Tradução

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NOVA FRIBURGO: Cidade Turística?

 Sueli Meirelles[1]
Na semana entre Natal e Ano Novo, O Turista veio do Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de familiar residente em Nova Friburgo. Com dificuldades, a família conseguiu reservar uma mesa para o grupo, num bom restaurante da cidade (existem muitos), mas foi avisada para que chegassem a tempo, pois todo o comércio, aqui, fecha cedo. Durante o jantar, em conversa informal, o garçom disse que trabalhou muito durante o ano inteiro e precisava descansar, expressando alegria pelo merecido intervalo. O Turista sentiu-se como um intruso indesejado e reagiu com descontentamento. Ainda assim, resolveu ficar para passar o Reveillion com a família, em Nova Friburgo, e ligou para vários restaurantes e hotéis. Gradativamente, foi sendo informado de que a maioria deles não teria eventos. Quase desanimando, conseguiu reservar uma vaga num hotel tradicional da cidade, onde decidiu também se hospedar (Bom par o hotel).
No primeiro dia do ano, a família combinou se encontrar para o almoço e surgiram novas dificuldades. Muitos restaurantes estavam fechados. Depois de várias pesquisas, almoçaram num restaurante comercial, no centro da cidade. O Turista sentiu-se confuso e, com sua visão de comerciante de grande centro cosmopolita, indagou: _ Por que uma cidade tão bonita como Nova Friburgo, não investe mais em sua imagem de cidade turística? Por que uma cidade tão cheia de belezas naturais, com um clima privilegiado, não faz propaganda maciça sobre essas riquezas, para os sufocados e estressados habitantes do Rio e de São Paulo? Por que uma cidade situada numa área de produção horti-fruti-granjeira, que deixa maravilhados os que vem de fora, não tem uma estrutura de funcionamento que de suporte ao movimento turístico? Por que as já famosas lojas de lingerie não aproveitam o período de festas de fim de ano, para promoverem ofertas e aumentarem suas vendas, tendo como foco os turistas? Por que a cidade não promove eventos temáticos, que possam se tornar tradicionais e atrair turistas de várias partes do Brasil e do exterior? Não existem aqui 12 colonias de imigrantes? E os Festivais de Inverno? Não poderiam receber mais apoio de todos, inclusive com divulgação através do Facebook, trazendo belos espetáculos, a exemplo do que aconteceu nos anos de 2010 e 2011 (apesar da catástrofe ocorrida) e que surpreendeu os que aqui vieram, pela qualidade dos eventos? Será que os friburguenses não percebem o alto potencial turístico de sua cidade, que tem a oferecer justamente aquilo que os grandes centros urbanos não conseguiram preservar?
O Turista despediu-se de seus familiares, lamentando o ocorrido. Por fim, perguntou pelo teleférico, onde tempos atrás havia passado bons momentos, comendo deliciosos petiscos, jogando boliche e apreciando a vista panorâmica da cidade.
Diante de tudo isso, fica para nós, friburguenses legítimos ou adotivos, um espaço de reflexão, para o desenvolvimento de novas estratégias que possam impulsionar o turismo em nossa cidade, captando eventos como feiras e congressos capazes de atrair o público mais qualificado, em busca de aprimoramento pessoal e profissional; formadores de opinião, que poderão levar boas e confiáveis notícias de Nova Friburgo, atravessando o jargão trágico que já começa a comprometer a imagem da cidade, afastando-a, cada vez mais, de seu destino glorioso.
Acreditemos: Estas serras de enorme estatura, Alcançando das nuvens o véu, São degraus colocados na altura, São escadas que vão para o céu (Estrofe do Hino de Nova Friburgo).




[1] Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas
Membro da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal
MBA em Gestão de Projetos na Abordagem Transdisciplinar (UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

DEPOIS DO FIM DO MUNDO


            Profecias são símbolos inconscientes que necessitam de uma leitura psicológica mais profunda, como no mito de Papai Noel, que é auxiliado pelos Elfos[1] na confecção de brinquedos para as crianças. Este espírito imaginativo se projeta para o futuro, captando probabilidades de ocorrências de eventos, que poderão se concretizar, caso nenhum pensamento contrário seja produzido, modificando a probabilidade prevista. Assim ocorreu em relação ao ano de 2012. Tomando por base as Profecias Maias, que sinalizavam o final de um ciclo evolutivo, as grandes mídias televisivas e cinematográficas efetuaram uma leitura superficial, distorcendo-as ao próprio gosto, sempre em busca de visões catastróficas que pudessem impressionar o público leigo e desavisado. Pronto o quadro premonitório, as “novas profecias” foram alardeadas aos quatro cantos do mundo, envolvendo pessoas crédulas e ingênuas, que passaram a temer grandes catástrofes, que iriam por fim ao planeta Terra.
            Nos bastidores das profecias, alguns milhares de pessoas voltadas para os estudos mais profundos da linguagem simbólica, sabiam que as profecias se referiam simplesmente ao final de um ciclo civilizatório, que a exemplo do término das estações do ano, dariam início a novos padrões psíquicos e comportamentais, tanto da Natureza como dos seres que a compõem. Mas, afinal, o que, efetivamente, terminou em 21/12/12?
            Habitualmente envolvidos com os problemas concretos do dia a dia, na maioria das vezes nos esquecemos de que fazemos parte de um sistema mais amplo e complexo, que envolve a todos nós. A data de 21/12/12 marca um reboot [2] , 9 dias após a entrada de nosso sistema solar no Cinturão de Fótons[3] de Alcion, em 12/12/12, campo vibratório responsável pelas explosões solares que causam o aquecimento global, que por sua vez afetam o psiquismo humano, pela incidência de mais luz em nossas retinas, o que também corresponde à ampliação de consciência, como meta do processo evolutivo da humanidade. Assim, ficando mais conscientes do sentido de nossa existência no mundo, liberamos os modelos disfuncionais da civilização que terminou, para desenvolvermos novas estratégias que nos permitam reorganizar o caos social deixado pelo velho mundo. Trazendo esta linha de raciocínio para a realidade do dia a dia, em relação à nossa Friburgo, cidade fundada por D. João VI, em 16/05/1818, desperta-nos a atenção a duplicidade do 18=9 (transformação) O que precisamos transformar, nesta cidade que viveu o fim do antigo ciclo em 11/01/11?... Basta olharmos em volta para que possamos perceber a necessidade de um grande mutirão para reconstruirmos o mundo que nós mesmos destruímos, com nossa falta de consciência ecológica: Primeiramente, precisamos arborizar nossas ruas. Voce já plantou a sua árvore? Cada ser humano precisa de uma árvore para poder respirar ar puro e ter índices pluviométricos equilibrados[4] sobre a sua cabeça. Voce separa o lixo reciclável do lixo orgânico, para facilitar a coleta seletiva? Voce já adquiriu sacolas reutilizáveis para suas compras? Voce passou a sorrir para as pessoas e elogiar o que elas fazem de bom e útil? O que você pode fazer pela sua cidade? Qual o seu papel no contexto social em que você está inserido? Como, enquanto cidadãos, poderemos transformar a Nossa Friburgo em Novo Modelo Civilizatório, a ser seguido por outras cidades, até que todas revelem esse Novo Mundo que acaba de nascer? ...MÃOS A OBRA!!!
                                                                                                   
                                                                                                 SUELI MEIRELLES



[1] Silfos – Elementais do ar que correspondem ao nível psíquico do ser humano; à sua capacidade imaginativa, capaz de colocar a matéria em movimento.

[2] Reinício.
[3] Campo de Luz Cristalina perpendicular à órbita da estrela Alcion, em torno da qual gravita o nosso Sistema Solar.
[4] Cada árvore retém 200 litros de água, que molham  a terra, tornando-a produtiva, gerando nascentes e reduzindo a quantidade de água na forma de vapor d’água (nuvens), responsáveis pela chuvas torrenciais.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ORAÇÃO DE ANKH


EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
entre o Espírito e a Matéria;
entre o Masculino e o Feminino;
entre a Razão e a Emoção.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre o Oriente e o Ocidente.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre o Reino Elemental, Mineral, Vegetal, Animal, Humano e Angélico, no longo caminho de retorno à
Casa de Nosso Pai Celestial.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre todas as Crenças, entre todas as Raças, entre todas as
 Classes Sociais, Econômicas e Culturais.
E com toda Fé, eu ancoro em Meu Coração a
 Chama Crística da Paz,
E ao descer esta Montanha, Serei um Novo Ser,
 na construção de um Novo Mundo,
 expandindo a PAZ  pelos caminhos por onde Eu Vou.
E como é dado a todo Aquele que Crê,
Que seja feito segundo a Minha Fé,
em Nome de Deus Pai/Mãe, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

SABEDORIA INTERIOR



            Ao nascer, toda criança traz, dentro de si, uma sabedoria; um conjunto de potenciais inatos que, em interação com os estímulos do meio ambiente, poderão ser estimulados e desenvolvidos. Traz, também, aspectos negativos, que precisarão ser transformados em suas polaridades positivas. Surge aí, a tarefa educativa. Neste sentido, pais e professores precisam estar atentos a esses potenciais, para que eles possam ser reconhecidos, (estimulados quando positivos, ou transformados, quando negativos) tão logo comecem a se expressar. A energia psíquica deste potencial, no entanto, possui um movimento de baixo para cima, e de dentro para fora, necessitando ser cultivado, como uma semente, cujo potencial irá transformar-se num arbusto, e depois, numa bela árvore. É justamente neste sentido que o processo educacional vem se revelando muito mais como um bloqueador dos potenciais inatos, do que como a terra fértil onde a semente da vocação poderá se desenvolver na boa árvore, cujos frutos serão a expressão de si mesma.

 A palavra aluno, originada do termo latino Alumem (a = prefixo de negação, lumem = luz) tem o sentido de ausência de luz: O aluno é visto como aquele que não traz nenhum conhecimento. Como sinaliza o grande educador Paulo Freire, como alguém que está sempre com fome de conhecimento, de boca aberta, à espera do alimento educativo; de uma espécie de dieta pré-determinada pelos doutores da educação, que em seus gabinetes, de cima para baixo, e de fora para dentro, estabelecem, segundo seus próprios referenciais de mundo, aquilo que o aluno deverá aprender. Esta distorção transforma o espaço educacional num templo de tortura psicológica, onde os alunos, prisioneiros do sistema, são obrigados a aprenderem aquilo que está estabelecido nos planos curriculares e não, aquilo que suas motivações buscam, fazendo com que eles se tornem dispersivos, indisciplinados e revoltados, enquanto todas as suas indagações em relação ao mundo de hoje, permanecem sem respostas.

Em suas mentes inconscientes, a Sabedoria Interior, com a qual já nasceram, e que tem a função de direcionar seus caminhos existenciais, acaba tendo que resistir aos empecilhos dos programas educacionais, que tentam, a todo custo, colocá-los dentro de uma espécie de molde: O modelo do aluno (aquele que não tem luz própria) obediente e sempre pronto a aprender tudo aquilo que lhe querem impingir, sem jamais lhes perguntarem o que deseja aprender.

Na vida corrida de hoje, os jovens deixam de aprender importantes dados básicos para suas vidas: Noções de higiene, regras de boa educação à mesa, como utilizar um garfo ou faca (alguns nunca o fizeram), educação sexual preventiva, economia doméstica, valores etc. Deixam também de ter um espaço onde possam questionar as prementes questões do mundo moderno, onde sufocados, sempre que possível, liberam o pedido de socorro da revolta, através da qual expressam o desespero de seu despreparo, diante dos estímulos de violência e apelo sexual com que são bombardeados, diariamente.

Os visão educacionais do século passado, não mais da conta da realidade do mundo de hoje. Estamos num momento em que não existem receitas prontas. Estamos no difícil momento em que os referenciais externos sucumbiram ao desmoronamento de nossa civilização insustentável. Estamos numa era experimental da vida, no planeta, quando os velhos modelos precisarão ser substituídos por novas idéias; por novos ideais, construídos a partir da experiência vivida no dia-a-dia de cada um. O que, exatamente, nossas crianças precisam aprender, para que possam lidar com a realidade do mundo de hoje? Talvez esta seja a grande pergunta, para todos nós, educadores, pais e professores. Conscientes, então, de todo o nosso desconhecimento; conscientes então, do desconhecimento de nós mesmos; nós que, mais do que eles, somos frutos de uma educação ultrapassada, onde ao aluno cabia apenas obedecer; sem falar ou questionar. Conscientes, assim, de tudo aquilo que não sabemos sobre eles, sobre suas questões, inseguranças e dúvidas, diante de um mundo tão conturbado, talvez possamos curar nossa surdez e nossa cegueira educacional, admitindo que, muitas vezes os alunos somos nós, para que possamos, todos, nos reunirmos neste grande mutirão da escola da vida e, juntos reconstruir, ou mais corretamente, construir, uma nova civilização. Precisamos desenvolver um novo modelo educacional que possa se iniciar na observação da pequena luz que cada criança já traz dentro de si mesma, alimentando-a com amor e atenção, em cada momento em que um de seus raios se expande, e começa a brilhar. Precisamos que as famílias e as escolas se transformem em espaços do despertar da Sabedoria Interior de cada “Lumem” que nasce na Terra, neste momento de transição planetária.

SUELI MEIRELLES

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O GIGANTE ADORMECIDO


“Se o futuro exige sustentabilidade
 e a sustentabilidade exige democracia,
o futuro, então, exige democracia.
Mais uma vez, a solução real
está nas mãos do povo.”
(José Augusto Pádua – Greenpeace)


            Trezentos anos de escravidão infiltraram no sangue do brasileiro a submissão e a resignação, diante dos desatinos governamentais; as oligarquias da primeira metade do século o habituaram à troca da corrente da escravatura, pela escravidão econômica; os golpes militares o ensinaram a sufocar a revolta sob o peso esmagador das botas e torturas do poder; as reformas de ensino lhe tiraram o recurso da reflexão e da palavra consciente, capaz de levá-lo a questionar e reivindicar seus direitos.
Gigante pela própria natureza, mas gigante adormecido, o Brasil permanece inconsciente de todo o seu potencial. Quando solicitado a mobilizar-se, sonolento, afasta o impertinente aviso, como quem espanta o mosquito da dengue, sem perceber que sua inércia representa um risco de vida.
 A epidemia da apatia cidadã contamina a todos os brasileiros, mantendo-os  adormecidos. Em seus olhares vagos, mostram a desesperança e alienação de quem não acredita mais que seja possível mudar. Mergulhados na ignorância e na desinformação, perderam o contato com suas próprias Sabedorias Internas, com seus potenciais inatos para a solução de problemas. Alguns, com o pouco de energia que lhes resta, traduzem a insatisfação através de críticas e ironias que apontam os erros aberrantes, mas não contribuem para nenhuma mudança efetiva. Apenas desgastam-se  ainda mais, até serem também contaminados pela  epidemia da inércia. Neste estado mental dissociado e comatoso, permanecem à  espera da  ajuda externa que não virá, escrevendo o destino inexorável de uma civilização decadente: A destruição de si mesma. Esperamos, contudo, que neste pesadelo se esgotem todos os sentimentos de desesperança, até que a própria espera inútil, os leve a pensar na possibilidade de agirem por conta própria.
Pelo próprio momento evolutivo, não teremos um salvador da pátria. Não é mais tempo das pessoas se reunirem em torno de um único lider; é tempo das pessoas assumirem seu papel social, exercitarem a  sua autonomia e responsabilidade civil, unindo-se a outros, igualmente despertos e conscientes de sua própria capacidade de ação, para viabilizar,  com o esforço e contribuição de cada um, as melhores condições de vida que todos desejam.  ACORDA BRASIL!!!

(*) Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas

sábado, 18 de agosto de 2012

CAPTAÇÃO PSÍQUICA: A Transcomunicação como Recurso Terapeutico

  
 Ir a um hospital visitar uma pessoa amiga que está doente e sair de lá com os mesmos sintomas. Entrar num supermercado e, subitamente, começar a sentir-se mal, sem saber o porquê. Quantas vezes você já passou por estas situações, sem conseguir compreender o que ocorria? Pois então saiba que este é o fenômeno da CAPTAÇÃO PSÍQUICA(*), um fenômeno psicológico extremamente comum em termos de freqüência e que hoje, graças aos avanços da Física Moderna e da Psicologia Transpessoal, pode até ser utilizado como recurso terapêutico. Mas, como se explica este fenômeno? Basicamente, a captação psíquica poder ser definida como o potencial que todos nós possuímos de, em estado superior de consciência, identificarmo-nos com um mineral, vegetal, animal ou ser humano, captando o que ocorre com ele, no nível inconsciente, através de imagens, sons ou sensações, dependendo de qual de nossos canais sensoriais é mais desenvolvido. Este fenômeno espontâneo de identificação com o outro pode ser explicado teoricamente através de alguns conceitos da Física Moderna. O espaço aparentemente vazio que nos circunda é, na realidade, um imenso campo energético, onde circulam várias freqüências de ondas eletromagnéticas. Em freqüências baixas de 10 elevado a 6 ângstrons (medida da física) circulam as ondas de TV; em 10 elevado a oito situam-se as ondas de rádio FM; acima delas encontram-se as ondas de radar. Todas estas freqüências de ondas são nossas conhecidas, porque já existem instrumentos capazes de captá-las. Acima delas, entre 10 elevado a 14 e 10 elevado a 16 ângstrons, numa faixa eletromagnética entre os raios infravermelhos e os raios ultravioletas, estão as cores que enxergamos a olho nu. Continuando além dessa pequena janela de nossa percepção visual, situam-se os raios X, os raios gama e os raios cósmicos. Entre 10 elevado a 30 e 10 elevado a 50 ângstrons, ou seja, em freqüências altamente aceleradas, os físicos acreditam estar situada a faixa de circulação de nossa energia psíquica. Esta faixa de freqüência de energia mental forma uma imensa rede de intercomunicação eletromagnética, através da qual todas as mentes se comunicam e se interinfluenciam, provocando reações inconscientes que se manifestam em forma de percepção de imagens, sons ou sensações, que compõem a linguagem metafórica, a linguagem específica do inconsciente profundo, trazida à mente consciente através do hemisfério cerebral direito, o hemisfério responsável pela intuição e pela emoção.
            Ao desenvolver a ATH – Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia, adaptamos este potencial do inconsciente humano como recurso terapêutico para os casos em que a pessoa, por algum motivo, não possui condições para permitir que o material inconsciente que precisa ser liberado, torne-se consciente, como nos casos de bebês em vida intra-uterina, crianças na faixa etária de 0 a 3 anos, pacientes psicóticos, pacientes em estado comatoso ou terminal, idosos acima de 70 anos ou em pessoas cujos registros tenham conteúdos emocionais de medo extremo (fobias e síndromes de pânico), quando o próprio conteúdo emocional, por seu grau de intensidade, dificulta o processo de liberação. Nestes casos, trabalhamos com uma sensitiva[1] , induzindo-a, através da chamada Hipnose Ericksoniana, a um estado superior de consciência, direcionando a sua percepção para a faixa de freqüência psíquica do captado. Por meio desse processo terapêutico, consegue-se o esvaziamento dos conteúdos emocionais bloqueados, uma vez que a sensitiva captadora não viveu aquelas experiências, estando assim dessensibilizada em relação aos registros traumáticos e, portando, permitindo a sua liberação natural. Ainda através da sensitiva, ressignificamos a experiência para o inconsciente do captado, levando-o a perceber que agora está em outro momento do tempo, não havendo mais necessidade de se manter ligado emocionalmente àquela experiência. Este poderoso instrumento terapêutico  abriu-nos as portas para a compreensão do inconsciente profundo do ser humano e de inúmeros fenômenos que até então desafiavam o conhecimento científico. Através dele, descobrimos que o inconsciente funciona como uma imensa antena parabólica, capaz de captar simultaneamente estímulos visuais, auditivos e sinestésicos (sensações), independentemente da distância no espaço ou no tempo. Encontramos o que a Metafísica denomina de Corpo Causal (C.C.), um registro de experiências transpessoais (experiências que não se encaixam na história de vida do indivíduo) e que influenciam o seu comportamento presente, sendo a causa de inúmeros sintomas e reações psíquicas não compreensíveis em termos de psicologia convencional. Encontramos também o que denominamos de Módulo organizador Bioplasmático (MOB), um princípio inteligente e pré-existente, que estabelece uma PROGRAMAÇÃO INCONSCIENTE DE VIDA, em termos de probabilidade, que poderá ou não ser cumprida pelo Ser em sua existência. Desenvolvendo estes estudos há 25 anos, procuramos dar um tratamento científico e sistematizado a este procedimento, para utilizá-lo na prática de consultório. Vivemos um momento histórico dentro da Psicologia, onde precisamos redefinir o conceito de ciência, criar novos modelos e novos procedimentos de validação de técnicas.
            A fase inicial deste trabalho consistiu na pesquisa bibliográfica necessária à compreensão dos fenômenos observados. Hoje, depois dos anos decorridos, já com uma teorização estruturada, estamos dando início à classificação dos fenômenos, construindo uma metodologia científica, dentro dos moldes do paradigma holístico.
                  É importante esclarecer que a captação psíquica é utilizada somente para fins de estudo e pesquisa, com voluntários, após criteriosa explicação do processo que será realizado. Além disso, ressaltamos o fato de que, quem é submetido ao processo de indução hipnótica são as sensitivas captadoras que já integram nossa grupo de voluntários.          Temos observado excelentes resultados terapêuticos para as várias sintomatologias, bem como uma aceleração (sem desrespeitar o ritmo próprio de cada pessoa) do processo psicoterapêutico e da reintegração do indivíduo, em estado de homeostase, às suas atividades de vida diária. Identificamos também,  um considerável aumento de suas potencialidades naturais, pela ampliação de consciência resultante do processo psicoterapêutico holístico como um todo.
           Nesse início de século, esta nova metodologia científica vem sendo aprimorada, permitindo-nos desenvolver pesquisas para aprofundar o que, no decorrer desses anos de trabalho se descortinou diante de nossos olhos: Novas explicações psicológicas para questões como o desenvolvimento de um câncer, da AIDS, das doenças congênitas, das marcas de nascença, de reações psicossomáticas sem causa aparente, fobias, síndromes de pânico e até mesmo estados psicóticos que ainda desafiam o conhecimento científico, construído com base no racionalismo característico da visão tridimensional de mundo.
                A Captação Psíquica nos abriu uma passagem para outras dimensões de realidade; para a compreensão daquilo que há séculos se constitui no anseio maior da humanidade: Descobrir de onde veio e para onde vai, confirmando, tanto tempo depois, o princípio do “Conhece a ti mesmo para conheceres o mundo”. Despertando-nos mais uma vez para o fato de que aquilo que procuramos no mundo externo tem uma representação no interior mais profundo de nossa mente. Descobrindo que a mente humana é o lugar onde a verdadeira história da humanidade está registrada, como num imenso holograma, no qual cada parte contem a representação do todo, possibilitando-nos então compreendermos este maravilhoso quebra-cabeças que é a vida.

(*) Termo criado pela autora para designar a aplicação terapeutica do fenomeno. Direitos Autorais reservados.

OBS: Trabalho apresentado no II CONGRESSO CIENCIA, SAÚDE E ESPIRITUALIDADE, realizado em Caxias do Sul/RGS em 07/09/2007.
(*) Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas. Membro da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia transpessoal. Pesquisadora de Fenômenos Psicossomáticos e Psicoespirituais. Autora do livro Do divã à Espiritualidade: ATH – Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia.  são Paulo: Ed. Ideias & Letras, 2009.          
                                                                                        





[1] Pessoa que apresenta maior quantidade de cristais de apatita em sua glândula pineal, transformando-se num transcomunicador inter-dimensional, que permite o acesso a outras dimensões de realidade, inclusive o inconsciente profundo do paciente.

domingo, 12 de agosto de 2012

OS CINCO PODERES

“Quanto mais leis e proibições houver no mundo,
Mais pobre e mísero será o povo.
Quanto mais armas tiver o império,
Mais desordem e confusão haverá entre o povo.
Quanto mais artes e ofícios tiver o povo,
Mais coisas supérfluas e inúteis haverá.
Quanto mais ordens e leis ditem os governos,
Mais salteadores e ladrões haverá.”
(Tao The King – Lao Tse)

            Nos estudos de Moral e Cívica, ou de Geografia e Política, aprendemos que existem três poderes: O Legislativo (que cria as leis), o Executivo (que executa as leis) e o Judiciário (que julga o cumprimento das leis).
            Como a vida é um permanente processo de mutação, no qual novos procedimentos se estabelecem, sem que tivéssemos percebido, esta estrutura política foi sendo modificada pelos acontecimentos, gerando uma nova configuração. Hoje, temos cinco poderes, que regem a dinâmica diária de nossas vidas:
            O primeiro é o Poder Econômico, que muitas vezes nos traz noites insones, exigindo de toda a população, a flexibilidade necessária para atravessar os múltiplos encargos financeiros da sociedade moderna. Com juros extorsivos e lucros bilionários, o poder econômico, retido nas mãos de uma pequena parcela da população, rege as relações comerciais, com cláusulas leoninas, cujo único objetivo é a manutenção do endividamento do povo, submetido a uma nova forma de escravidão: A escravidão financeira. Com anúncios atrativos, e variadas ofertas, sempre disponíveis, de créditos pré-aprovados, o mercado cria tentadoras armadilhas, para aqueles que não conseguem resistir aos próprios desejos de consumo, ou às necessidades prementes, não cobertas pelos salários.
            A serviço deste primeiro poder está o Poder da Mídia, o poder da informação, que alcança os recantos mais distantes do planeta, entrando praticamente em todas as casas, ativando, em cada pessoa (seja criança, jovem, adulto ou idoso), os desejos mais ocultos, dentro de cada um. Ou até mesmo lembrando-os, mais uma vez, das necessidades não supridas. Como resistir às centenas de anúncios, que baseados nos modernos conhecimentos da psicologia da comunicação, a cada momento, criam novas demandas de consumo? Como resistir ao apelo de novos produtos, de um calçado novo, de uma roupa da moda, do celular mais moderno... Do carro de última geração? Como abrir os olhos iludidos por tantos apelos irresistíveis, para perceber as armadilhas que têm como único objetivo sugar o dinheiro, cada vez mais escasso, da massacrada população brasileira?
            Também a serviço do Poder Econômico, está o Poder Legislativo, cada vez mais atendendo às exigências do lucro insaciável; criando cada vez mais impostos; bi-tributações, taxas de estacionamento em vias públicas, regulamentações de centenas de multas, que consomem o magro salário do trabalhador, e que, oficialmente, ainda é chamado de “renda”. Leis que, na maioria das vezes, atendem aos interesses de lobs partidários, ou aos interesses de grupos particulares. Leis que, até mesmo são criadas para atenderem aos interesses de seus próprios autores. Leis que, somente em poucos casos, visam o bem comum da população.
            Em quarto lugar, aparentemente ocupando as linhas de frente, está o executivo, através dos postos oficiais daqueles que deveriam efetivamente governar e ter poder decisório, mas que acabam ocupando a difícil posição dos que não podem dizer o que sabem, sem que isto os comprometa até o último fio de cabelo. Nas linhas de frente, estão aqueles que, muitas vezes seduzidos pelo desejo de poder e pela vaidade, cedem às pressões exercidas nas sombras dos bastidores, para reaparecerem à luz dos refletores, tendo que manter a postura pré-estabelecida, daqueles que fazem de conta que não estão se sentindo atingidos pelas críticas. Será que, realmente, estes ainda pensam que governam?
            Em último lugar, sufocado pela multiplicidade dos obstáculos que entravam a justiça, forçando-o a obedecer aos procedimentos procrastinadores, que o deixa com os pés e as mãos atados, está o Poder Judiciário. Em último lugar estão aqueles que, conhecendo a justiça, sabem que, muitas vezes, as leis são injustas, mesmo quando têm que ser cumpridas. Em último lugar estão aqueles, cuja função é defender esta população tão sofrida, que, sem ter lugar, e esquecida de que “o poder emana do povo e, em seu nome será exercido”, espera, passivamente, que os poderosos respeitem seus direitos.
Será que esses poderosos, no silêncio da noite mal dormida, não ouvem a voz da própria consciência, exigindo-lhes uma mudança de mentalidade, que possa lhes resgatar a dignidade humana?
Sueli Meirelles: Psicóloga Clínic ado CIT - Colégio Internacional de Terapeutas