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terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

DE QUEM É A GRAVIDEZ? Artigo


Desde os primórdios da civilização, nas sociedades matriarcais do Hemisfério Norte, as festas pagãs de culto à fertilidade e fartura das colheitas marcavam o início do solstício de inverno. Percorrendo as civilizações egípcia, grega e romana, o carnaval expandiu-se pelo continente europeu e colônias d’além mar, chegando também ao Brasil, com formato de entrudo português. O termo “Carnaval”(a carne nada vale), traduz a permissividade para a ausência de regras e limites, no período que antecede a Quaresma, instituída pela Tradição Católica, marcando os quarenta dias que antecedem a Paixão de Cristo e o Domingo de Páscoa. Dentro desse contexto histórico e cultural, chegamos aos tempos modernos, com a mesma ausência de valores morais das festas em homenagem ao deus Baco, deus da bebida, representado na iconografia como um homem com pés de bode e chifres na cabeça. Aliás, bem condizente com a proposta do Carnaval.
O que vemos, nos dias atuais: Pessoas bêbadas, licenciosas, drogadas, cometendo toda a sorte de delitos que terminam nas emergências hospitalares, nas cadeias e, lamentavelmente, muitas vezes, nos cemitérios, por conta de acidentes e imprudências mil, que poderiam ser evitadas pelo bom senso, não fosse a perda da consciência. Entre todos esses desatinos um, especificamente, nos chama a atenção: Daqui a cerca de nove meses, estarão vindo ao mundo Seres que não estavam programados para a descida ao Plano da Matéria e que serão puxados do Plano Astral, como conseqüência de uma gravidez indesejada, muitas vezes ocorrida num encontro sexual fortuito, com um mero desconhecido, escolhido pelo desejo sexual, exacerbado pelas drogas lícitas e ilícitas, na tentativa de fugir da realidade, em busca de uma felicidade inexistente. Do ponto de vista feminino, teremos centenas ou milhares de mães adolescentes, que terão os rumos de suas vidas distanciados da programação original, para a triste realidade de arcar com as responsabilidades de um filho inesperado. Do ponto de vista masculino, os pais desconhecidos não serão cobrados em suas responsabilidades paternas, seguindo a vida como reprodutores, inconscientes de seus débitos evolutivos, enquanto os futuros pais, ao serem identificados como tal, mais uma vez, por conta dos padrões culturais, não terão em suas carteiras nem o preservativo que poderia livrá-los do compromisso decorrente do teste de DNA, nem a competência financeira, para o sustento do bebê ou o desejo real de se tornarem pais. Assim sendo, indagamos: _O que será dessas crianças? Qual será o futuro dessa nova geração, que chega ao Planeta sem planejamento e sem espaço familiar para o desenvolvimento saudável? Quantos desses jovens, pais e mães despreparados, irão reverter este triste quadro e assumir as conseqüências de seus atos, para oferecerem aos pequenos um lar e estrutura de família? Quando começaremos a conscientizar as novas gerações sobre as funções do cuidar consciente? Porque a mãe gesta, a gravidez é só feminina? Quando os homens também irão assumir a sua parcela de responsabilidade, neste processo tão sagrado de gerar uma vida? Ou serão essas pobres crianças descartadas, antes ou depois do nascimento, como “carne que nada vale”? Pense nisso!

                        Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 25 de Fevereiro de 2020.
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

TRABALHAR, CONVERSAR, ORAR E DIVERTIR...



Linguisticamente, os verbos representam nossas atitudes e ações, diante da vida. No filme “Comer, Rezar e Amar”[1], a personagem de Júlia Roberts faz um percurso de autoconhecimento, através dessas ações, até encontrar o companheiro dos seus sonhos...
Colocando os romantismos à parte, em 1986, a UNESCO reuniu Cientistas, Filósofos, Líderes Religiosos e Artistas em torno da questão da infelicidade humana, apesar dos avanços tecnológicos da sociedade atual. Esta reflexão os conduziu aos estudos de Carl Gustav Jung, em relação às quatro funções psíquicas (razão, emoção, sensação e intuição), por sua vez geradoras dos quatro campos do conhecimento (ciência, filosofia, artes e tradições espirituais). Deste modo, chegamos aos quatro verbos acima referidos. Então, vejamos:
Entre a razão e a sensação, temos o campo da ciência, da objetividade, do trabalho e da compreensão racional do que percebemos através dos nossos cinco sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar), voltados para a realidade tridimensional. Quando uma pessoa está sem trabalho ou emprego, perde o sentido de sua utilidade, no contexto social. Entre a razão e a intuição, temos o campo da filosofia, do diálogo, das conversas e questionamentos necessários à compreensão racional e elaboração do que nos é intuído. Sem amigos ou amigas surge o sentimento de solidão, pela falta de desabafo.  Entre a intuição e a emoção, temos o campo da religiosidade, onde podemos colocar em prática as nossas intuições, através de nossas ações afetivas em benefício de nossos semelhantes. No contexto do Templo Sagrado, estamos em comunhão com os nossos semelhantes e experimentamos o sentimento de pertinência, dentro daquele estado de consciência e visão de mundo, com a qual nos identificamos. Entre a emoção e a sensação, temos o campo das artes, do laser, da criatividade, do esporte e do contato com a natureza, onde estaremos repondo nossas energias e expressando nossas emoções. Chegamos, assim, aos quatro verbos essenciais, para que tenhamos equilíbrio psíquico e saúde integral: Trabalhar nos dá senso de utilidade, de pertencimento social e identidade profissional. Significa que temos algo de bom a oferecer, cujos serviços outros necessitam; Conversar, ter amigos e amigas, com os quais compartilhar experiências e momentos de laser, são essenciais à saúde mental; Orar nos permite o religare, a reconexão com a Grande Fonte, o Divino que nos habita e fortalece; Divertir, tanto no sentido de ter bom humor e divertir-se como no sentido de transmitir alegria no convívio social, completa a lista dos quatro verbos necessários à manutenção do bem estar físico, emocional, mental e espiritual.
No consultório, quando aplicamos a Técnica das Quatro Funções Psíquicas, percebemos que algumas pessoas afastam-se do seu ponto de equilíbrio, concentrando atenção num ou dois campos de ação, em detrimento de outros. Então, pense nisso: Como você está lidando com os quatro verbos essenciais e como estão esse quatro campos de atuação em sua vida?

                                                    Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 20 de Fevereiro de 2020.

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[1]Link para o Filme: Comer, Reza e Amar: https://www.youtube.com/watch?v=wNoQZ1-K2I0tREILL


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

DEPRESSÃO, STRESS E ANSIEDADE

Se você se interessa ou está desenvolvendo um desses sintomas, venha participar dessa palestra, no dia 08/02/20, às 17:30, no CEJA - BARRA - Centro Espírita Joana de Ângelis, Avenida Armando Lombardi, 311 - Barra da Tijuca/RJ.
Vamos falar sobre o modelo da estrutura psíquica, sobre a noção de tempo circular, memórias transpessoais, depressão, stress, ansiedade. Vamos falar sobre  o equilíbrio das quatro funções psíquicas e como lidar com a aceleração do tempo e as intensas mutações civilizatórias que estamos atravessando.

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domingo, 2 de fevereiro de 2020

CORONA VÍRUS - Uma Visão Transpessoal

   
CORONA VÍRUS: Uma visão Transpessoal
            Linguísticamente, Corona tem o mesmo significado de coroa. “Em Medicina Chinesa, Coronário é o nome dado ao chakra mais elevado, localizado no campo energético do ser humano, na região da fontanela, a popular moleira, espaço macio e membranoso que separa os ossos do crânio dos recém-nascidos. Este chakra é o canal de conexão com a espiritualidade, através do qual podemos alcançar a experiência transcendental da união e receptividade com o Cosmos. É através deste centro ou vórtice de energia, que desenvolvemos a fé e a qualidade de nossas orações e meditações, uma vez que, quanto mais elevada a sintonia, mais fácil se torna a conexão com o Divino. Quando ativado, ele amplia nossa compreensão diante da vida e nos interliga com todos os seres, em estado de consciência de unidade.”
Cabe então perguntarmos:_Será a possibilidade de contaminação pelo corona vírus uma consequência da falta de ativação de nosso chakra coronário? Já há algum tempo, sabemos que padrões espirituais ativam padrões mentais no hipotálamo (centro das emoções no cérebro), que converte estes padrões energéticos em comandos bioquímicos, que são conduzidos à hipófise, a qual, por sua vez, transmite esses padrões (positivos ou negativos) através de todo o sistema glandular, resultando em saúde ou doenças. E isto resgata nossa responsabilidade pessoal por nosso estado de saúde.
               Através da história da humanidade, diferentes conceitos relacionados a saúde e a doença, foram-se desenvolvendo. A antiga Medicina Chinesa acreditava que O homem adoecia quando em desarmonia com o Universo. Em 361 AC, Hipócrates, o Pai da Medicina Ocidental,  conceituava que o poder de cura é inerente à própria natureza e propunha o fortalecimento do organismo, para que este reagisse às doenças. Em 200 DC, Galeno defendeu a idéia de que as doenças podiam ser combatidas por meio de substâncias compostas, opondo-se diretamente aos sinais e sintomas da enfermidade, abrindo caminho para a química, que resultou na moderna  e lucrativa farmacologia.  Em 1600, a invenção do microscópio fortaleceu mais ainda a ideia de que as doenças surgiam por ataques de micro-organismos nocivos, fazendo com que o sintoma perdesse  a sua correlação com a história de vida do doente, passando a ser considerada como conseqüência da invasão de vírus oportunistas.
            Com base nestas informações, cabe outra pergunta: _ Se os vírus são os únicos responsáveis pelas doenças, por que, ao inocularmos vírus de gripe, oralmente, em 10 voluntários, nem todos desenvolvem a gripe? Sabemos a resposta! Isto ocorre porque o desenvolvimento da doença irá depender do quanto o organismo do paciente esteja fortalecido ou não, para reagir ao invasor. E isto se evidencia também em relação ao corona vírus. Essa é uma das conclusões de um novo estudo publicado no The Lancet por pesquisadores da China. “Os sintomas mais graves surgem especialmente em pessoas mais velhas e que tenham alguma doença crônica. Entre eles, 55% possuíam algum problema crônico: Diabetes, doenças cardiovasculares, males digestivos ou respiratórios e câncer, estavam entre eles. Além disso, a média de idade dos pacientes era de 55 anos — 37% estavam acima dos 60 anos, o que diminui a imunidade contra infecções em geral”[1].  Ainda segundo os pesquisadores, “a incidência maior ocorre em pacientes do sexo masculino, já que o sistema imunológico das mulheres tende a ser mais ativo.”
            Atravessando esse longo percurso histórico, vivemos os estertores de um modelo civilizatório materialista, consumista e imediatista, que em muitas áreas e também na saúde,  tornou-se obsoleto ao desconsiderar os fatores necessários à manutenção da saúde integral.  Mas agora, o corona vírus nos desafia à reflexão mais profunda sobre o equilíbrio de nossas funções psíquicas (razão, emoção, sensação e intuição) e sobre os nossos sete sentidos, incluindo os cinco sentidos voltados para o mundo tridimensional e os dois sentidos (intuição e transcendência), voltados para a orientação interna e o mundo espiritual, que se abre a outras dimensões de realidade. Estará o corona vírus somatizando a falta de uso da intuição, orientadora dos rumos a seguir e a falta de uso de nosso potencial de transcendência e conexão com o Divino,  para o fortalecimento do nosso sistema imunológico? Será este o caminho para despertar a consciência e retomar a manutenção da saúde integral da humanidade?
            Este é um processo que se inicia e cujo desfecho dependerá do desenvolvimento de uma nova postura em relação ao modo como lidamos com nossa própria saúde; em relação ao modo como lidamos com os outros reinos da natureza; como lidamos com nossos semelhantes, com o planeta e como nos integramos ao cosmos.
            Diante das perspectivas alarmantes precisamos nos lembrar que profecias e prognósticos são feitos para não acontecerem, se fizermos as mudanças necessárias. Então, é tempo de despertar o chakra coronário da humanidade; é tempo de religare; é tempo de conexão; é tempo de união, consciência e movimento de síntese. Que as mentes, os corações e as mãos estejam unidos em torno desta nova proposta!

                                               Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 02 de Fevereiro de 2020.

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Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória, Reprogramação Mental). Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais. Escritora e Palestrante.
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