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sábado, 10 de junho de 2017

O ESTIGMA DA LOUCURA: Qual o seu enquadre clínico?

         
            Ao longo da história da humanidade, milhares de pessoas têm sido segregadas em instituições psiquiátricas, por diagnósticos de insanidade mental, quando classificadas fora dos chamados padrões de normalidade social. Em termos de saúde, podemos distinguir dois tipos gerais de alterações psíquicas: As neuroses[1], compreendidas como distorções emocionais da percepção da realidade e as psicoses[2], definidas como distanciamento emocional e negação da realidade tridimensional. Por outro lado, a sociedade moderna, por suas múltiplas e atribuladas influências, contribui para a “normose” [3], para a “patologia da normalidade”, na qual comportamentos dissonantes e pouco saudáveis são aceitos como padrões sociais normais.
            O que buscamos focalizar neste pequeno ensaio é a importância do diagnóstico diferencial sobre as infinitas possibilidades funcionais do inconsciente profundo, que comanda o comportamento expresso dos indivíduos, através da linguagem simbólica, importante chave de acesso, transformação e cura psíquica.
            Ao pesquisarmos o termo loucura[4] no dicionário online, encontramos uma definição por si mesma bastante discutível: “Qualidade de louco, desprovido de razão. [Medicina] Distúrbio mental grave que impede alguém de viver em sociedade, definido pela incapacidade mental de agir, de sentir ou de pensar como o suposto; insanidade mental.”
            Em princípio, questionamos:_Desprovido de que tipo de razão[5]? Se os conceitos de certo e errado são relativos a cada pessoa, por que iremos negar ao “louco” as suas próprias razões? A razão que irá prevalecer, seguirá o ponto de vista de quem? Por outro lado, se o sentir é um estado interno, como podemos afirmar, cientificamente, que alguém está impedido de sentir?  Ou será que a dor insuportável para a sua sensibilidade  distanciou a pessoa do fato gerador de sofrimento? Este suposto padrão de normalidade é suposto por quem? Qual o critério pré-estabelecido para o conceito de normalidade? O conceito de normal[6], é sinônimo de: “conforme a norma ou regra; que serve de modelo; exemplar; regular habitual; ordinário”, e por sua vez, não tem significado de bom, mas de algo que ocorre segundo padrões de freqüência, como por exemplo, a corrupção sistêmica ou a violência urbana, nos dias atuais.
            Ao pesquisar o sentido de suposto[7] encontrei significados ainda mais estarrecedores: Falso; desprovido de verdade: Que se admitiu através de hipóteses, proposição usada para se deduzir alguma coisa; Supositivo; que se atribuiu falsamente a uma pessoa. Suposição; aquilo que se supõe. Etimologia (origem da palavra suposto): do latim suppositus. Suposto é sinônimo de fictício, figurado, hipotético, imaginário. Isto significa que, como profissionais de saúde mental, basta que “suponhamos” que alguém enlouqueceu, simplesmente porque discorda de nossa visão convencional de mundo? Como, a partir desses critérios de suposição, poderemos avaliar que alguém é normal ou não?
            Ao pesquisar o termo estigma[8], encontramos interessantes definições, que mantemos aqui na íntegra, para nossa reflexão: “Cicatriz (es) ocasionada(s) por uma ferida ou por um machucado; sinal. [Religião] Marca que representa as chagas de Cristo, feita ou aplicada por alguns santos em seus corpos. [Figurado] O que pode ser considerado ou definido como indigno; desonroso. [Medicina] Indício próprio de uma patologia (doença) [Antigo] Marca que era feita com ferro quente nos ombros ou braços dos bandidos, criminosos, escravos etc.”

Aprofundando mais ainda o significado, encontramos:

Estigma social é uma forte desaprovação de características ou crenças pessoais, que vão contra normas culturais. Estigmas sociais freqüentemente levam à marginalização. Exemplos de estigmas sociais históricos ou existentes podem ser deficiências físicas ou mentais, ilegitimidade, homossexualidade, filiação a uma nacionalidade, religião (ou falta de religião [1] [2]) ou etnicidade específicas, tais como ser judeu, negro ou cigano. Outrossim, a criminalidade carrega um forte estigma social. O estigma pode se apresentar em três formas, segundo Erving Goffman: [3] as deformações físicas (deficiências motoras, auditivas, visuais, desfigurações do rosto etc.); características e alguns desvios de comportamento (distúrbios mentais, vícios, toxico dependências, sexualidade, reclusão prisional etc.); e estigmas tribais (relacionados com a pertença a uma raça, nação ou religião).”
           
            Em trabalho de lingüística para mediação de conflitos[9], recentemente por nós publicado como E-Book, ressaltamos dois pressupostos fundamentais, que evidenciam como os diagnósticos de saúde podem afetar o estado emocional e mental do paciente. São eles: “A linguagem determina a visão de mundo” e, “palavras são gatilhos de disparam emoções e sensações”.  Tal reflexão nos remete ao questionamento do quanto o estigma da loucura pode ser infundado, significando muito mais o desconhecimento daqueles que detém o poder do diagnóstico, do que, efetivamente uma “doença” manifestada por alguém que talvez tenha uma visão mais ampla do que aqueles que a julgam e condenam à perda da credibilidade e exclusão social. Nós profissionais de saúde, precisamos ter muito cuidado com nossas palavras...
            Quando afirmamos que realidade é aquilo que pode ser percebido através dos nossos cinco sentidos ou da ampliação destes, esquecemos de incluir, cientificamente, as funções das glândulas hipófise (função intuitiva) e pineal (função de transcendência; de conexão com o Divino), estudadas em importantes pesquisas de ponta realizadas no Brasil, por Sérgio Felipe de Oliveira[10] e Júlio Peres[11]·, e por Andrew Newberg[12], na Universidade da Pensilvânia, bem como através das pesquisas por nós realizadas no decorrer dos últimos 28 anos, no Carrossel de Luz – Grupo de Pesquisas Noéticas[13], associado ao IONS – Institute of Noetic Sciences[14] que reúne pesquisadores de fenômenos psico-espirituais, ao redor do mundo.
            Em trabalho apresentado no VIII Congresso Internacional ALUBRAT[15]-Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal, em 06/10/2012, em Lisboa, Portugal, abordamos o tema: Psicologia e Emergência Espiritual: a integração possível entre atributos divinos e estados de consciência do ser humano, com a inclusão de alguns casos clínicos ilustrativos deste processo e que, em breve, será publicado também como E-Book.
            Ao longo de nossas pesquisas sobre estes fenômenos de estados superiores de consciência, percebemos que, cada vez mais aumenta o número de pessoas que vivenciam experiências de ampliação de consciência, sendo muitas delas, diagnosticadas como “loucas”, simplesmente porque suas percepções vão muito além dos restritos enquadres nosológicos[16] dos profissionais de saúde mental, quer sejam psicólogos ou psiquiatras. Em trabalho apresentado no Congresso Ciência, Saúde e Espiritualidade, na Universidade de Caxias do Sul, em 2007,no qual também apresentamos nossas pesquisas, tivemos a oportunidade de conversar, pessoalmente com Sérgio Felipe de Oliveira, Médico  e Professor da USP, que sinaliza a gravidade do desconhecimento, por parte dos profissionais de saúde, em relação ao estabelecido em F.44.3[17] que classifica os estados de transe e de possessão, com ocorrências normais, em diversos contextos religiosos.
            Todos os aspectos acima mencionados nos convidam ao aprofundamento do estudo em torno desses fenômenos pesquisados por Pierre Weil[18], na Universidade Federal de Belo Horizonte, em 1975, que assim classificou as possíveis Formas de Expansão da Consciência:

FORMAS DE EXPANSÃO DA CONSCIÊNCIA

1   .1.        REGRESSÃO NO TEMPO:
1.         1.1.Às experiências anteriores de vida (juventude, infância
            1.2. experiências Peri-natais (nascimento)
              1.3. experiências fetais e embrionárias
             1.4.Às vivências passadas (registros transpessoais
            1.5. Às experiências conflituosas de morte e renascimento
             1.6.Às experiências filogenéticas (evolucionárias – mineral, vegetal e animal).
             1.7.À unidade cósmica (fase monádica)
            1.8.Às experiências arquetípicas]
        1.9. Às experiências coletivas e raciais, em outros momentos do tempo (registro akáshico)

2.       2.    PROJEÇÃO:
                .2.1. Clarividência
                .2.1.    Clariaudiência
                 2.2.    Psicografia

           3.        PROGRESSÃO NO TEMPO
                  3.1.    Viagens à frente, no tempo; precognição


4.        CONSTRIÇÃO ESPACIAL:
4.1. Consciência de célula, tecido ou órgão
4.2.        Consciência de centros energéticos ou chakras


5.    EXPANSÃO ESPACIAL:
5.1.        Consciência de matéria inorgânica (mineral, vegetal e animal.
5.2.        Identificação com outras pessoas
5.3.        Identificação grupal
5.4.        União com toda a vida e com toda a criação
5.5.        Consciência planetária
5.6.        Consciência extra-planetária
5.7.        Consciência cósmica
5.8.        Experiências de outros universos e de encontro com seus habitantes
5.9.        Experiências com seres bem-aventurados ou furiosos
5.10.      Experiências “fora do corpo” físico
5.11.      Viagens clarividentes, viagens espaciais
5.12.       Telepatia, clariaudiência, psicografia.
5.13.      Canalização

            Consciente da necessidade de integrar estes novos conhecimentos ao meio acadêmico, Pierre Weil fundou, com Jean_Yves Leloup[19] e Monique Thoenig, a primeira Universidade Holística, que teve um importante papel na introdução da Psicologia Transpessoal na França, na Europa e posteriormente no Brasil, ao mesmo tempo em que as pesquisas neste campo foram ampliadas por outros pioneiros da Psicologia Transpessoal, tais como Rupert Sheldrake, Stanislav Grof, Stanley Krippner, integrando os fenômenos de expansão de consciência ao conceito de normalidade psíquica. Com sede na Granja do Ipê, em Brasília, em Setembro deste ano a UNIPAZ[20] completa 30 anos de existência, com várias unidades no Brasil e no exterior.
            Atuando clinicamente dentro da ATH- Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia[21], também há 30 anos, encontramos, entre os vários casos clínicos que já acompanhamos, quer no consultório, quer nas pesquisas do Carrossel de Luz, um complexo de informações sobre os fenômenos psico-espirituais que, quando desconhecidos, podem conduzir os profissionais de saúde mental a grosseiros erros de diagnóstico diferencial entre fenômenos psicoespirituais e patologia. De modo geral, identificamos cinco possibilidades de fenômenos de expansão de consciência, que podem ser confundidos com estados patológicos da mente:

1.    FENÔMENOS PSICOESPIRITUAIS:

1.1.        Expansão da Consciência a Estados Superiores: Abertura de portais de consciência para outras dimensões de realidade, acompanhada por sentimentos de amor incondicional e compaixão por tudo e por todos. É um estado de consciência de unidade, compreendido pela Psicologia Transpessoal como uma meta evolutiva da existência terrena. É acessado através do arquétipo da criança sagrada; o lado mais ingênuo, autêntico e sensível de cada ser humano. As pessoas que funcionam neste estado de consciência, tendem a se proteger de ambientes conflituosos, percebidos como desconfortáveis e incompatíveis com a amorosidade característica desse novo olhar sobre a humanidade, muito útil para a conexão e canalização, em espaços religiosos, dos ensinamentos de seres espirituais altamente evoluídos;

1.2.        Fenômenos Regressivos à Vida Intra-uterina, Nascimento, Infância e juventude: Emergência de memórias traumáticas de infância, tais como perda súbita de genitores por assassinato ou acidentes, ou ainda, experiências de abuso sexual por parte de genitores, parentes próximos, amigos, vizinhos etc. Tal experiência fragiliza a personalidade, exigindo intervenções com técnicas regressivas à infância[22], para que a parte psíquica adulta possa, com verbos no tempo presente, atender às necessidades emocionais da parte psíquica criança, basicamente reconstruindo o histórico de vida, já que o cérebro não percebe a diferença entre fantasia e realidade: A memória é apenas a representação do real, através do filtro perceptivo contaminado pela emoção eliciada no momento da experiência traumática. É comum que a parte psíquica infantil apresente confusão mental, relacionada ao pequeno grau de abstração, comum às crianças de tenra idade, o que fragiliza a personalidade do paciente, como um todo;

1.3.        Fenômenos Regressivos aos Registros Transpessoais: Emergência de personalidades transpessoais traumatizadas, que necessitam de fechamento das gestalts que ainda permanecem abertas, pela falta de esvaziamento do conteúdo emocional eliciado na experiência. Quando dominadoras e rígidas, estas personalidades se sobrepõem à personalidade atual, como sintomas psicóticos, em sua maioria gerados por sentimentos de culpa e autopunição. Exigem experiência por parte do profissional de saúde, para que se proceda ao necessário acordo entre as partes dissociadas e a integração dessas personalidades, como traços normais e produtivos, à personalidade atual, depois de compreendidos como aprendizagens evolutivas da história da humanidade. Nesta experiência, a humildade e o auto-perdão são fundamentais para o resgate da inteireza psíquica;

1.4.        Processos obsessivos inter-vivos: Para nossa surpresa, como pesquisadores, encontramos, com freqüência, relações simbióticas entre os inconscientes de algumas pessoas vivas, em processos de dominação mental, unilateral ou recíproca, em função de memórias transpessoais emocionalmente mal elaboradas, exigindo recursos de intervenção terapêutica transpessoal, com todas as pessoas envolvidas;

1.5.        Processos Obsessivos Espirituais: muitas vezes os sintomas do paciente são provocados por trabalhos espirituais com formas-pensamento negativas, resultantes de sentimentos de posse, desejos de vingança ou de vínculos transpessoais negativos entre o paciente e o obsessor, passíveis de serem identificados através dos modernos recursos da Bioeletrografia[23] (imagem do campo áurico do paciente) Neste casos, os conhecimentos específicos para a identificação e abordagem das chamadas Presenças Intrusas (PIs), através da técnica de Captação Psíquica[24], são fundamentais para a resolução do processo e harmonização das personalidades atuais aprisionadas por vínculos emocionais e mentais negativos;


É possível a ocorrência simultânea de um ou mais dos padrões acima citados, exigindo do profissional de saúde mental, larga e longa experiência com diagnóstico diferencial de fenômenos complexos de emergência espiritual. Caso contrário, o diagnóstico e a medicação inibidora de sintomas irão funcionar como agravantes do quadro, que poderá se tornar irreversível, pela total lesão emocional do paciente que, sentindo-se desacreditado em suas verdades internas, irá se entregar ao rótulo da loucura e ao triste destino da internação em clínica psiquiátrica, com a conseqüente exclusão social, tendo sua vida produtiva totalmente destruída pelo rótulo da loucura.

2.    PATOLOGIA:

2.1.        Loucura: Aqui, fazemos uma retificação dos significados de loucura, inicialmente citado neste ensaio: Loucura não é: “Qualidade de louco, desprovido de razão. [Medicina] Distúrbio mental grave que impede alguém de viver em sociedade, definido pela incapacidade mental de agir, de sentir ou de pensar como o suposto; insanidade mental.” Loucura é o processo através do qual, em função do seu livre-arbítrio evolutivo, a Individualidade Eterna sede ao predomínio do Ego inflado, fragmentando-se pelos sentimentos de orgulho, vaidade e arrogância, abrindo espaço psíquico para a emergência de suas personalidades transpessoais dominadoras, que se sobrepõem à personalidade atual, assumindo o comando do comportamento expresso. Em alguns casos, a Individualidade inominada se recusa, por falta de humildade e desconhecimento da Lei de Causa e Efeito, a aceitar o retorno de suas energias mal qualificadas, para que sejam transmutadas em suas polaridades positivas. Permanece em estado de sofrimento psíquico e dissociação mental, até que o intenso desgaste emocional dobre a rigidez comportamental, e a reconduza ao processo de autoconhecimento e transformação interior. Nesses casos, também é comum que o quadro do paciente seja agravado por outros fenômenos psicoespirituais e/ou interferências de presenças intrusas, através da acentuação de seus traços negativos de medo, raiva, culpa, tristeza ou dor emocional. Cabe ressaltar que aqui nos referimos aos aspectos funcionais, não incluindo as patologias de origem neurológica, tais como tumores cerebrais, isquemias ou AVCs, que venham a provocar alterações de comportamento.


            Sobre o caráter das alucinações, Pierre Weil assim dispõe: “Além do mais, ela (A Psicologia Transpessoal) vem questionar a natureza mesma de muitos sintomas psicopatológicos; tudo indica que a maioria das alucinações, por exemplo, são manifestações regressivas a uma dimensão correspondente a períodos pessoais ou filogenéticos anteriores ao nascimento, e mesmo à vida intra-uterina. As evidências se acumulam e necessitam de novas sínteses das observações e pesquisas realizadas em campos tão diferentes em aparência, como a farmacopsicologia, a regressão hipnótica, a onirologia, a psicanálise ou a meditação.”

O enquadre clínico refere-se aos pressupostos teóricos que delimitam a maneira como o psiquiatra ou o psicólogo percebem o seu paciente. Quanto mais o nosso enquadre for especializado e restrito, maior será a possibilidade de que o comportamento do paciente seja considerado fora dos padrões de normalidade. Quanto mais amplo o nosso referencial teórico, maior a nossa capacidade para compreendemos os referenciais de mundo do ser humano integral, que se encontre sob nossos cuidados terapêuticos. Daí se infere a importância da Visão Holística e da Abordagem Transdisciplinar e, em especial, da Psicologia Transpessoal, no contexto da psicoterapia.
Deixando para trás os pressupostos científicos convencionais, descobrimos que o nosso fazer terapêutico torna-se algo intrinsecamente ligado a nossa essência humana, encontrando o feeling que abre as portas da comunicação simbólica do inconsciente profundo de nossos pacientes e resgatando a sabedoria interior que rege a tendência para a boa forma de todo organismo vivo; resgatando a autoconfiança que transforma o paciente em agente da própria história, num clima recíproco de respeito, comunhão e sinergia. Os resultados que podem ser obtidos através desses procedimentos vão muito além do que poderíamos falar sobre um conjunto de técnicas de intervenções terapêuticas. O que decorre do encontro entre esses dois novos seres humanos, no ponto limítrofe entre sanidade e loucura, ficará para sempre escrito no grande livro da vida, agora retomada sob um novo olhar e uma nova dimensão do que chamamos realidade...  A ponte estreita do sofrimento atroz é atravessada e, além dela um novo horizonte se descortina, abrindo campo para novas pesquisas que possam integrar ciência e espiritualidade
Neste exato ponto, indagamos a todos os colegas, profissionais de saúde mental:_Qual o seu enquadre terapêutico? Convidamos todos a compartilharem suas experiências profissionais, abrindo um amplo diálogo sobre os atuais estudos relacionados à saúde mental e às modernas pesquisas no campo dos fenômenos de ampliação de consciência, como o caminho possível para o resgate de tantas vidas prejudicadas por nossas estreitas visões científicas.
Deixo aqui, uma última pergunta aos prezados colegas:_O que chamamos de loucura é um estado patológico, intrínseco à natureza de um único indivíduo ou é a expressão, em uma pessoa sensível, dos desequilíbrios coletivos do seu entorno, condenando-a a ser depositária das mazelas ocultas pelos mecanismos defensivos de negação, de nossa sociedade egóica e normótica?...

                             Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 08 de Junho de 2017.

Especialista em Psicologia Clínica CRP/05-11601. MBA em Gestão de Projetos. Master em Psiconeurolinguística. Autora do Método Meirelles de Reprogramação Mental, Artigos, Lives e Blogs sobre Psicologia e Espiritualidade. Diretora do Instituto Vir a Ser e Coordenadora do Carrossel de Luz - Grupo de Pesquisas de Fenômenos Psicoespirituais.

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                    Email: suelimeirelles@gmail.com




[1] WEIL, Pierre. A Neurose do Paraíso Perdido. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo. CEPA, 1987.
[2] LOWEN, Alexander. Medo da Vida. São Paulo: Summus Editorial, 1986.
[3] WEIL, Pierre; Leloup, Jean-Yves; Crema, Roberto. Normose: A Patologia da
                      Normalidade. Campinas. SP: Versus Editora, 2003.
[5] Faculdade de raciocinar, apreender, compreender, ponderar, julgar; a inteligência.
"o homem tem o uso da razão"
2. https://www.dicio.com.br/razao/ Capacidade para resolver (alguma coisa) através do raciocínio; aptidão para raciocinar, para compreender, para julgar; a inteligência de modo abrangente: todo indivíduo é dotado ou faz uso da razão.

[16] Conceito de Nosologia: Refere-se ao estudo das manifestações que caracterizam as doenças que acometem o ser humano, permitindo classificá-las através do conhecimento de sua etiopatogenia, isto é, da causalidade e do mecanismo formado dos sintomas da enfermidade. Nosos = Enfermidade; Logos = Razão, princípio que permite explicar algo. Fonte: http://www.crp04.org.br/CRP2/Image/DIAGNOSTICO_NOSOLOGICO_PROPOSTA_REDACAO_CONSENSO.pdf

[21] Leia: Do Divâ à Espiritualidade: ATH – Abordagem transdisciplinar holística em psicoterapia. São Paulo: Idéias & letras, 2009. Disponível na Amazônia, kobo e Saraiva.

[22] Técnica de visualização criativa “O Álbum de Fotografias”, desenvolvida por Sueli Meirelles, com objetivos de facilitar a regressão à infância e a reintegração da personalidade, com o apoio da parte psíquica adulta.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

LINGUÍSTICA PARA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS: pessoais, familiares, profissionais e sociais E-BOOK


Embora a linguagem seja um poderoso instrumento de comunicação, nem sempre ela é utilizada de forma adequada. O conteúdo de uma mensagem corresponde a apenas 7% da comunicação; os 93% restantes são constituídos pelo tom de voz, expressão fisionômica, postura corporal e demais aspectos não verbais e inconscientes da comunicação, capazes de produzir efeitos positivos ou negativos sobre a comunicação, muitas vezes de forma aleatória à vontade do comunicador.
         Cerca de 90% do comportamento do falante é influenciado pelos arquétipos ou modelos inconscientes, registrados através de sons, imagens e/ou sensações, com base nas experiências por ele vivenciadas no decorrer dos tempos. A partir da ressignificação, ou seja, da atribuição de novos significados mais positivos a estes registros, torna-se possível uma profunda transformação do comportamento expresso.
         Tomando por base os conhecimentos da Programação Neurolingüística, teoria da comunicação desenvolvida por Richard Bandler e John Grinder, adaptada à compreensão integral do Ser Humano, enfocamos, neste livro, os aspectos fundamentais de estruturação e conteúdos psicológicos comuns à língua portuguesa, essenciais para uma atuação terapêutica efetiva, que permita ao cliente reprogramar suas estruturas lingüísticas.
         Quando utilizamos os fundamentos da Neurolingüística, dentro de uma visão transdisciplinar do ser humano e, principalmente dentro do contexto sociocultural específico  dos brasileiros, promovemos uma adaptação desses conhecimentos às nossas características pátrias, considerando, principalmente, a flexibilidade que nos identifica. Quando nos libertamos dos passos propostos pela neurolingüística clássica, para nos deixarmos guiar pelos passos dos próprios clientes, somos por eles conduzidos a incríveis descobertas sobre o inconsciente humano.
         Dentro desse enquadre (se é que ainda pode ser assim chamado) amplo e livre, o conhecimento e a compreensão da linguagem metafórica ou simbólica, linguagem característica do inconsciente, permite ao psicoterapeuta orientar apenas o processo (o como) de comunicação, facilitando a rearmonização do cliente, sem a interferência de mecanismos defensivos, mas, preservando, acima de tudo, o direito de cada indivíduo às suas escolhas, valores e objetivos de vida (o conteúdo). Dessa forma, preservam-se os mais altos princípios éticos exigidos do psicólogo, enquanto profissional de saúde mental e cidadão, agente de transformações sociais.
         Á partir do conhecimento profundo das estruturas lingüísticas, objetivamos preparar hermeneutas, ou seja, intérpretes da linguagem inconsciente, aptos a facilitar a rearmonização do totem da inteireza humana.

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Vídeo sobe o livro: https://www.youtube.com/watch?v=dyMGuwTIXPI

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DEPOIMENTOS DE PARTICIPANTES DO CURSO DE
 LINGUÍSTICA PARA MEDIAÇÃO DE CONFLITOS

1.       “Foi um aprendizado de forma descontraída, no qual o conteúdo foi dado de maneira leve, possibilitando a interação entre as pessoas”. (Ana Patrícia de Faria Carneiro – Médica Veterinária/Profissional Liberal).

2.       “Foi um dos cursos mais significativos que eu fiz até hoje. O que mudou internamente em mim é difícil de descrever em palavras”. Hoje, tenho outra visão de mundo, e  interna, muito melhor”. (Cézar Luiz de Araújo – Engenheiro Eletricista).

3.       “Um divisor de águas, já que lido muito melhor com pessoas. Algumas vezes, posso atuar antes mesmo que um conflito se instale”. (Gilmar Fortes Lopes – Gerente de Operações na Oceaneering).

4.       “Enorme gratidão pela oportunidade de realizar esse curso, pois modificou-me profundamente, no sentido de tornar-me uma pessoa mais tolerante, compreensiva e sensível às posturas e colocações das outras pessoas, inclusive comigo mesma.”(Jamila Machado Aquini – Engenheira Sanitária – Águas de Nova Friburgo).

5.       “Este curso deveria ser apresentado à OAB e às empresas, pois irá reduzir muitos conflitos” (José Rangel Rosa – Advogado).

6.       “O curso possibilitou uma comunicação mais eficiente e assertiva, e uma mudança interna em relação a me colocar mais diante de situações conflitantes, obtendo mais harmonia e sucesso.” (Leila Mara Pinel – Psicopedagoga da Rede Estadual de Ensino).

7.       “De modo inestimável, o curso faz mudanças profundas em visões errôneas e sem entendimentos do outro, em mim. Acredito que sai de um padrão e evoluí para um novo estado. (Liliane Mozca – Jornalista).

8.       “Aprendizado muito enriquecedor e útil para a vida pessoal e em sociedade. Despertamento para o uso da palavra de forma construtiva, fraterna e conciliadora. Identifico a importância de participar em novo curso, para melhor fixação da aprendizagem tendo em vista a lentidão da assimilação pessoal”.

9.       Excelente! Muito obrigado pelo tempo em que eu participei deste curso. Houve uma melhora substancial na minha comunicação. A diversidade multidispiplinar do curso foi ótima.”. (Raul Alves de Almeida – Técnico Operacional na Oceaneering)


10.   “Foi muito bom! Significou uma mudança de vida, transformação das minhas idéias, meus costumes e minhas relações com as pessoas. Hoje, sou mais livre, mais feliz. Muito obrigada por esta oportunidade!” (Sueli Ferreira de Araújo – Dona de Casa, Mãe e Avó).

Site: www.institutoviraser.com

Email: suelimeirelles@gmail.com

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quarta-feira, 8 de março de 2017

MULHER DE ONTEM, HOJE E SEMPRE


  "O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres, impedindo que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países" (Maria Célia Orlato Selem, Mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp). Fonte: https://novaescola.org.br )

            Tendo como marco um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em Março de 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas, o Dia Internacional da Mulher simboliza as perenes reivindicações femininas por igualdade de direitos, em relação aos homens. Mas, depois de mais de 3000 anos de patriarcado, será que, realmente esses direitos foram alcançados ou ainda temos resquícios de vantagens masculinas, nas relações familiares, profissionais e sociais? Se aprofundarmos um pouco mais estas reflexões, fundamentando-as em 30 anos de prática em clínica psicológica, percebemos que, embora a nossa sociedade tenha sofrido intensas transformações e atenuado muitas desigualdades, também observamos que estas mesmas transformações deram origem a novos desequilíbrios sociais que pesam para o lado feminino, independentemente da classe sócio-econômica ou cultural à qual pertençam. Exemplo gritante é a grande quantidade de mulheres que se tornaram provedoras do lar, em relacionamentos em que o homem não exerce o seu antigo papel de provedor, nem assume as funções de cuidador. Vantagem para quem?... Em decorrência dessas mudanças, nossa moderna sociedade vive uma intensa crise de responsabilidade paterna, facilitada pelo fato de que o filho gerado no encontro fortuito de fim de semana, irá se desenvolver no útero materno, estreitando os vínculos materno-filiais, enquanto os vínculos de paternidade, na maioria das vezes, irão se perder no pó da estrada, por onde o pai anônimo segue em busca de novas aventuras sexuais e, muitas vezes, sequer amorosas, apenas satisfazendo seus instintos de macho reprodutor.
No decorrer desta longa história, as conseqüências da maternidade, muitas vezes precoce, corta sonhos adolescentes, possíveis carreiras e melhorias profissionais que iriam decorrer do aprimoramento da formação educacional da jovem mulher. Sob o peso do custo das fraldas, do trabalho improvisado ou do subemprego, surpreendidas pela maternidade, carregam seus filhos em duplas jornadas de trabalho, com o auxílio de parentes e vizinhos que tentam suprir, por sentimento de obrigação ou solidariedade, a falta de estrutura que seria proporcionada pelo inexistente planejamento familiar. Na maioria das vezes, também em tempo precoce, serão avós e bisavós, mantendo-se a triste tradição de uma vida de amarguras diárias, onde estas heroínas, mulheres guerreiras e aguerridas, sofridas, teimosamente sustentam filhas e netos, com suas magras pensões previdenciárias ameaçadas de falência. Triste quadro descritivo da sociedade brasileira, onde o estado também não oferece estruturas adequadas de creches para a mãe que trabalha.
E vamos nós, automaticamente, comemorar mais um Dia Internacional da Mulher! Comemorar o que?... Será que realmente temos o que comemorar?... Deixo aqui a indagação. Mas por isso mesmo, por todas as dificuldades atravessadas, parabéns a essas mães falíveis e possíveis, que fazem o impossível para levar adiante a criação de seus filhos e filhas, doando de si mesmas, aquilo que muitas vezes nem receberam. A elas, lembro a fala do Mestre Jesus, às mulheres do mercado ao redor do Templo Judaico: Mulheres! Guardai vossos corpos!Não no sentido da desnecessária repressão sexual, mas no sentido do cuidado,  valorização e proteção de seus corpos e de seus sentimentos, para que saiam da condição de objeto de desejo masculino, estabelecendo limites necessários no mapa de aproximação. Criando critérios de compromisso de parte a parte, para que seja restabelecido o meio termo entre o prover e o cuidar; entre o papel masculino e o feminino. 
Pierre Weil, em O Fim da Guerra das Sexos[1] propõe que a humanidade caminhe em direção ao ponto de equilíbrio entre estes dois extremos, dentro de cada ser humano, seja homem ou mulher. Isto possibilita a redução das diferenças culturais na criação de cada sexo, o que permite a aproximação da visão de mundo de ambos e facilita as relações. E, para finalizarmos este pequeno ensaio reflexivo, peço atenção às mães de futuros maridos: Somos nós que mantemos o machismo, quando educamos de forma permissiva,os nossos filhos. Vamos oferecer bons pais de família à sociedade do futuro? Feliz Dia Internacional da Mulher!!!

                                                      Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 08 de Março de 2017


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A CASA DE MICA


...Naqueles dias não havia rei em Israel:
Cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.
(Juízes, 17)

            Esta passagem do Texto Sagrado do Cristianismo se refere a um tempo em que o povo hebreu, recém-saído de um período de dois mil anos de cativeiro no Egito, era um povo nômade, em meio ao deserto.
            Como nesses difíceis tempos bíblicos, vivemos, hoje, um processo semelhante. Sob os efeitos da globalização econômica, somos convocados à convivência diária com uma multiplicidade de costumes e crenças, desde os instituídos pelos imigrantes e escravos que aqui aportaram, para formar o caldeirão cultural que hoje é o Brasil, até os novos cultos que vêm surgindo a cada dia. Esta liberdade cultural, ao mesmo tempo em que é um avanço civilizatório, que permite que caminhemos em direção à autenticidade e à unidiversidade, traz-nos, também, dificuldades de convivência com o diferente, sempre que consideramos que a nossas crenças são melhores e mais corretas do que as dos outros. Silenciosamente, estamos a caminho da exacerbação do sectarismo religioso, correndo sérios riscos de que uma nova inquisição seja instalada pelo fundamentalismo religioso.
            Isto coloca nas mãos dos líderes de todas as religiões cultuadas no Brasil, a delicada e importante tarefa de esclarecer os seus fiéis, quanto às questões mais profundas que constituem as práticas da fé. Num país de escolaridade precária como o nosso, a ignorância constitui a besta apocalíptica, que se não for dissolvida à luz do conhecimento, manterá nosso povo aprisionado pelo medo, diante de tudo aquilo que desconhece, personificado pela figura medieval de satanás. Os líderes religiosos são os privilegiados que têm acesso ao conhecimento e à cultura de outros povos e tradições, cabendo-lhes, através da conscientização, mostrar que a religiosidade transcende a forma como cada religião é praticada e que, em essência, todos buscam, igualmente, o sentido de religar-se com um Deus Único.
            Nestes dois mil anos de Cristianismo, nunca se viu tanta diversidade de práticas religiosas. A cada dia, em cada esquina, surge um templo com uma denominação diferente, sempre que os seus líderes divergem em algum ponto da doutrina ou em alguma questão econômica, fator essencial do mercantilismo religioso. Como na casa de Mica, cada qual faz o que parece direito aos seus olhos, levando consigo uma multidão de cegos espirituais, que temem a Deus e, assustados, podem pisar naqueles que são os seus semelhantes, mas que são identificados e rejeitados como diferentes; como os inimigos que cultuam outro deus, como se Deus pudesse ser dividido em pedaços: O meu Deus, o seu deus... O meu com D maiúsculo, o seu com d minúsculo.
 Sabemos que na história da humanidade, sempre que o outro é desvalorizado no seu saber e na sua cultura, facilmente, em nome de Deus, ele pode ser levado à fogueira, não para que morra, claro, mas para que sua ”alma seja purificada”. Em todas as guerras, sejam econômicas, políticas ou religiosas, os fins justificam os meios...
Talvez, como solução para este problema que se avizinha, pudéssemos, todos, tornar-mo-nos verdadeiros Cristãos, reunindo-nos em torno da Presença do Mestre Jesus, que através do Novo Testamento, nos deixou uma mensagem de amorosidade e compaixão para com os diferentes, dizendo-nos: Ama a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo..

Sueli Meirelles: Especialista em Psicologia Clínica. Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais. Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral, Educação para a Paz e Implementação de Projetos Sociais.




terça-feira, 27 de dezembro de 2016

REPROGRAME-SE PARA O NOVO ANO

O Ser Humano Integral tem uma estrutura quaternária: A primeira é a estrutura funcional, representada pelos padrões mentais que direcionam todo o organismo. A segunda é a estrutura energética, composta pelas emoções positivas ou negativas, originadas nos padrões mentais. A terceira é a estrutura bioquímica, através da qual os comandos emocionais de energia são transformados em comandos bioquímicos, fluindo pelo meio líquido do corpo. A quarta é a própria estrutura do corpo físico, a qual reflete tudo aquilo que ocupa a mente.
Habituadas aos conceitos científicos que vigoraram nos últimos séculos, as pessoas percebem as situações adversas como algo externo a si mesmas, perdendo contato com o poder de harmonização que já existe em seu interior. Este poder auto-organizador, que já constitui a essência do Ser Humano, é a base da saúde física, emocional, mental e espiritual, acessível a todos aqueles que se dispõem a dedicar um pouco do seu tempo, em busca do autoconhecimento. Quando isso acontece, para sua própria surpresa, a pessoa descobre que sua mente inconsciente, que é inteligente e poderosa, através de uma linguagem simbólica, como a linguagem dos sonhos, comanda todo o organismo, contribuindo para que ela seja feliz ou infeliz; bem ou mal sucedida; saudável ou não. Aliás, o termo saudável tem o mesmo radical lingüístico de salvação, significando estar a salvo de algo prejudicial à saúde ou à vida.
Quando em estado de relaxamento, o inconsciente, que corresponde ao Sistema Nervoso Autônomo, torna-se acessível às sugestões do consciente, permitindo a substituição de padrões mentais negativos, por outros mais positivos, o que, por sua vez, irá se refletir em todos os aspectos da vida de uma pessoa.
Partindo deste conhecimento e, aproveitando a chegada de um novo ano, reprograme-se, estabelecendo metas construtivas para si mesmo:
Procure um lugar tranqüilo, sente-se confortavelmente, feche os olhos e comece a respirar bem fundo. Perceba que a princípio, as preocupações que habitualmente ocupam a sua mente começam a vir à tona. Imagine-as saindo como pequenas bolhas de sabão, estourando diante de seus olhos e, imediatamente, desaparecendo. Faça isto, até que nenhum outro pensamento interferente apareça. Desta forma, você estará aquietando a sua mente consciente, para que ela se conecte com a sua Sabedoria Interna, guardada no mais profundo do seu Inconsciente.
Faça, então, uma revisão do ano que terminou. Coloque-se como observador de sua própria vida. Faça isto sem julgamentos ou culpas. Lembre-se de que erros e acertos são formas de aprender o que fazer e o que não fazer. Olhe para os seus erros e perdoe-se, porque você fez o melhor possível, de acordo com o seu conhecimento naquele momento. Se as emoções aparecerem, deixe-as sair livremente: Traga à consciência a raiva, o medo, a tristeza ou a dor que tais acontecimentos lhe causaram, libertando-se das emoções negativas. Se você quiser uma representação mais concreta para si mesmo, escreva tudo isto numa pequena folha de papel e queime-a. Olhe a chama consumindo suas frustrações, e pense no que você pode retirar de positivo dos seus próprios erros. Lembre-se de que, com os erros, aprendemos o que não fazer. Deixe sua mente descansar, serenamente, por alguns minutos, concentrando a sua atenção, em sua própria respiração; apenas sentindo-se vivo/viva.
Imagine, agora, que você está no início de um novo caminho de vida, onde você encontra uma mochila com todos os recursos que você trouxe, para cumprir a sua missão existencial. Pegue a mochila, abra-a e, com os olhos da sua mente, veja o que ela contém... Quais são as suas habilidades naturais; aquilo que você sabe fazer muito bem; aquilo que você é capaz de realizar e que lhe traz prazer. Imagine-se pronto para seguir seu caminho, e olhe à sua volta: A paisagem à direita representa a sua percepção racional em relação à vida, e a paisagem à esquerda, representa a sua percepção emocional. Observe o que aparece, e busque compreender como o seu Inconsciente representa estas percepções. Observe se no seu caminho aparecem impedimentos, e como você lida com eles. Aprenda com a Sabedoria da Vida, que o rio alcança o mar, porque contorna os obstáculos. Procure perceber que, em algumas situações, você pode estar sendo radical ou intransigente, e isto pode estar lhe impedindo de ser bem sucedido (a). Reprograme-se para ser mais flexível, adaptando-se melhor aos imprevistos, para que você possa atravessá-los e seguir em direção às suas realizações.
Com os olhos da sua mente, olhe para o seu objetivo, lá adiante. Veja-se agindo, ouça-se falando, e sinta-se realizando esta meta. Busque seus sentimentos neste momento. Deixe que o prazer da realização vibre por todo o seu Ser. Imagine-se olhando para o caminho percorrido, e perceba qual foi o passo importante, que permitiu que você alcançasse o seu objetivo de vida. Este é o ponto principal, sobre o qual você poderá promover mudanças de comportamento, transformando-se numa pessoa mais positiva e construtiva. Imagine-se tendo concretizado o seu objetivo - Estabeleça metas positivas e que só dependam de você mesmo (a) para serem concretizadas – Avalie a viabilidade dessas metas. A diferença entre um sonho e um projeto é o conhecimento dos passos que conduzem ao objetivo estabelecido.
Deixe que estas novas informações tomem consistência em todo o seu Ser e prepare-se para 12 meses promissores e Plenos de Realizações. Feliz Ano Novo!

Sueli Meirelles - Professora, Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica. CRP 05/11601. MBA em Gestão de Projetos. Escritora e Palestrante.

Site: www.institutoviraser.com
Whatsapp: 55 22 99955-7166
suelimeirelles@gmail.com