Tradução

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A ESFINGE - Psicologia


            A memória da humanidade se preserva, no decorrer dos tempos, através dos arquétipos ou símbolos que, quando decifrados, nos permitem a compreensão dos sentidos mais profundos da vida. Tanto na cultura egípcia, quanto na cultura grega, o mito da esfinge está presente. Na mitologia grega, a esfinge propõe enigmas que devem ser decifrados pelo ser humano, e quando este não o consegue, ela o devora.
            Com cabeça de leão, asas de águia e corpo de boi, a esfinge representa o próprio homem diante dos desafios da vida. As asas de águia simbolizam o voo de seus ideais, a  sua visão ampla, voltada para o futuro e para as metas a serem alcançadas. Mas a mesma águia que voa está distante da terra, onde o ser humano, como mamífero terrestre, está destinado à concretização. Precisa ter os pés no chão, para que possa seguir o seu caminho existencial. O leão representa o Ego, o orgulho, a vontade consciente, o amor pela tarefa exigido para que a realização possa acontecer. O boi representa o instinto, o desejo e a força da terra, sem o que, torna-se impossível concretizar alguma coisa. As diferentes partes constituintes da esfinge, aparentemente sem nenhuma relação entre si, representam as sub-personalidades humanas, o feixe de “eus” que compõem o psiquismo. São partes psíquicas que muitas vezes se encontram em conflito, impedindo a plena realização. Quando a águia predomina, o ser humano perde o contato com a realidade. É capaz de produzir grandes idéias, sem jamais chegar a concretizá-las. Quando predomina o leão, o orgulho excessivo pode impedir que o indivíduo se adapte à realidade. Quando predomina o boi, os instintos podem levar à perda do domínio sobre si mesmo e a entrega aos vícios de toda espécie, que conduzem à degradação pessoal.
            O enigma proposto pela esfinge simboliza o autoconhecimento que o homem deverá alcançar, para que possa entender o sentido de sua própria existência na terra. E o primeiro enigma talvez seja a compreensão de como lidar com suas diferentes partes psíquicas, como integrá-las a serviço da evolução, tirando de cada uma delas, seus melhores potenciais.
            No sentido positivo, a águia representa a capacidade de transcendência do ser humano, seu contato com a Fonte Superior, inspiradora do sentido de vida que, quando aliado aos sentimentos positivos, à garra do leão, pode trazer a motivação necessária à realização dos ideais. O boi oferece o apoio concreto do instinto primário, da força de subsistência necessária ao caminhar. Ele é também o desejo voltado para o atendimento das necessidades básicas de segurança, moradia, alimento e prazer, que trazem satisfação à vida.
            Quando qualquer uma dessas partes psíquicas se encontra bloqueada ou em desarmonia com as outras, a energia gasta internamente na repressão das emoções de medo, raiva, tristeza ou dor emocional geradas, diminui a capacidade produtiva do indivíduo, conduzindo-o a estados de angústia e depressão. Esta última surge como resultado do sentimento de impotência diante da situação que se deseja modificar, e cuja solução não é percebida. Neste sentido, a neurose (a distorção da percepção de realidade causada pela confusão emocional) pode ser entendida como um processo de estagnação da energia vital, pelo aprisionamento do indivíduo a um modo de ver o mundo, a conceitos, preconceitos ou sentimentos que o impedem de atravessar os problemas da vida diária, rumo a realização de si mesmo. Na maioria dos casos, o que ocorre é que a solução para o problema vivido exige uma transformação interior que a pessoa não está disposta a fazer, por medo, orgulho, vaidade ou qualquer outro estado de Ego. Esta resistência à mudança é justamente o fator que alimenta o conflito interno e aumenta a sensação de sofrimento, expressa pelo coquetel de emoções que ficam aprisionadas no peito, sentidas na forma de aperto ou angústia.
Quando na situação terapêutica, estas partes psíquicas são identificadas, compreendidas e atendidas em suas necessidades específicas, o estado de equilíbrio emocional pode ser restabelecido e o organismo como um todo recupera sua força de ação. A partir daí, torna-se mais fácil entender-se as motivações inconscientes que regem as reações de cada ser humano diante da vida, e o melhor caminho em direção às soluções que, seguramente, não podem ser encontrados em nenhum outro lugar, senão dentro de cada um. Como disse o filósofo grego Sócrates: “Conhece a ti mesmo, para conheceres o mundo”.

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Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica, Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana e Reprogramação Mental. Consultora em Desenvolvimento Humano.



QUAL O SIGNIFICADO DOS SEUS SONHOS - Palestra Online 02/11/17 - Página Sueli Meirelles - Facebook

  
 Desde tempos imemoriais, os sonhos despertam o interesse e a curiosidade das pessoas. Às vezes misteriosos, sofridos como os pesadelos, premonitórios, interpretados das mais diferentes maneiras, os sonhos continuam desafiando nossa compreensão. Mas, para que possamos realmente compreendê-los, é necessário termos uma idéia de como funciona o nosso psiquismo.
                        A parte que conhecemos de nós mesmos, o consciente, corresponde a apenas 14% do nosso potencial mental. Além dela situa-se uma parte muito maior, mais inteligente e mais poderosa que é o inconsciente, com 86% de capacidade mental. Entre essas duas partes, funcionando como uma barreira, um filtro, atuam os chamados mecanismos defensivos do ego, que permitem passagem somente às informações, sentimentos e sensações aceitos pelo consciente.
                        Somente o consciente dorme. Nosso inconsciente, esta poderosa parte psíquica que é o nosso sistema nervoso autônomo ou, ainda, nosso corpo eletrônico, durante o sono, ganha condições independentes de vida, livre dos limites de contenção impostos pelo corpo físico e pela percepção relativa da mente consciente, podendo vivenciar experiências incríveis fora do plano tridimensional da vida.
                        O material contido num sonho normalmente é muito maior do que podemos lembrar. Para chegar ao consciente, esse material passa por um processo de censura e elaboração, que permite que aquele conteúdo emocional seja esvaziado através de elementos simbólicos que não podem ser claramente compreensíveis para o consciente. Essa é a maneira como o inconsciente burla os mecanismos defensivos do Ego, para esvaziar as emoções e manter o equilíbrio psíquico.
                        No emaranhado de elementos que compõem o sonho, podemos encontrar:

1. RESTOS DIURNOS - As preocupações do dia-a-dia podem ser incluídas no sonho, como forma de descarga e conseqüente manutenção do equilíbrio emocional. Nesse caso, o inconsciente não se afasta do corpo físico e é comum acordarmos com uma sensação de cansaço, de noite mal dormida, onde não ocorreu um verdadeiro relaxamento.

2. IMPRESSÕES NOTURNAS - Se, durante o sono, ocorrem ruídos externos (sirene de ambulância, ruído de trem, carro, temporal, etc), é comum que essas impressões sejam incorporadas à história do sonho, numa tentativa do inconsciente de proteger a manutenção do sono necessário ao repouso. Assim se,  por exemplo, começa a chover enquanto dormimos, é provável que a chuva seja incluída em nossa experiência durante o sonho.

3. SONHOS DE ELABORAÇÃO - Se uma pessoa estiver vivenciando experiências diárias de estresse, o sonho irá funcionar como um regulador do psiquismo, promovendo o esvaziamento das emoções acumuladas, para que o organismo possa manter o estado de equilíbrio do sistema nervoso. Impedir que uma pessoa interrompa o sonho, pode ocasionar sérios danos ao sistema nervoso.

4. PESADELOS - Costumam estar relacionados à interferência mental de energia negativas, quer sejam originadas nos relacionamentos interpessoais, como também aquelas oriundas de noticiários televisivos,filmes de ação (violência), suspense ou terror, ou ainda como decorrência de conversas negativas, que colocam a pessoa em sintonia vibracional com o Plano Astral Inferior.

5. SAÍDAS DO CORPO - São os casos em que a pessoa acorda, antes de ter retornado ao corpo físico, podendo ver-se deitada na cama, antes do encaixe entre corpo energético e corpo físico. Se a pessoa sentir medo, poderá apresentar reações de terror noturno.

6. VIAGENS ASTRAIS - Durante as horas de sono, nosso inconsciente, individualidade ou parte permanente, afasta-se do corpo físico, projetando-se no plano extra-físico e deslocando-se segundo o direcionamento dado pelo pensamento nos minutos que antecedem o sono, quando estamos no chamado nível alfa. Nessa condição, a individualidade viaja através do tempo-espaço, atraída para situações positivas ou negativas, de acordo com própria qualidade da energia psíquica. Daí a importância do tipo de programa (filmes, livros, conversas, etc.) que irá qualificar a energia mental no período de tempo que precede o sono. São comuns nesse caso, os relatos de encontros com outras pessoas, quer dessa ou de outras dimensões de tempo-espaço.

7. SONHOS PREMONITÓRIOS - Baseado no conceito da Física Moderna de que o tempo é circular, hoje sabemos que o inconsciente é capaz de deslocar-se para trás (regressão) e para a frente (progressão) no tempo-espaço. Deslocando-se para a frente no tempo, o inconsciente pode captar ocorrências futuras. É importante ressaltar que, nesses casos, não devemos acreditar nessas previsões como fatos pré-determinados a acontecerem, mas como probabilidades de eventos, que ainda poderão ser modificados. Assim sendo, o conhecimento antecipado de uma situação pode representar uma possibilidade de ação diferente por parte das pessoas envolvidas, mudando-se assim o rumo dos acontecimentos.

8. SONHOS ORIENTADORES - Em decorrência do nível evolutivo de cada pessoa, cada vez mais ela poderá estar em sintonia com estados elevados de consciência, onde irá receber inspirações e insights sobre o melhor modo de lidar com situação da vida tridimensional.

9. SONHOS LÚCIDOS - São frequentes nas pessoas que, ao longo dos anos de práticas meditativas e autoconhecimento, quando no estado de sonho, sabem que estão sonhando e têm controle consciente de suas ações, durante sua permanência no estado de projeção onírica.

10. SONHOS DIRIGIDOS - Também chamados de "Visualização Criativa" são muito utilizados no processo terapêutico, já que os sonhos representam um riquíssimo material de autoconhecimento. Interpretações com base em simbolismos universais, embora tenham sido muito utilizadas no passado, com o decorrer do tempo mostraram-se ineficazes do ponto de vista pessoal, podendo levar a distorções de sentido. Solicitar à pessoa que, em estado de relaxamento, reviva as situações sonhadas, representando cada elemento ou símbolo do seu próprio sonho, é um método mais seguro de compreensão dos significados oníricos.
                        De posse dessas informações, cabe-nos, agora, concedermos mais atenção a essa função psíquica, quer no sentido de autoconhecimento, quer no sentido da possibilidade de ampliação de nossa consciência total. Anotar os sonhos e procurar compreendê-los como um simbolismo; uma linguagem metafórica do inconsciente, traz muitas informações sobre como está a dinâmica psíquica do sonhador, em relação à sua própria vida
Nossos sonhos contém preciosas informações sobre nós mesmos que, quando bem compreendidas, podem nos levar a percebermos que fazemos parte de uma totalidade bem maior na qual, muitas vezes, um sonho é apenas um aspecto diferente disso a que denominamos realidade... Você já pensou em trabalhar seus sonhos em acompanhamento psicológico?




Sueli Meirelles - Palestrante, Consultora, Professora, Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica - CRP/05-11601.
Site: www.suelimeirelles.com
Whatsapp: 55 22 999.557.166

terça-feira, 24 de outubro de 2017

REROGRAME-SE - Palestra online - Quinta - 26/10/17 às 20:00 - na página Sueli Meirelles - Facebook

Quantas vezes você já tentou modificar um hábito, largar um vício, mudar um comportamento e não o conseguiu? De repente, você se surpreende agindo da mesma forma indesejada, sempre repetindo velhos padrões. Por que será que isto acontece? Afinal, você queria “realmente” mudar aquele comportamento... O que saiu errado? Será que foi falta de “força de vontade”?
Não se culpe ou lastime! Saiba que tudo isso ocorre porque sua mente consciente corresponde apenas a 14% da sua capacidade mental e os outros 96% estão sob o comando do inconsciente, uma parte extremamente inteligente e poderosa, que influencia o seu comportamento através de comandos simbólicos, segundo critérios de utilidade bem diferentes dos padrões estabelecidos pelo consciente. Por isso é tão difícil mudar.
Mas, se o inconsciente é tão inteligente, por que ele continua agindo “errado”, você poderia perguntar? Porque ele age segundo programações que foram instaladas em sua infância, numa época em que sua capacidade de avaliação e crítica ainda não se havia desenvolvido totalmente. Dessa forma, uma série de “verdades” foram arquivadas em sua mente, através de sons, imagens e sensações, que se mantêm até hoje.
Pare de ler este artigo um pouquinho e pense sobre uma quantidade enorme de frases e ditados que fizeram parte da sua infância e continuam direcionando sua vida. Quantas vezes, em momentos de decisão, você se sente impedido de agir, por algo indefinido e poderoso, que parece bloquear a sua iniciativa?Quantas vezes você já se percebeu sabotando sua própria intenção de mudar? Talvez você seja uma daquelas pessoas que já tentou vencer o medo de aprender a nadar, matriculou-se na aula e depois de conseguir entrar n’água, disse para si mesma, com um riso nervoso:_ Não adianta! É difícil! Eu não vou conseguir! E não conseguiu mesmo! Esta é uma forma de auto-hipnose negativa, produzida por padrões auto-limitantes que estão registrados no seu computador mental e que disparam um alarme de medo ou terror, todas as vezes em que você tenta entrar na água. Este mesmo padrão vale para uma série de situações de impedimento: Falar em público, dirigir, estudar, parar de beber... Sair da depressão... A lista pode ser infinita!
Se você se enquadra num desses itens, procure descobrir, primeiramente, qual a intenção positiva (é isto mesmo! Seu inconsciente está procurando atender necessidades psíquicas e emocionais, e faz o melhor que pode, segundo o seu conhecimento) por detrás do comportamento ou sintoma inadequado. Ou então, perceba qual a parte inconsciente que não está sendo atendida, como nos casos de depressão, quando a pessoa se sente impotente diante de algo que gostaria de modificar, e não consegue.
As técnicas psicológicas de REPROGRAMAÇÃO MENTAL visam auxiliá-lo no atendimento de suas necessidades emocionais, através de comportamentos mais adequados ao que você escolheu para sua vida. Após o esvaziamento das cargas emocionais de medo, raiva, culpa,  tristeza ou dor emocional, a energia psíquica liberada pode ser utilizada de forma mais positiva. Atribuindo novos significados ás experiências que você viveu, e reprogramando-se mentalmente, através da modificação dos códigos lingüísticos e simbólicos instalados no seu inconsciente (imagens, sons e sensações), você terá a oportunidade de sentir-se cada vez mais autoconfiante e produtivo, livrando-se dos velhos problemas emocionais que afligiam sua vida.
REPROGRAME-SE! Consultas presenciais (Nova Friburgo/RJ/BR ou Online (via Skype) - Agende seu horário! suelimeirelles@gmail.com ou Whatsapp +55 22 99955-7166


SUELI MEIRELLES Especialista em Psicologia Clínica. Psicóloga Transpessoal (Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana e Reprogramação Mental).  Master Trainer em PNL, Bioenergeticista, Gestalt-Terapeuta, Hipnoterapeuta. Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral, Educação para a Paz e Implementação de Projetos Sociais.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

SOBRE ACEITAR JESUS - Testemunho


            Neste momento em que as polêmicas religiosas voltam às Redes Sociais, retomo este artigo, escrito em 2012, como um testemunho sincero e atual, que se fundamenta em muitos anos de mergulhos terapêuticos no meu inconsciente profundo, onde encontrei preciosos arquivos da história da humanidade, como também revelado nos contos Memórias da Paixão de Cristo I[1] e !![2], e no conto Oráculo de Atlântida[3]. Negar estas memórias tão reais seria desrespeitar a Perfeita Verdade Divina, para me curvar às exigências dogmáticas das pequenas verdades humanas.
            Quando decidi abraçar minha Missão Crística. Sentia-me como Jonas, entre Társis e Nínive[4]
. E eu me perguntava: _Senhor, por que não posso ser uma psicóloga convencional, utilizando técnicas convencionais? Por que não posso ser uma pessoal convencional, protegida dentro das muralhas da Tradição Religiosa com a qual me identificar? Por que terei que me lançar, junto com os amigos evolutivos que virão me procurar no consultório, nos mares profundos de seus conflitos inconscientes, para descobrir a verdadeira história da humanidade, que foi tão distorcida pelos interesses humanos? Tudo isto eu me perguntava, mas a Perfeita Vontade Divina se sobrepunha à minha pequena vontade humana e, plena de fé, eu continuava pelos caminhos do imponderável. Hoje, decorridos todos esses anos, sinto que a minha fé se fortaleceu mais ainda. O medo que eu sentia, de que minhas crenças cegas fossem contrariadas pelas descobertas científicas cedeu lugar a uma fé consciente, através da qual constato que as Leis Divinas são muito mais belas do que nós, seres humanos poderíamos imaginar. E como são perfeitas! E como são consoladoras!
Quando participei do Retiro Evangélico “Casados para Sempre”, compartilhei este segredo com uma irmã. Eu lhe disse: _Minha missão é servir ao Cristo no campo neutro da ciência, onde todas as Tradições Religiosas poderão se encontrar, mas isto é muito difícil, principalmente quando não sou reconhecida como irmã, entre os irmãos que, com as mais puras intenções querem me acolher, por acreditarem que eu sou uma ovelha desgarrada, e me pedem, agora, para aceitar Jesus. Como, se já o aceitei há dois mil anos atrás, como uma jovem judia, presente no Sermão da Montanha? E, inspirada pelo Divino Mestre, ela me respondeu: _ Mas Ele sabe! Sim, Ele sabe! Como posso esperar ser compreendida se nem mesmo Ele, em Sua Grandeza Espiritual,  foi reconhecido, quando veio? Assim, vou seguindo o meu caminho, cumprindo a minha missão, protegida pela Armadura de Deus e com os pés firmes no solo do Evangelho de Cristo Jesus, para que dele possa falar como convém falar, até que tenha terminado a minha tarefa. Consola-me perceber quantos são os irmãos ajudados neste contexto neutro da saúde mental, independente dos diferentes credos que eles professam; respeitando-os em suas crenças, segundo seus estados de consciência, e tendo a humildade de aprender que minhas próprias crenças não são verdades absolutas, que eu deva impor àqueles que me procuram. Sinto que tenho o privilégio de viver muitas vidas numa só vida, abrindo o véu do esquecimento para compreender os pedacinhos de Verdades Divinas guardados no inconsciente profundo de cada um, e que são revelados no seu momento de despertar. E nada pode ser mais gratificante do que colocar-me a serviço de Deus e ser um instrumento para o despertamento da Sabedoria Interna de cada um, contribuindo para esse momento numinoso da vivencia do Religare. A cada dia, digo: _Louvado Sejas, Senhor, pela imensa Graça recebida!!!
Obrigada ao desafio que me permitiu compartilhar este segredo guardado em meu coração
                         
                                         Sueli Meirelles em 21 de Agosto de 2012.

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terça-feira, 17 de outubro de 2017

O CONTEÚDO EMOCIONAL DAS DOENÇAS - Palestra online

Nesta Quinta-feira, 19/10/17, às 20:00, em minha página pessoal (Sueli Meirelles), no Facebook. 
Compartilhe e participe com suas perguntas! 

Compreender que os padrões mentais são a base para a produção das doenças é o primeiro passo para resgatarmos a saúde e a plenitude de viver.
         O sintoma, quando entendido como uma linguagem simbólica através da qual o corpo se comunica com o Ser, oferece uma clara e consistente informação sobre os mecanismos presentes no processo de adoecer. O próprio termo adoecer, doente, tem suas origens em dolente, lamentoso, mostrando-nos que as doenças, de um modo geral, começam pelas insatisfações com o dia a dia da vida. Dentro deste enfoque, o adoecer é resultante do desequilíbrio da energia vital, podendo apresentar-se através de sintomas gerados pelo excesso de energia (todos os sintomas hiper), pela falta de energia (todos os sintomas hipo) ou pela estagnação do fluxo vital, como por exemplo, nos problemas circulatórios. Do ponto de vista psicológico, toda doença representa uma paralização da vida e, a saúde significa a retomada do movimento.
         Se exemplificarmos este processo com um sintoma bastante comum em nossos dias, como a hipertensão arterial, teremos a exata representação da maneira como o hipertenso lida com a vida e como a interpreta. Segundo a sua própria denominação, a hipertensão caracteriza-se por um excesso de tensão no fluxo sangüíneo: A máxima da pressão arterial corresponde ao momento da sístole, quando o coração bombeia sangue para as extremidades do corpo. Um coração tenso e emocionalmente angustiado irá realizar esta função de forma estressada, elevando a máxima da pressão arterial. Por sua vez, os vasos sangüíneos de uma pessoa tensa, estão num processo de constrição, o que irá devolver ao coração, na fase de diástole, um fluxo sangüíneo igualmente tensionado, elevando-se assim, a mínima da pressão arterial. Uma pessoa que se sinta ansiosa por resolver os problemas de sua vida e ao mesmo tempo sinta-se, por algum motivo, impedida de agir, poderá apresentar pressão arterial convergente, numa representação de que ela exerce e sofre intensas pressões no seu meio ambiente. A princípio estes sintomas se manifestam de forma branda e situacional, com eventuais piques hipertensivos e taquicardias ocasionais, até vir a comprometer realmente o organismo, associando-se a outros sintomas correlatos ao quadro, como, por exemplo, os problemas renais, que expressam sentimentos de insegurança diante da vida.
         Quando, através do processo terapêutico de autoconhecimento, a pessoa identifica e transforma a sua maneira de agir diante das situações de conflito, o organismo, como um todo, tende novamente para o estado de homeostase ou equilíbrio que caracteriza a condição de saúde.
Os casos de hipotensão, ao contrário, expressam o desejo inconsciente de afastar-se dos problemas; de ficar fora de si; de ausentar-se de situações conflitantes, mostrando-nos que as pessoas podem apresentar comportamentos de aproximação (tentativa de solução) ou evitação (fuga) diante de um mesmo problema, transferindo este modelo de ação, para o seu sintoma.
         Em geral, todas as doenças possuem conteúdos emocionais que traduzem um padrão comportamental diante da vida, o que torna cada pessoa responsável pela produção de sua doença ou de sua saúde. Ao mesmo tempo em que esta auto-responsabilidade pode ser assustadora, ela também significa a possibilidade de reagir; de resgatar o equilíbrio psicológico que produz emoções harmonizadoras, as quais permitem um bom funcionamento da fisiologia e que, por sua vez, mantêm  todos os órgãos saudáveis e em perfeito funcionamento. Esta nova consciência pode vir a ser a tônica de um novo tempo, no qual, ao invés do combate à doença, se promova, realmente, a manutenção da saúde.
SUELI MEIRELLES - Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória, Reprogramação Mental) Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz.  
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Skype: Sueli.Meirelles
     

A RAIZ DO PROBLEMA - educação


            Em que pese a qualidade dos expoentes do conhecimento pedagógico, que participam dos programas de capacitação profissional de professores, a educação brasileira continua em crise. A educação sofre do mesmo mal que tenta combater: A lacuna de aprendizagem entre o que sabe e o que pode chegar á saber, criando um profundo abismo entre a teoria e a realidade vivenciada em milhares de escolas em todo o território nacional. O organismo educacional como um todo, necessita de escuta e acolhimento terapêuticos, para que se busque o atendimento das necessidades básicas do ser humano, identificadas pelo Psicólogo Abraham Maslow:

                1ª - Necessidades fisiológicas (fome, sede, sono etc.);
2ª- Necessidades de abrigo e segurança (casa e conforto);
3ª- Necessidades de pertinência a um grupo (ter uma família);
4ª- Necessidade de auto-estima (sentir-se valorizado);
5ª- Necessidade de buscar o conhecimento (despertar a).
      Curiosidade, (para aprender a aprender).

Por um erro de diagnóstico, não se percebe que a educação está com sua saúde emocional seriamente comprometida: A Escola Brasileira sofre de baixa-estima, depressão, impotência e falta de sentido existencial, sintomas que afetam todas os segmentos do seu organismo: Cabeça (Diretoria e Administração), Braços (Professores), Corpo (Alunos) e Pernas (Pais e/ou familiares) apresentam seus sintomas, como angustiosos pedidos de socorro para o mal que os aflige.
            Sensibilizada com a questão, decidi traduzir em palavras, as angústias deste organismo, de cuja saúde emocional depende o desenvolvimento do nosso país. Através de algumas indagações, busco abrir um espaço de diálogo, onde algumas soluções podem ser encontradas:

a)     Indagações à Cabeça (Diretoria e Administração), você ocupa o lugar correspondente ao seu perfil de personalidade? Você tem uma visão ampla sobre as tendências da educação em nosso país? Você tem as habilidades e competências exigidas pelo seu cargo de liderança? Você se dispõe a um processo de transformação interior, para que possa funcionar como um instrumento de transformação ao seu redor? Ou você está nesta posição, por influência de fatores alheios aos objetivos educacionais, impondo-se como um obstáculo às soluções?
b)     Indagações aos Braços (Professores): Vocês estão em seus caminhos vocacionais? Vocês amam e abraçam as suas tarefas diárias de educação, sentindo-se realizados com o que fazem? Vocês se lembram da importância do seu trabalho para o crescimento deste país? Vocês se dispõem a sair da inércia e da apatia, arregaçando as mangas, e dando-se as mãos, para solidariamente buscar as soluções que o grave problema educacional exige? Vocês se sentem valorizados e economicamente recompensados com o que recebem? Ou vocês ficam desmotivados e impotentes, porque este é apenas o emprego possível, depois que os sonhos de realização profissional foram envolvidos pela névoa espessa da desesperança?
c)     Indagações ao Corpo (Aluno): Você está fisicamente bem alimentado? Você se sente seguro? Você se sente amado pelos outros? Seus sentimentos são compreendidos e respeitados? Você sente que o alimento intelectual que lhe é oferecido atende às suas necessidades de conhecimento, fortalecendo-o para enfrentar os problemas de vida diária? Ou sua fome se tornou específica, enquanto lhe dão como alimento outras informações que não aquelas que você busca? Você se revolta por não encontrar as respostas às suas mudas indagações sobre este mundo injusto e incompreensível, onde o único prazer acessível, talvez seja perturbar as aulas? O que você realmente gostaria de saber?
d)    Indagações às Pernas (Pais e familiares): Vocês estão conscientes de que sua função é dar sustentação ao corpo (filho) e conduzi-lo para um caminho que lhe proporcione o atendimento de suas necessidades materiais, emocionais, intelectuais e espirituais? Vocês estão conscientes de que precisam unir seus esforços aos braços, porque a tarefa de levar o corpo para onde ele deve ir é, primeiramente, sua? Ou você (a mãe) segue capengando pela falta da outra perna (o pai), que tomou rumo desconhecido, depois do encontro fortuito, desequilibrando a estrutura familiar?
Estes são os Sintomas Transversais que adoecem o organismo educacional, causando-lhe dor, medo, raiva e tristeza, sentimentos não expressos, entravados pelo controle do pescoço orgulhoso daqueles que não têm a humildade de perceber que é preciso ouvir; repressores do desabafo necessário, para que a educação recupere a sua saúde emocional; saúde imprescindível para que os professores efetivamente possam ensinar, para que os alunos efetivamente possam aprender, e para que o país possa efetivamente crescer.
Enquanto isto não for feito, milhares de reais serão gastos na tentativa de combater as doenças do nosso organismo educacional, oferecendo-lhe medicamentos importados de outras realidades sócio-econômicas, simplesmente por que não demos ouvidos às queixas desse paciente moribundo, que melhor do que ninguém pode nos facilitar o diagnóstico.

Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica, Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana e Reprogramação Mental. Consultora em Desenvolvimento Humano

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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MINHAS ESTAÇÕES - Poesia


Na Primavera da infância corri livre pelos campos,
Sentindo a brisa fresca em meu rosto
E bebendo da água pura da fonte.
Ali, aprendi a olhar.

No Verão de juventude,
Questionei o mundo à minha volta,
Alternando timidez e revolta,
Por tudo que eu queria mudar.
Ali, aprendi a plantar.


No Outono da maturidade,
Começo a colher os frutos de tudo o que vi e plantei.

Espero que no Inverno da velhice,
Eu possa saborear o vinho da vida,
No aconchego de uma casa na montanha,
Ouvindo o crepitar do fogo das reflexões mais profundas.

Espero, também,
Que lá de cima,
Eu possa rever os caminhos que percorri,
Encontrando a serenidade de ser eu mesma,
Por tudo que vi, plantei e colhi.

Poderei então mergulhar
No sono profundo da Consciência Universal.

Depois... Será Primavera outra vez...


SUELI MEIRELLES, em 10/07/04, após um seminário com Roberto Crema.

Especialista em Psicologia Clínica (Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana, Reprogramação Mental). Consultora em Desenvolvimento Humano. Escritora e Palestrante.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A RODA DE SAMSARA


            No Livro Tibetano dos Mortos (Bardo todol), texto da milenar sabedoria oriental, são descritos seis Reinos ou Estados de Consciência, que mantêm os seres humanos presos à roda das existências.
            O Sexto Reino, o mais inferior, é o Reino dos Infernos, onde o sentimento de raiva por tudo o que não é compreendido, leva o indivíduo a querer as coisas do seu próprio jeito, agindo sobre elas de maneira agressiva (raiva quente), ou afastando-se, ignorando e desprezando o que não compreende (raiva fria). Este é o campo da vingança ou da justiça pelas próprias mãos, ainda tão comum em nossos dias. Neste nível, o ser humano vive o conflito entre a auto-proibição de ter o que deseja, e o apego ao que tem.
            O Quinto Reino é o reino dos seres insaciáveis, voltados para o consumismo compulsivo que os leva a desprezarem, depois de algum tempo, tudo o que adquiriram, partindo em busca de novas aquisições, que por sua vez, também serão deixadas para trás. É o estado de consciência que pode nos fazer compreender porque alguns, embora já tenham o bastante para viverem confortavelmente, ainda continuam desejando novos bens de consumo. Neste nível, a vida é regida pelo princípio do prazer, gerando o conflito entre a auto-proibição e o apego ao prazer.
            O Quarto Reino, o da estupidez, expressa a luta pela sobrevivência mais primitiva, semelhante ao comportamento animal, onde os primeiros ou os mais fortes disputam o que desejam, com os retardatários ou mais fracos. É a disputa pela comida nas regiões onde há fome; é a disputa pelo táxi, num dia de chuva; é o assalto; é o roubo. É a disputa entre aqueles que só podem mandar e aqueles que só se permitem obedecer. É a disputa pelo poder.
            O Terceiro Reino, o do Orgulho é o reino da fama, das aparências; é o estado de consciência em que os seres humanos alimentam o seu ego com os elogios e o reconhecimento da sociedade, mesmo que seja passageiro. É como se suas existências dependessem disso; como se não percebessem qualquer qualidade dentro de si. Não têm auto-estima, embora, aparentemente ajam com prepotência a arrogância em relação aos seus semelhantes, colocando-se acima deles, pelo que imaginam que têm de melhor.
            O Segundo Reino é o reino do Ciúme, onde os seres humanos permanecem aprisionados pelos sentimentos de inveja em relação aos seus semelhantes, necessitando denegri-los através de maledicências, tentando, com isso, diminuir os outros, aproximando-os da condição em que, inconscientemente se encontram em sua baixa-estima. Neste nível, está o eterno conflito entre o certo e o errado, fruto do julgamento dos outros, segundo uma verdade que é sempre pessoal e relativa aos conceitos do julgador.
            O Primeiro Reino, o do Egoísmo, é aquele em que as pessoas vivem para curtir a vida, tendo à sua volta, tudo aquilo que lhes dá satisfação e alegria, sem se importarem com o que ocorre no mundo. Curtem a vida, até que o medo de perderem o que têem, os leve a desenvolverem uma síndrome de pânico, como num aviso inconsciente, de que esta sociedade egoísta não pode ter vida longa. Até que chega um momento em que a natureza nos mostra que fazemos parte dela, num sistema ecológico e interdependente, onde tudo está ligado a tudo. Neste último nível antes do despertar de uma nova consciência, os seres humanos vivenciam o conflito originado na fantasia da separatividade, por não compreenderem que, em outros níveis de consciência mais elevados, existe uma unidade que a tudo permeia, e que se manifesta no mundo material, de múltiplas formas. Vivenciam o conflito entre o material e o espiritual; entre a forma e a essência, até que possam compreender que a parte se integra num todo espiritual, do qual cada Ser é a própria representação no mundo material.
            À medida que a humanidade vai alcançando níveis mais elevados de consciência, começa a despertar para a compreensão da essência, por trás das aparências, libertando-se, gradualmente, destes estados de consciência inferiores, que tanto sofrimento causam àqueles que os vivenciam. Este processo de libertação interior beneficia não somente aos indivíduos que vivenciam o conflito, mas também àqueles que com eles convivem, seja a família, a comunidade, um país ou mesmo todo o planeta.
            Na realidade, todos os conflitos que vemos no mundo atual, somente poderão terminar, quando estes conflitos, dentro de cada ser humano, tiverem sido solucionados.

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Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica, Regressão de Memória, Hipnose Ericksoniana, Reprogramação Mental. Consultora em Desenvolvimento Humano. Pesquisadora de fenômenos Psicoespirituais. Escritora e Palestrante.






terça-feira, 3 de outubro de 2017

O QUARTINHO DE GUARDADOS - Conto


                Sonho que sou convidada por meu Anjo da Guarda e um grupo de Mentores Curadores, a voltar até casa em que nasci. Imediatamente, sinto-me flutuar em direção àquele tempo e lugar conduzida ao ritmo de meus batimentos cardíacos, que ressoam aos meus ouvidos, como um tambor que me induz a um transe hipnótico.
                Chego à casa simples do bairro de periferia da cidade grande e uma sensação estranha toma conta do meu ser; uma sensação de penúria me invade a alma. Lembro-me que, por essa época, meu pai, um excelente ourives, entrava em processo de falência, em função da crise econômica que assolava o país. Passo por sua oficina de ourivesaria, onde os vidros de ácido ficam enfileirados no chão, para serem usados na purificação do ouro que será forjado em nova forma. Não me detenho ali. Junto com meu Anjo e Mentores, sigo até um quartinho de guardados, que existe no fundo do quintal. O quarto não tem laje ou forro e a friagem do ar passa através das telhas. No meio dos guardados, vejo uma cama e um casal deitado. São meus pais. Entre eles, vejo um bebê recém-nascido. É a minha criança! A minha Criança Sagrada que tem poucos dias de vida. Meus pais estão dormindo ali porque, na casa, meus dois tios estão com febre tifóide, uma doença que, dados os parcos recursos médicos da época, mata muitas pessoas. É preciso proteger as crianças do contágio. Por isso meus pais estão dormindo ali. Mas a minha pequena criança está gelada, por causa da friagem mais intensa do período de inverno. Meu pai acorda, toca a criança e pensa que ela morreu, mas pela força de seus conceitos racionais, avalia que será melhor esperar que amanheça, para comunicar o triste fato à esposa, que ainda esta de resguardo... Muitas vezes eu ouviria esta história sendo contada em rodas de conversa da família, como prova inconteste de valorizado controle emocional. Ninguém pensava nos sentimentos da criança... De minha parte, ficou a sensação de sempre estar fora dos contextos, quer fossem familiares ou institucionais. Sensação de estar ao largo dos acontecimentos, quase como observadora das situações. Talvez por um lado, isto tenha sido muito útil, no decorrer da vida, embora, por outro lado, tenha diminuído meus sentimentos de pertinência a contextos sociais e institucionais.
                Com a ajuda de meus protetores espirituais, como adulta, dou novo significado à situação, compreendendo que meus pais queriam preservar o bem maior: A vida do Bebê. Meu Anjo da Guarda levanta a mão direita e projeta uma cor Dourado Solar sobre a minha Criança Sagrada, aquecendo-a do frio climático e do frio emocional, decorrente do desconhecimento dos adultos. Meu Mentor Curador retira do corpo da criancinha, as energias mal qualificadas dessa lembrança, guardadas no mais profundo da alma.
                Em seguida, vejo uma cena na sala: Minha Criança Sagrada, já com três anos, pede uma moeda (um dinheirinho) aos adultos e dança ao redor dela. Esta é uma memória que sempre despertou a minha curiosidade e também a da família, pois não sabíamos o porquê da dança econômica, mas, neste retorno nas memórias do tempo, compreendo, num relance, que a criança intuitivamente tentava “curar” o padrão de escassez familiar. Como é interessante que as crianças, através do pensamento mágico, tentem, de alguma forma, resolver os problemas familiares, representando-os em suas brincadeiras.
                Neste momento, como adulta, abraço a criança, dou-lhe os parabéns pela iniciativa e peço ao meu Anjo da Guarda e aos Mentores Curadores, que dissolvam esse padrão familiar de escassez, libertando também ancestrais e descendentes. Que toda a família seja curada!... A sensação é de imenso alívio! Depois disso, emergem memórias de minhas próprias gestações, vividas sem qualquer tipo de acompanhamento ou suporte psicológico. Percebo a inadequação dos procedimentos médicos, por ocasião do nascimento de meu primeiro filho, embora compreenda que, diante da cianose do bebê, num parto cesário onde emergem terríveis memórias transpessoais, levá-lo para a incubadora constituía-se numa necessidade física, já que os aspectos psicológicos geralmente são desconsiderados, no contesto hospitalar. Sob esse enfoque, naquela momento, significava para o bebê, o prognóstico médico de que, em situação de risco, iriam dar preferência a salva a mãe. Como deve ser para um bebê, perceber isto? Que sentimentos de menos valia podem se instalar diante desta fala? Como será para uma criança, chegar ao mundo sem ter nenhum acolhimento afetivo; não encontrar um olhar familiar e ser diretamente levado para a impessoal incubadora? Como a Medicina precisa ser associada à Psicologia e à Espiritualidade!... Neste momento, mais uma vez, recorro à ajuda do auxílio espiritual, para a necessária complementação afetiva da situação. Junto com eles, vou até o berçário para resgatar o vínculo materno filial, com meu filho. Cura Bendita!!!
                Em relação a minha filha, também há necessidade de aproximação afetiva. Como as mães que se encontram em estado depressivo, pela regressão funcional de suas memórias de infância e transpessoais, durante a gravidez, precisam de um olhar amplo e experiente, que possa dar-lhes o suporte necessário para a transmutação de padrões mentais e emocionais negativos, para um novo significado. Quantas vezes nada disso é feito, mesmo nos dias de hoje? Como o nascimento perde o seu caráter sagrado, diante da medicalização da vida!... Por outro lado, como é bom perceber que, em algumas famílias, por consciência evolutiva, que estes padrões vêm sendo curados com a amorosa acolhida dos novos membros. Que bom saber que, a partir dessas técnicas reparadoras, uma nova consciência é desenvolvida, trazendo à Civilização que se inicia, o Olhar da Nova Consciência Planetária. Assim sendo, prefiro não acordar desse sonho; prefiro manter a esperança de que venham as novas Crianças Cristal, trazendo novos conhecimentos e descobertas! Que venham as novas Crianças Diamante, Mestres de si mesmos, trazendo ensinamentos através do próprio comportamento. Enfim, que o Planeta Terra alcance um novo estado de consciência e o sonho se torne realidade. Assim Seja! Gratidão!... Gratidão!... Gratidão!...

                                         Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 25 de Setembro de 2017.