Tradução

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

QUEIMADA - Poema Sueli Meirelles






                                          (foto da fumaça poluindo o céu de Nova Friburgo)



QUEIMADA

Sueli Meirelles[1]

Clamando pela água providencial,
A mata arde em chama,
Consumindo a vida na floresta,
Onde nada mais resta
do Reino Vegetal ou animal.

De onde emana a queimada insana
Que lhe faz tanto mal?

Quem ordenou ao elemental do fogo
A destruição de todo o pinheiral,
Fazendo a todos tanto mal?

Com certeza absoluta,
Não foi nenhum ser
A quem chamamos de Animal,
Mas, provavelmente terá sido ato insano
Daquele que, orgulhosamente,
Denomina a si mesmo, Ser humano.

Como, num ato de desamor,
Pode causar tanta dor,
A estúpida criatura,
Que sem nenhuma censura,
Destrói a vegetação
Que lhe permite a respiração?

Até quando,
Neste mundo pouco evoluído,
Tantos terão sofrido,
Pelos atos dessa alma penada,
Que não sabendo quase nada,
Vaga pela vida,
Esquecida da missão requerida,
De ter a mente mais evoluída?

Pobre Nova Friburgo,
Que perde para o fogo ardente
Sua reserva florestal,
Diante do desamor total
Daqueles que lhe querem mal!

Até quando
Deus permitirá
Que as dores sejam causadas
Pelas mentes desvairadas?

Até quando esta linda cidade
Irá resistir
A tanta crueldade,
Em nome da impunidade?

Até quando esta linda cidade
Irá resistir a toda a maldade
Daqueles que não tem ideal?...


Nova Friburgo, Madrugada de 14/10/15.






[1] Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica. MBA em Gestão de Projetos. Consultora em Desenvolvimento humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz.

Coordenadora do CIT/Nova Friburgo – Colégio Internacional de Terapeutas.

Coordenadora do Carrossel de Luz (Grupo de Pesquisas Noéticas)

Membro do CIT (Colégio Internacional de Terapeutas - ALUBRAT (Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal) - UNIPAZ (Universidade Internacional da Paz)