh!, Mestres Ascencionados e toda  Hierarquia Planetária!... Mestres! Com humildade e em obediência às Leis Supremas, aqui estou novamente, como instrumento de canalização do conhecimento.
Descendo os braços em direção ao peito, ela coloca a mão esquerda, com a palma voltada para cima, apoiando-a sobre a direita. Novamente Smirna, a Sacerdotisa do Oráculo de Atlântida, em estado de transe, diz:
_ Perguntai e a resposta vos será dada!
Durante alguns minutos, um respeitoso silêncio impera no pequeno aposento, até que Drágon, agora simples e humilde, indaga:
_ Mestre, por que estou aqui, se não tenho o conhecimento?
_ Não tens o conhecimento? Todos os que estiveram em Atlântida possuem o conhecimento. Por que recusas o conhecimento? Volta a tua atenção para o teu interior e indaga o motivo pelo qual te afastas do saber, não o reconhecendo dentro de ti. Qual o risco que o conhecimento representa para ti?
Novo silêncio meditativo se faz entre eles. Depois, a jovem Eleusis, muito emocionada, pergunta:
_ Como fazer para não repetirmos os erros do passado? Como agir?
_ Não se pode tomar banho no mesmo rio duas vezes. A vida flui como um grande rio, cujas águas se renovam a cada instante. A vida não se repete. Ela cria. O universo se expande incessantemente. O universo cresce e, com ele crescem todas as criaturas. Oh!, criança! Deixa sair o medo do teu coração e aprende! Não precisas te agarrar às margens do rio da vida, prejudicando o teu crescimento. Segue o teu caminho e tem fé!
A jovem se recolhe com os seus sentimentos e o silêncio retorna, até que Pérsia, esposa e mãe dedicada, indaga:
_ Por que a AIDS e o Câncer não são curáveis agora, se já tiveram cura antes?
_ O Câncer da humanidade é o desrespeito à vida. Este é o câncer da humanidade. A AIDS da humanidade é o desamor. Amai e respeitai a vida e o Câncer e a AIDS desaparecerão. Antes, quando os homens estiveram próximos de Deus e da perfeição, as doenças não existiam. As doenças são criações do próprio homem, para o seu próprio sofrimento. São o desequilíbrio da mente humana, ao produzir formas-pensamento negativas, geradoras de doenças. O uso da força mental, de forma desordenada e inconseqüente, cria as doenças. Todo o planeta está doente, porque a mente da humanidade está doente. Limpai e transmutai toda a produção mental negativa e a saúde de todo o planeta será restabelecida, em respeito às Leis Naturais de Equilibração.
O Mestre Instrutor se afasta e Smirna retorna ao estado de vigília. Os quatro permanecem em silêncio, até que Pérsia adverte:
_ Existem outras pessoas aqui. Muitas outras. Todas elas estiveram em Atlântida. Seus inconscientes foram atraídos pelas nossas mentalizações.
Novamente os quatro elevam seus pensamentos ao Criador e aos Mestres, pedindo humildemente toda ajuda necessária para a transmutação da terrível catástrofe. Smirna fala:
_ Mestres! Que venha lá do alto toda a luz para a libertação de cada Ser prisioneiro. Que a energia dourada da Sabedoria Universal desperte cada consciência; que a energia rosa do amor incondicional flua em cada coração!
Gradativamente, eles criam formas-pensamento, expandindo aquela preciosa energia, daquele pequeno ponto para toda a cidade, para o estado, o país, o continente, finalmente envolvendo todo o planeta na vibrante energia canalizada através de suas telas mentais, como milhares de outros grupos, que reunidos em outros lugares, participam da tarefa de preparar o Órbe para a grande transformação que se aproxima.
Novo encontro acontece. Mais uma vez Smirna eleva os braços aos céus, formando o cálice sagrado e invocando o contato com a Fonte:
_ Mestres! Humildemente aqui estou, como instrumento de canalização dos infinitos conhecimento do Pai, com a consciência de que eles vêm através do meu Eu, porém não me pertencem. Durante alguns minutos, o silêncio impera no pequeno aposento. Depois, Pérsia indaga:
_ Com relação as epidemias que assolam o mundo, o que acontecerá no Brasil?
            _ Quem estiver no telhado não desça: quem estiver no campo não volte à casa. Haverá um tempo em que um não poderá pedir pelo outro. Os países têm as suas missões em relação ao processo evolutivo do planeta. Este país tem a função da síntese das raças, dos credos e das ideologias, mas não existem privilégio e a Grande Lei é igual para todos. O que chamais de salvação está dentro de cada Ser.
Depois do habitual silêncio meditativo, Eleusis pergunta:
_ As questões de Atlântida deverão ser limpas individualmente ou no todo?
_ O todo e a parte são uma só coisa. O raio de sol é, ao mesmo tempo, o sol e não é o sol. A onda do mar, ao mesmo tempo, é o mar e não é o mar. Vossas mentes e vossos corações formam o Plano Mental e o Plano Emocional da Terra. Quando uma única mente vibra, toda a Terra vibra; quando um coração pulsa, toda a Terra pulsa. Assim, a parte e o todo são unos  e apenas a vossa visão limitada pelo plano da matéria, vê a separatividade onde ela não existe.
Por sua vez, Drágon pergunta:
_ Dentro deste milênio, ainda serão recuperados os conhecimentos de Atlântida?
_ O que é o tempo? Onde ele começa e onde ele termina? Mais uma vez vos confundis com a relatividade da vossa percepção ilusória. Não há como se perder o conhecimento. Toda a história da Terra foi vivida pelos homens e está registrada em suas mentes. Cada Ser humano possui uma parte da história de todo o Planeta. À medida que a consciência do homem se amplia, porções da história da humanidade vêm à consciência, como um imenso quebra-cabeças que vai se completando pouco a pouco.
Novamente Eleusis indaga:
_ Smirna precisa que nós façamos estas perguntas, para resgatar as informações?
_ Enquanto ela assim acreditar!...
Compreendendo a mensagem, Eleusis acrescenta, ainda em dúvida:_ Então o Oráculo está dentro de cada um!? Então o que existe não é o Oráculo de Atlântida, mas o oráculo de cada um!?
_ Esta foi a única pergunta que não foi feita no tempo de Atlântida!...


                                                           SUELI MEIRELLES
                                           Rio de Janeiro, 07 de junho de 1995.

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domingo, 19 de maio de 2013

A SAÚDE NO BRASIL


          
 
Há cerca de trinta anos, as revistas científicas alertavam para o risco do combate aos sintomas, sem que houvesse uma preocupação efetiva com a recuperação da saúde. Hoje, em filas quilométricas, os doentes aguardam a vez de serem atendidos, buscando a cura para os seus males, agora cronificados.

            Transformada em cobaia do laboratório experimental da multimilionária “Indústria da Doença”, a população brasileira espera, pacientemente, pela pílula mágica que irá resolver os seus problemas físicos, emocionais, mentais, espirituais, educacionais, econômicos e sociais, representativos da mais expressiva crise existencial da qual se tem notícia, na história deste país, pois nunca, o povo brasileiro esteve tão distante do sentido de saúde, quanto agora.
            Lingüisticamente, o termo saúde tem o mesmo sentido de “estar a salvo”, ou seja, de estar fora do desequilíbrio representado pela doença, esta, por sua vez, significando o pedido de socorro do doente, do dolente, do lamentoso, que expressa, através da linguagem corporal, todo o sofrimento que as palavras não ditas, malditas ou não ouvidas, não conseguiram se fazer compreender. Numa repetição conceitual que já vigora há trezentos anos, as autoridades responsáveis continuam a acreditar que saúde é ausência de sintomas, combatendo-os a altos custos, enquanto a própria Organização Mundial de Saúde conceitua a saúde como um estado de bem-estar, de otimização das condições de vida do ser humano, em seus diferentes aspectos. Por este erro de interpretação, a tentativa governamental de manter o controle sobre a doença, vai deixando a saúde da população escapulir entre seus dedos, comprometendo, a cada dia, a cada ano e a cada geração, o biotipo da nossa população, caminhando, a largos passos, para o desenvolvimento (?) de uma sub-raça humana.
            Enquanto permanecermos nesta visão estreita do conceito de saúde, não atentaremos para as possíveis soluções que, com certeza absoluta, não se encontram nos pequeninos fracos dos fármacos (fármaco significa veneno), que, enganosamente, vão adiando a busca das possíveis soluções.
Uma prova contundente de tudo isto, é o fato de que, em dias de chuva, as filas de atendimento em hospitais fiquem consideravelmente reduzidas. Diante do desconforto da distância e da falta de meios próprios de locomoção, a doença não física aguarda por melhores condições de tempo, querendo ser atendida em outras necessidades, além do medicamento paliativo. Também é público e notório, que a maior parte das doenças, mesmo as físicas, têm suas origens na falta de informação quanto a noções básicas de higiene, de alimentação adequada, e nos graves problemas econômicos, sociais e psicológicos, que transformam as emergências e enfermarias gerais dos hospitais públicos, em verdadeiras praças de guerra, onde os profissionais de saúde tentam suprir, com dedicação e criatividade, toda a falta de recursos e de condições de trabalho.
Enquanto isso, a sociedade adormecida, ainda espera por um salvador da pátria, por um líder carismático que venha resolver todos os problemas, para que as boas notícias possam ser acompanhadas, no conforto de suas poltronas, ou discutidas nos infindáveis bate-papos sociais, onde as soluções parecem sempre estar nas mãos dos outros.
Neste contexto caótico, se toda a sociedade não começar a se mobilizar, entendendo que este é um problema de todos nós; se não houver uma ação conjunta da sociedade com as escolas e as igrejas (dois importantes pólos de agregação de pessoas); se não se formar um mutirão de voluntários, através do qual, cada profissional de saúde (são mais de dez especialidades: Médicos, Enfermeiros Nutricionistas, Fonoaudiólogos, Psicólogos, Fisioterapeutas, Farmacêuticos, Assistentes Sociais etc.) possa estar doando parte do seu tempo e do seu conhecimento, em seu próprio espaço de trabalho, contribuindo para a recuperação da saúde integral da população, muito em breve teremos ultrapassado o ponto crítico onde este retorno ainda seja possível.
Se cada profissional doar 10% de sua capacidade de trabalho, em favor da saúde comunitária e preventiva, certamente ainda teremos uma boa chance de promover a mudança de mentalidade necessária para a cura da doença mais endêmica de nosso país: A  “Apatia Cidadã”.

                                                                       SUELI MEIRELLES

quinta-feira, 16 de maio de 2013

PARABÉNS NOVA FRIBURGO

           
Com olhar forasteiro, de quem veio do caos social dos grandes centros urbanos, onde nada disso existe mais, acompanho os festejos dos 195 anos de Nova Friburgo. Cento e noventa e cinco anos! 1+9+5= 15 = 6, ano de fé, segundo a Geometria Sagrada. Que Assim Seja! Fé no recomeço; fé na reconstrução; fé nas possíveis melhorias. Assim foi dito: Reconstruir, ainda melhor do que antes...
            16/05/13, data festiva da cidade quase bicentenária...
Abrindo o desfile cívico, as Forças Armadas. A Marinha, vestida de branco. Armada de Paz. Guerras, nunca mais! Em seguida, o Exército, mantendo a Ordem e o Progresso, como está escrito na tremulante Bandeira Nacional. Depois, a Polícia Militar, cuja função terá sido concluída, quando não mais se fizer necessária. Educar para não prender! Este será o grande desafio.
            Desfilam também as Associações: APAE, ROTARY, LIONS, LAAJ, e tantas outras mais. Mães orgulhosas e dedicadas apresentam suas missões terrenas de cuidar de filhos diferentes, num belo exemplo de inclusão social. Diferentes somos todos nós. Semelhantes mas não, iguais... Convidam-nos também a reflexão, redimensionando as dificuldades imaginárias, que nós mesmos criamos e que, muitas vezes nos impedem de mostrarmos o quanto somos capazes... Clubes de Serviço, que procuram auxiliar, de forma expontanea, naquilo que seja possível. Faça o que puder, mas faça! É um bom lema para começar. Velhinhos acolhidos, no final da Escola da Vida. Belos exemplos de solidariedade. Como nos convida o Jornal VOZ DA SERRA, não basta amar a cidade. É preciso fazer mais. Então, mãos à obra, por onde der para começar...
            Povo nas ruas, em passeio descontraído da grande família friburguense. Caldeirão cultural onde se reúnem tantas e diferentes tradições. Não por acaso, 12, mas, respeitando os povos mais antigos, 13, para incluir a cultura Pan-Africana, ancestrais da terra que vem ocupar o seu legítimo lugar. Justiça seja feita! Ainda é tempo de resgatar.
            Em seguida, os alunos dos educandários. Esperança do porvir, aprendendo os valores essenciais, que não podem faltar. Quem sabe, eles poderão nos educar? Sementes de novos seres humanos, que vem para nos iluminar...
Encerrando o desfile, a também aniversariante e centenária Banda Euterpe Friburguense, brinda-nos com o tradicional “Parabéns para Voce”. Além mar, onde tudo começou, a Banda Campezina, apresentando-se na Suiça, fortifica a ponte cultural entre os dois países. Arco-Íris, Sagrada Aliança, que vem nos abençoar. Que ele nos revigore, motivando-nos a continuar:
            Que o Azul da Vontade Divina nos impulsione novamente; que o Dourado da Sabedoria, esteja presente em nossas ações; que o Rosa do Amor nos traga a consciência da Unidade; que o Branco da Paz nos sustente; que o Verde do Equilíbrio nos preencha; que o Vermelho da Fé, mantenha o entusiasmo e que o Violeta da Misericórdia acenda a Pira Sagrada, transmutando em luz todo o sofrimento passado; ajudando-nos a colher preciosas aprendizagens de tudo o que foi vivenciado.
            Que acima de tudo, aqueles que tem em suas mãos o poder das decisões, sejam despertados pelo Amor e pelo Conhecimento, intuindo soluções, para que possamos transcender as dificuldades acumuladas ao longo do tempo. QUE DEUS ABENÇÕE NOVA FRIBURGO.
                                                               SUELI MEIRELLES: Cidadã Adotiva de Nova Friburgo.

terça-feira, 7 de maio de 2013

EM HOMENAGEM ÀS MÃES

            Geralmente, quando escrevo, busco inspiração nos dicionários e textos sagrados, ambos bons livros de psicologia. Para escrever sobre este tema tantas vezes cantado em crônicas, prosas e versos, por tantos autores, eu precisava de novos significados. Ao consultar Mestre Aurélio, o dicionarista, encontrei interessantes definições:
            Mãe como aquela “que tem um ou vários filhos”. Será que basta, então, apenas parir? Poderão estas, serem chamadas de mães, ou é preciso mais, muito mais?... Uma segunda definição de Mestre Aurélio nos informa que mãe é “Fêmea de animal: a mãe que alimenta os filhotes”. Que belos exemplos elas nos dão: A mãe capivara, que se afasta dos filhos e se oferece em sacrifício ao predador, para preservar suas vidas; a mãe leoa, símbolo de garra e valentia, na luta em defesa da sua cria; a mãe andorinha, que alimenta seus rebentos, até que eles tenham fortalecido suas asas para alçar vôo aos céus; as mães felinas e caninas que, no convívio doméstico, tantos exemplos de amor materno nos oferecem. À Mãe Animal, as nossas homenagens!
            Mestre Aurélio também nos diz que mãe é “Fonte, causa, origem, pais, lugar onde uma coisa começou. Mãe pátria”. Ah! Então o nosso querido Brasil, também merece homenagens, nesta data festiva, nos trazendo à lembrança a pequena estrofe do Hino Nacional Brasileiro: “Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil! Esta terra acolhedora, caldeirão cultural de muitas raças e muitos credos, onde seus filhos e filhas, apesar de todas as dificuldades, conseguem viver a unidade que permeia as diferenças. À Mãe Pátria, as nossas homenagens!
            Mas, o dicionarista nos diz ainda que também existe a “Nossa mãe comum, a Terra”, Nossa querida Gaia, que neste momento vivencia os estertores da morte do velho mundo, para nos trazer à Luz um Novo Tempo. Nossa querida Pacha Mama, que apóia os nossos pés na trajetória terrena e guarda os nossos ossos, para despertarmos no mundo espiritual, alimentando-nos na vida e acolhendo-nos na morte. A Mãe Natureza, as nossas homenagens!
            Mestre Aurélio ainda nos diz que mãe é “Aquela que dá assistência aos desgraçados: a mãe dos pobres”. Ah! Desde tipo de mãe temos uma bela lembrança: Madre Tereza de Calcutá, assim chamada pelos pobres que cuidava na Índia. Neste estado de consciência vibram todas as mães anônimas, que por este mundo afora, criam filhos do coração que outros corações rejeitaram. Às Mães Adotivas, as nossas homenagens!
            Quando os filhos nascem dizemos que as mães deram à luz um filho. Qual será a correlação entre mãe e luz? Será por obra do acaso, esta frase tão significativa? Certamente que não. O amor materno ilumina. Ilumina o próprio rosto que guarda o segredo da vida em seu ventre, como também ilumina o rosto e a vida do filho amado, depois que ele nasce.
            Os cientistas do comportamento humano pesquisam processos psicológicos básicos para entenderem os mistérios da relação materno-filial, mas o amor materno se expande além dos rígidos controles científicos e ganha múltiplas funções: Ele nutre, incentiva e, mais do que isto, cura muitas dores com um simples beijo. Que mistério divino será este?
            Ah! Mestre Aurélio ainda nos fala de mais uma mãe: “Maria, Mãe de Jesus. Mãe da Cristandade” que num livro muito bonito, intitulado “Memórias da Bem Amada Maria, Mãe de Jesus” nos relata um momento em que seu Divino Filho, ainda pequeno cai e rala os joelhos. E Ela Lhe diz: “Não vamos dar atenção a esta imperfeição; vamos pensar na perfeição, até que se restabeleça!...
            A Nossa Mãe Espiritual, as nossas homenagens e orações, neste mês de Maio. A Ela elevamos nossos pensamentos e Lhe pedimos: Que seu Manto de Luz descenda sobre todas as mães humanas que sustentam o modelo perfeito de seus filhos e filhas, até que tenham concretizado suas missões de vida na Terra. Feliz Mês das Mães!
                                                                                      Sueli Meirelles, apenas mãe.

Site: www,suelimeirelles.com

domingo, 5 de maio de 2013

FILHO NÃO É TROFÉU


Quando dois jovens namoram, idealizam o relacionamento, trocam juras de amor eterno, mas, jamais chegam efetivamente a conversar sobre seus aspectos divergentes de personalidade, sobre aquelas características individuais que irão gerar conflito na vida a dois. Inconscientemente fazem do casamento um contrato secreto, no qual nenhum deles irá dizer ao outro as suas expectativas, mas onde cada um ficará extremamente irritado, caso não seja atendido.
            Decorridos alguns anos de vida em comum, acumulando mágoas e decepções, um dos cônjuges, ou os dois chegam à conclusão de que “o outro é o culpado” pelo fracasso do casamento, buscando a separação. No meio desta crise, ocorre uma intensa fragilidade emocional, em decorrência das frustrações acumuladas, e do próprio desgaste gerado pelo convívio conflituoso. Esta fragilidade faz com que cada cônjuge busque apoio emocional, agregando do seu lado o maior número possível de opiniões favoráveis, entrando, inconscientemente, num jogo competitivo com o ex, cujo principal objetivo é penalizá-lo com o maior número possível de perdas, quer seja em relação aos bens materiais ou filhos. Como os filhos envolvem a maior parte da carga emocional, são preferencialmente escolhidos como troféu da disputa. Ganha o jogo, quem tiver a guarda e posse deles. As visitas estabelecidas judicialmente, e as datas antes comemoradas em família, tais como Natal e Ano Novo, aniversários e feriados transformam-se num campo de batalha. Cegos de raiva pelas frustrações de parte a parte, torna-se difícil para eles perceber os terríveis danos emocionais que estão causando aos pequenos. Colocados na posição de mensageiros de recados malcriados entre os dois lutadores, os filhos vivem a agonia do entrave, tornando-se também confusos e inseguros, pela impossibilidade de escolher entre dois amores igualmente importantes. Sem que tenham consciência disso, os pais vão contribuindo para a neurotização de seus filhos, pelas quase irreparáveis seqüelas emocionais do terrível combate, do qual todos, sem exceção, sairão como perdedores.
Hoje, com os recursos das modernas técnicas terapêuticas, o processo de separação conjugal pode se transformar num momento de identificação dos fatores inconscientes que contribuíram para a má escolha. Pode ser também um momento de reflexão e aprendizagem sobre os critérios de escolha utilizados, para que o mesmo não venha a ocorrer num segundo ou terceiro relacionamento. Sempre é possível identificar o que se aprendeu de útil com os erros cometidos.
            O acompanhamento terapêutico do processo de separação conjugal visa, acima de tudo promover o esvaziamento da raiva gerada pelas frustrações de parte a parte, para que cada um dos cônjuges consiga perceber o limite de seu campo de ação, podendo, a partir daí, resgatar sua auto-estima. Neste processo de conscientização, cada um começa a perceber que existe ex-marido e ex-esposa, mas não existe ex-pai ou ex-mãe.  Também não existem ex-avós ou ex-tios, e a relações afetivas das crianças com seus parentes de ambos os lados devem ser preservadas. Outro aspecto importante, que também será percebido, é o fato de que, quando eles fizeram um mau contrato de relacionamento, os filhos não foram consultados, até mesmo porque, na maioria dos casos, ainda nem haviam nascido, o que torna injusto envolve-los na contenda. A medida que cada um vai esvaziando suas mágoas, muitas delas com raízes em conflitos vivenciados na infância e projetados no casamento, pode começar a perceber, a partir das próprias memórias, a importância de se preservar a imagem positiva do pai e da mãe, como modelos que irão influenciar a escolha dos futuros  parceiros afetivos.
Outro aspecto importante nesta delimitação, é compreender que as relações entre os cônjuges e entre cada um deles e os filhos envolve papéis sociais diferentes, e que um mau marido ou uma má esposa pode ser, ao mesmo tempo, bom pai ou boa mãe. E que, quando um dos cônjuges tenta denegrir a imagem do outro para os filhos, está lhes causando um sofrimento inútil.
            Como geralmente o casal em processo de separação, não procura ajuda profissional, para identificar os fatores emocionais que emergem nesse momento difícil de suas vidas, os conflitos vão se acumulando através do tempo, às vezes passando de uma geração para a outra e perpetuando este triste modelo de solução (?) de conflitos.
 O despertar da consciência de que os filhos não devem ser envolvidos na disputa conjugal; de que, em nenhuma hipótese eles devem ser transformados num troféu de vitória de um sobre o outro, caracteriza o mínimo de respeito que as crianças merecem e necessitam, para se tornarem adultos emocionalmente saudáveis.

                                                                                    SUELI MEIRELLES

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quinta-feira, 2 de maio de 2013

A PIRAMIDE INCOMPLETA

          
  Através da história da humanidade, muitos ensinamentos nos são legados e permanecem diante dos nossos olhos, até que tenhamos alcançado o estado de consciência adequado para compreendê-los. Com certeza, muitos de nós já tivemos a oportunidade de segurar uma nota de um dólar em nossas mãos, talvez até pensando em como multiplicá-lo. Entretanto, talvez nunca tenhamos parado para nos perguntarmos por que a moeda americana exerce um magnetismo tão grande sobre as fantasias de prosperidade das pessoas, ou até mesmo sobre a ganância daqueles para quem o dinheiro assume um valor absoluto. Mas também é quase certo que nunca nos detivemos para apreciá-la em seus mínimos detalhes, e descobrir, principalmente em seu reverso, como numa mensagem cifrada, os fantásticos simbolismos que ela contém:

A COR: não por acaso, o dólar é chamado de “verdinha”. Simbolicamente, o verde representa a esperança, a liberdade e a prosperidade. Em muitas culturas, como na irlandesa, está associado à idéia de sorte;
A ÁGUIA: Representa a capacidade de elevação e transcendência do ser humano. Ela tem a capacidade de enfrentar as tempestades e voar logo a seguir, acima das nuvens carregadas. Em seu peito aparecem sete listras brancas, intercaladas a seis listras verdes, totalizando treze faixas evolutivas ou estados de consciência;
O RAMO DE OLIVEIRA: A oliveira é uma das árvores sagradas, representando o lugar de acolhimento e reabastecimento para aqueles que se sentem cansados, física e mentalmente. Representa a proteção espiritual e o consolo. Está sustentado pela garra direita da águia (o lugar da espada, a palavra do espírito; A fé) Apresenta treze estrelas (etapas de iluminação) e treze frutos (obras);
AS SETAS: Na garra esquerda, a águia sustenta treze flechas, que representam o poder de penetração; o elemento que atinge o alvo; a motivação emocional que conduz até a meta estabelecida pela razão.
O TREZE: Considerado número de sorte por uns, ou número de azar por outros, o treze é carregado de um forte simbolismo, pois representa o UM, o homem, diante do TRÊS, a criação, sinalizando a necessidade de que o homem se volte para a Sabedoria Superior, deixando que esta o oriente em suas realizações no mundo da matéria;
A ESTRELA DE DAVI: Acima da cabeça da águia, a estrela de Davi é representada por treze estrelas, envoltas por nuvens. A estrela de Davi simboliza a integração harmônica entre as forças da matéria e as forças do espírito, resplandecendo através das nuvens da ilusão. No bico, a águia carrega uma faixa, com o lema PLURIBUS UNUM (a unidade na diversidade), sinalizando a necessidade de união entre os opostos.
O UM: O número UM (a individualidade humana) está situado sob o Lema IN GOD WE TRUST (Em Deus confiamos), mais uma vez simbolizando a subordinação do humano ao Divino.
A PIRÂMIDE: Representa o homem incompleto, em seu processo evolutivo. A base da pirâmide é formada por treze camadas ou etapas evolutivas, tendo na base os algarismos MDCCLXXVI (1776), que resultam no número três (a criação), quando reduzido, representando as sagradas experiências vivenciadas pelo homem, em sua travessia terrena. Logo abaixo, está a inscrição NOVOS ORDO SECLORUM (a nova ordem dos séculos), como proposição de uma nova humanidade, mais consciente e mais desperta para o sentido de sua existência terrena. No topo da pirâmide, o aspecto triádico do ser humano (Força, Amor e Sabedoria), é a representação do Cristo, com o olho que tudo vê. Esta parte superior separada representa o aspecto divino do ser humano, que ainda não foi integrado à sua existência humana. Acima, a inscrição ANNUIT COEPTIS (Ele olhou com benevolência), simboliza a Misericórdia Divina que sempre aguarda o despertar do homem. Como em nosso código genético, o resultado matemático da pirâmide é PI (3,14), onde o três representa o aspecto divino interligado pela vírgula (a criatividade), aos cinco sentidos representados pelo quatorze, simbolizando a busca da revelação e do conhecimento, que pode conduzir à inteireza do oito: 3+1+4. Estas são as etapas de construção das pirâmides que viemos ser...

                                                                                                            SUELI MEIRELLES

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