Sentada um pouco mais distante do grupo, a Tristeza se distraída pegando pequenas porções de areia com as mãos, que ia deixando escorrer entre seus dedos, como se quisesse que o tempo passasse por ela. Não sentia vontade de fazer nada, apesar dos esforços de sua avó materna, que junto com ela tentava se recuperar da inconsolável perda da mãe da menina triste. Ambas se abraçavam e ficavam buscando lembranças saudosas daquela que para elas, havia partido antes do tempo. Sentiam-se inconsoláveis! O pai da menina, por sua vez, desde o falecimento da esposa, havia mergulhado em intermináveis horas de trabalho durante toda a semana, para pegar a filha no sábado, pela manhã e deixa-la com a sogra, que cuidava dela com desvelo, ensinava os deveres, com o auxílio do avô que havia assumido o compromisso de leva-la e busca-la diariamente na escola. E assim iam cumprindo a rotina da vida, esperando que o sentimento de perda da filha querida pudesse passar com o tempo. Afinal, todos diziam que o tempo é o melhor remédio!...
Quando o Amor a chamou para entrar nas águas da transformação, a Tristeza seguiu lentamente, pensando que aquela água não poderia fazer nenhuma mudança em seus sentimentos. Entrou na água cristalina, onde as pequenas ondas serenaram, transformando a água num espelho límpido, onde aparecia um jardim florido, com uma árvores mais adiante. O Amor se aproximou e disse a menina para se imaginar entrando naquele jardim para caminhar entre as flores de várias cores, principalmente brancas e azuis. O Amor explicou à menina que as flores simbolizam a alegria e que o branco é a cor da Paz, da Serenidade e da Aceitação. A Tristeza obedeceu, pouco a pouco sentindo que seu coração ia sendo envolvido por uma sensação de tranquilidade, que não era sentida havia muito tempo. Naquela cena, mais adiante avistou uma árvore. sob a qual havia um banco, onde sua mãe aparecia serena e sorridente, com os braços estendidos para ela. Correu em sua direção, aninhando-se em seu colo amoroso, como costumava fazer em vida. Que saudade imensa daquele abraço gostoso!...
Aproximando-se delas, o Amor explicou à Tristeza que Mamãe era um Ser Eterno, que iria existir sempre e que ambas poderiam continuar se amando e se encontrando durante os sonhos, sempre que a Lei Divina assim permitisse. Elas ficaram surpresas e animadas com a nova informação e, aproveitando o precioso encontro. Mamãe ajudou a menina a escolher o seu novo nome: Ela agora ia se chamava Letícia, que significa Alegria, prazer e felicidade. Diante de tantas mudanças maravilhosas, o Medo se propôs a ser o próximo a entrar na água.
Atenção: A próxima viagem do AVIÃO DO AMOR será no dia 12/05/25, quando outra criança viverá uma nova transformação, acompanhada pelo AMOR. Quem será? (Sugestão de cor para este capítulo: Cinza)
Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Abril de 2025.
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