Tradução

domingo, 24 de fevereiro de 2013

ABORTO EM DEBATE - Direitos Humanos

  
           
Enquanto, de um lado, o governo se prepara para promover um plebiscito sobre a legalização do aborto, a Defensoria Pública de São Paulo ganha, em Juízo, o reconhecimento do direito de um feto, de apenas 15 dias, figurar como pólo ativo de uma ação, para garantir o atendimento pré-natal de sua mãe.
            Ainda no âmbito da legislação, o Art. 7º do Estatuto da Criança e do Adolescente determina que:
 “A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.”
            Embora o Art.2º , do Código Civil afirme que “a personalidade civil começa no nascimento com vida,” a lei brasileira põe a salvo, desde a concepção, os direitos do feto. Nossa Constituição privilegia a vida e a dignidade da pessoa humana, consagrando ao feto o direito a um desenvolvimento saudável, por meio de assistência adequada.
            Toda essa discussão em torno do aborto nos remete a questionamentos mais profundos em relação ao que chamamos Vida e à determinação do momento em que ela efetivamente surge.
            Sob o enfoque dos modernos conhecimentos da Medicina, hoje é possível que um bebê seja fotografado, no útero materno, através de uma ultra-sonografia, e o acompanhamento pré-natal, iniciado logo nas primeiras semanas de gestação, proporciona ao feto, os cuidados previstos em lei, e oferecidos, gratuitamente, pelos órgãos governamentais, como reconhecimento tácito do direito do feto à vida.
Sob o enfoque das pesquisas de ponta da Física Quântica, sobre a Consciência Humana, esta questão se amplia para níveis ainda não alcançados pelos princípios e leis cartesianos, que regem a nossa sociedade, a partir de uma visão reducionista, que ainda delimita o conceito de vida ao espaço entre o nascimento e a morte. Diante dos atuais recursos científicos, não será este, já, um conceito ultrapassado?
Quando a lei afirma que a personalidade civil começa no nascimento, não estará aí, faltando o reconhecimento da Individualidade do Ser, que pré-existe ao nascimento?
Sob o enfoque das pesquisas de ponta da Psicologia Transpessoal, já foi provado, cientificamente, que durante as técnicas regressivas, a área cerebral ativada não é o novo córtex, responsável pela imaginação, mas o velho córtex, onde estão gravadas todas as experiências pessoais e transpessoais, que constituem a história da própria humanidade.
Nesses arquivos inconscientes, encontramos, em pacientes adultos, memórias de abortos que antecederam seu próprio nascimento, ocasionando-lhes intensas reações emocionais que incluem o medo, a dor (física e emocional) e os sentimentos de revolta e baixa estima gerados pela rejeição e pelo desrespeito ao direito de viver. Afinal, o que é isto que chamamos VIDA? Como defini-la?
Embora ainda dentro de uma visão cartesiana, o Mini-Aurélio Virtual define a Vida como um Conjunto de propriedades e qualidades graças às quais animais (entre eles o ser humano) e plantas se mantêm em contínua atividade; existência.”
Com base na moderna Cartografia da Mente, evidenciada em pesquisas pioneiras, a Psicologia Transpessoal, redefine estes conceitos, promovendo uma compreensão mais profunda da dinâmica psíquica do ser humano:
a) Cérebro: A parte estrutural, o Hardware, o aparelho neurológico que serve de instrumento ao funcionamento da mente;
b) Mente: O programa funcional, o software, a informação que organiza e comanda todos os processos vitais do organismo;
c) Nascimento: O início da manifestação da vida no mundo tridimensional;
d) Morte: O fim da manifestação da vida no mundo tridimensional;
e) Individualidade: Conjunto de potenciais inatos que o Ser já traz para a vida, ao nascer;
f)  Personalidade: O resultado da interação entre os potenciais inatos da Individualidade e os estímulos oferecidos pelo meio ambiente;
g) Vida: Princípio inteligente e pré-existente ao nascimento, cujos potenciais inatos constituem a Individualidade de um Ser;
h) Existência: O intervalo de vida, entre o nascimento e a morte do Ser, no mundo tridimensional.
           
Considerando-se que:
a) O desenvolvimento científico exige a redefinição de termos, face à ampliação dos seus limites de conhecimento,
b) O conhecimento acumulado pela humanidade é vasto demais para estar contido apenas em qualquer das especialidades técnicas, exigindo um amplo debate, sob enfoque transdisciplinar;
c) Vivenciamos um delicado momento de transição civilizatória, em que os velhos valores sociais foram degradados, e novos valores humanos, ainda estão sendo construídos.
Não seria mais sensato que, antes de exercermos nosso direito de voto, buscássemos saber mais sobre isto a que chamamos de VIDA?...

SUELI MEIRELLES - Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica Transpessoal. Autora do Método Meirelles de Reprogramação Mental. Diretora e Didata no Instituto Vir a ser.

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

HOMOSSEXUALIDADE: OPÇÃO OU CONDIÇÃO?



           
Quando um bebê nasce, sua identidade sexual é reconhecida pelos caracteres sexuais primários. Se ele irá confirmar ou não essa identidade sexual, depende da complementação de caracteres secundários (testículos nos meninos e ovários nas meninas) e de um processo mais complexo (o sexo psicológico), que irá se desenvolver no decorrer dos anos. Se no sentido fisiológico as pessoas podem ter sua identidade sexual definida de forma estanque, a partir da presença de órgãos sexuais externos, característicos de cada gênero, o mesmo não ocorre com o sexo psicológico. Neste nível, a sexualidade se apresenta numa escala que varia desde um comportamento extremamente feminino numa mulher, passando por mulheres pouco femininas, mulheres masculinizadas até homossexuais femininas; da mesma forma, podemos encontrar homens extremamente masculinos, homens pouco masculinos, homens feminilizados e homossexuais masculinos.
Os mais recentes estudos realizados no campo da sexualidade mostram que, ainda na infância, a tendência sexual começa a se delinear, motivo pelo qual considera-se inadequado o termo opção sexual, uma vez que a tendência começa a se manifestar ainda na primeira infância (até os sete anos de idade), período em que a criança ainda não possui uma capacidade avaliativa que lhe permita realizar o que poderíamos chamar de escolha. O que costuma ocorrer, é que a partir desta idade, a criança tenta reunir-se às crianças do sexo com o qual se identifica psicologicamente e se este não estiver de acordo com a sua fisiologia, ela tende a ser discriminada pelas outras crianças. Se um menino com tendências homossexuais tenda brincar com meninas, ele é expulso do grupo e quando procura juntar-se aos meninos, passa a ser também ridicularizado, descobrindo muito cedo em sua vida, com grande sofrimento e angústia, que é diferente dos demais. Esta descoberta, a princípio é assustadora e de alguma forma identificada pela própria criança como um fato que deve ser escondido dos outros e, principalmente, da família e dos pais. Este comportamento de exclusão contribui para que a partir da adolescência, o jovem procure os guetos homossexuais, correndo riscos de tornar-se promíscuo, acentuando cada vez mais as suas dificuldades de relacionamento com heterossexuais de um modo em geral e transformando-se em objeto de fortes preconceitos por parte da sociedade.
            O fato de que as pessoas saibam que a homossexualidade é uma condição que o indivíduo traz desde o seu nascimento, na forma de  uma tendência, pode facilitar a redução do preconceito e a aceitação do ser humano que existe neste indivíduo, que, enquanto tal, possui qualidades e características que podem torná-lo apreciável e respeitável como qualquer outra pessoa. Este respeito pela natureza humana, por sua vez, pode ajudar as pessoas que vivem este tipo de situação a sentirem-se socialmente mais integradas, contribuindo para a melhora da sua auto-estima, que habitualmente costuma ficar prejudicada e ocasionar depressão.
            Em termos de Individualidade ou Essência, todo ser humano possui o masculino e o feminino dentro de si. Quando utilizo técnicas de regressão de memória, com pessoas que apresentam uma condição homossexual, normalmente encontro registros transpessoais (memória de outras épocas) em que uma personalidade feminina mal resolvida, parece  emergir e contaminar a personalidade masculina atual, externando aspectos femininos que deveriam estar armazenados no inconsciente profundo. Da mesma forma, homossexuais femininas também trazem memórias de antigas personalidades masculinas, com experiências emocionais traumáticas. Neste campo, muito ainda se terá que estudar, até que as pesquisas permitam a construção de uma teoria que possa realmente explicar a questão da homossexualidade. Até lá, o mais importante é que estas pessoas possam contar com a compreensão do fato de que, como qualquer outro ser humano, elas são muito mais do que apenas o rótulo que trazem de uma condição sexual diferente da maioria e, como tal, podem desempenhar funções úteis à comunidade em que vivem, integrando-se a ela.


SUELI MEIRELLES - Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas. MBA em Gestão de Projetos na Abordagem Transdisciplinar (UNIPAZ).  Membro do ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal. Idealizadora e Mantenedora  do SITE INSTITUTO VIR A SER. Pesquisadora de Fenômenos Psicossomáticos e Psicoespirituais, com um Banco de Dados onde se incluem mais de 2.400 casos clínicos catalogados, decorrentes de 48.000 horas de trabalho com o inconsciente profundo do ser humano. Palestrante em Congressos Interncionais. Autora do Livro “Do Divã à Espiritualidade: ATH-Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia. Ed. Idéias & Letras no qual dedica o décimo capítulo ao acompanhamento de um paciente homossexual.


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

HOMOSSEXUALIDADE

 

Considerando que cerca de 20% da população apresente tendências homossexuais, preocupa-nos que o tema da sexualidade humana, ainda seja objeto de tantos tabus e preconceitos. Para grande parte da população, leiga no assunto, a homossexualidade é originada em falhas de educação, desvio de comportamento, sem-vergonhice ou tendência promíscua, causando profundo sofrimento, e toda sorte de constrangimentos e humilhações, àqueles que apresentam tendências homossexuais, quer sejam do sexo masculino ou feminino.
            O primeiro aspecto a ser considerado, o aspecto legal, já foi objeto de regulamentação pelo Conselho Federal de Psicologia, através da Resolução CFP 01/99, que assim dispõe:

Art.3º “Os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.”
Art.4º “Os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.”

Afastados os preconceitos e tabus originários da desinformação sobre o assunto, a questão da homossexualidade pode se desmistificar, quando melhor compreendida.
Quando um bebê nasce, é imediatamente identificado como sendo do sexo masculino ou feminino, por suas características sexuais externas, sendo como tal legalmente registrado, mas, do ponto de vista psicológico, a questão é bem diferente: Pessoas que apresentam sexo fisiológico masculino ou feminino possuem características psicológicas mais masculinas ou femininas, que variam em uma longa escala de graduação. Podemos encontram homens muito masculinizados, pouco masculinizados que não tenham tendências homossexuais, o mesmo ocorrendo com as mulheres. Quando trabalhamos com Regressão de Memória, encontramos registros de inconsciente coletivo em ambos os sexos, ou seja, todas as pessoas trazem memórias transpessoais do sexo masculino ou feminino. A outra questão importante, presente no próprio desenvolvimento psicossexual da criança é o fato de que a identidade sexual psicológica, diferentemente da fisiológica, se define em torno do terceiro ano de vida, descartando a possibilidade de que o indivíduo tenha “optado" pela condição homossexual, através de uma escolha ou decisão consciente, uma vez que a capacidade de escolha da criança, somente começará a ser desenvolvida com o surgimento do pensamento abstrato, por volta do sétimo ano de vida, efetivando-se já na adolescência, quando o jovem passa a questionar os valores da sociedade em que vive. Habitualmente, a criança homossexual começa a se perceber “diferente” das outras, já muito cedo, tornando-se objeto de discriminações por parte dos grupos de colegas masculinos ou femininos, principalmente na escola. Em casa, é comum que a família utilize mecanismos inconscientes de negação da tendencia homossexual do filho (ou da filha), rotulando-o de esquisito ou retraído, sem, contudo, admitir ou dar o apoio necessário ao seu desenvolvimento psicossexual, por sentir vergonha da condição do filho, perante a sociedade. São comuns também os sentimentos de culpa e ansiedade, criando-se uma expectativa de “cura”, para que se atendam as exigências do modelo social. Sentindo-se rejeitado e discriminado dentro e fora de casa, o jovem homossexual descobre, através de muito sofrimento, que sua condição é sempre objeto de ridicularização por parte da sociedade, o que muitas vezes o leva a buscar como solução o estabelecimento de uma vida dupla, na qual por um lado, tenta atender às expectativas da sociedade, obrigando-se a manter relacionamentos heterossexuais ou procurando a vida religiosa como forma de proteger-se dos preconceitos, enquanto, às escondidas, busca satisfazer seus desejos inconscientes, o que gera altas cargas de ansiedade e sofrimento, para todos os evolvidos. Este é um caminho que pode trazer complicações muito sérias, quando conduz ao envolvimento com drogas e promiscuidade sexual, como resultado dos sentimentos de rejeição social, percebidos pela pessoa, como insuportáveis.
Os estudos desenvolvidos no campo da Regressão de Memória têm servido para trazer à luz da compreensão científica, o sentido evolutivo das situações de vida relacionadas a todo e qualquer tipo de preconceito, quer seja racial, social, cultural, econômico ou sexual. Os resultados obtidos nestas pesquisas nos orientam para a necessidade, urgente, de não julgarmos os nossos semelhantes, por não se encaixarem em padrões sociais pré-estabelecidos, já que as leis evolutivas que regem a vida humana não parecem estar baseadas na preocupação de atender aos modelos sociais, mas visam criar situações de vida que promovam a compreensão e o respeito ao outro, como ser humano que é, o que deveria permear todos os nossos relacionamentos, principalmente aqueles em que as diferenças se evidenciam, e que se constituem nas nossas melhores oportunidades de aprendizagem, evolução e aperfeiçoamento pessoal.

Para saber mais leia "Do Divã à Espiritualidade: ATH - Abordagem Transdisciplinar Holística em Psicoterapia. Ed. Idéias & Letras.
Sueli Meirelles: Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas. Pesquisadora de Fenômenos Psicoespirituais, com 31 anos de prática de consultório.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

REFLEXÕES SOBRE A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA

Sueli Meirelles[1]
            Em 2011, vivenciamos, aqui em Nova Friburgo, os estragos de uma tempestade sem precedentes, que alguns denominaram de catástrofe[2]; outros chamaram de calamidade[3]; e que todos vivenciaram como uma grande desgraça[4]. Podemos dizer o mesmo, em relação ao ocorrido no último Domingo, na cidade de Santa Maria, geograficamente localizada no coração do Rio Grande do Sul e conhecida como cidade cultura, por abrigar uma das maiores Universidades públicas do Brasil, a UFSM – Universidade Federal de Santa Maria, atualmente com cerca de 27.000 alunos, em seus cursos de graduação e pós-graduação. E agora, o coração do RGS está de luto, pela perda de mais de 200 jovens, que pereceram pisoteados ou asfixiados, no incêndio ocorrido no dia 27/01/13, na Boate Kiss, onde promoviam um evento, para angariar fundos financeiros para as formaturas... Jovens promissores; esperança de um futuro melhor para o nosso país!
Por que então pereceram? Estarão se perguntando, muitos, que estão fora desse infortúnio. A mesma pergunta, certamente, estará no coração dolorido dos pais, ao perderem um “pedaço de si mesmos”. Esse porque, certamente, também deverá ser o centro de questionamento dos responsáveis legais pelo nefasto acontecimento. Três diferentes lados de um mesmo acontecimento: As vítimas, seus parentes, e os responsáveis.
Como testemunhas televisivas em tempo real de notícias planetárias, somos envolvidos pela egrégora[5] dos acontecimentos, e conduzidos às mesmas indagações e reflexões: Qual o sentido das calamidades, catástrofes, que lançam nossos irmãos evolutivos na infelicidade e na desgraça? Qual o sentido para o fato de que, repentinamente, suas vidas sejam ceifadas ou mudem de rumo? Qual o sentido para o terrível sentimento de perda de significado de suas vidas, que antes seguiam caminhos considerados normais, tais como dormir, acordar, estudar, divertir-se, trabalhar... Qual a nova direção, seguida por uma comunidade que vivencia tão terrível experiência? Certamente precisamos extrair algo de útil de tudo isso, ampliando nossas percepções para o sentido de vida eterna, para que ela não seja apenas estúpida, cortando vidas em desenvolvimento. Daí, nossas reflexões:
1.    Quantas novas medidas de segurança serão exigidas das boates de todo o planeta, depois desse triste acontecimento?
2.    Quantas fiscalizações, quase sempre empurradas para depois, serão efetivadas, agora?
3.    Quantas novas leis e medidas serão baixadas, coibindo o descaso e desrespeito à vida?
4.    Quanto esse episódio contribuirá para o despertar da consciência dos empresários da noite?
5.    Quantas novas bandeiras e ideais serão levantados pelos pais desses jovens, com medidas de proteção à vida de outros jovens?
6.    Quanto, as novas gerações serão beneficiadas por essas medidas?
7.    Quantos diálogos entre pais e filhos, estão surgindo, nos lares, ao redor do planeta, sobre aos riscos das diversões noite a fora?
8.    Que outras opções de laser poderão ser descobertas, que sejam mais saudáveis e seguras?
            Esse acontecimento conduzirá nossa sociedade global a reflexões sobre a artificialidade que se instalou em nossa cultura, quase sem ser percebida, promovendo o retorno a formas mais  naturais  e harmônica de viver.
            Esse triste evento transforma esses jovens em missionários, na promoção de mudanças que resgatarão a qualidade de vida e segurança de milhares de outros jovens, em futuras gerações. Mais uma vez, tudo na vida tem um sentido e um propósito. De alguma forma, todos os envolvidos acabam sendo instrumentos, para o aperfeiçoamento da própria vida. Que possamos retirar preciosas lições de tudo isso, para que suas mortes não tenham sido em vão...




[1] Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas
Idealizadora do PRODET – Programa de Dessensibilização de Experiências Traumáticas implementado em Nova Friburgo, em 2011.
[2]CATÁSTROFE: Grande desgraça, acontecimento funesto, calamidade. Fim lastimoso. Fonte: Dicionário Virtual.
[3] CALAMIDADE: Desgraça pública, catástrofe, desastre: a fome, a guerra são calamidades.
Infortúnio que atinge uma pessoa ou um grupo de pessoas. Fonte: Dicionário Virtual.
[4] DESGRAÇA: Acontecimento lamentável, funesto; infortúnio, desventura, infelicidade, desdita. Fonte: Dicionário Virtual
[5] EGRÉGORA: ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembleia, ou seja, é um campo de força criado no Plano Astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões mentais e emocionais. Fonte: Dicionário Virtual.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

NOVA FRIBURGO: Cidade Turística?

 Sueli Meirelles[1]
Na semana entre Natal e Ano Novo, O Turista veio do Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de familiar residente em Nova Friburgo. Com dificuldades, a família conseguiu reservar uma mesa para o grupo, num bom restaurante da cidade (existem muitos), mas foi avisada para que chegassem a tempo, pois todo o comércio, aqui, fecha cedo. Durante o jantar, em conversa informal, o garçom disse que trabalhou muito durante o ano inteiro e precisava descansar, expressando alegria pelo merecido intervalo. O Turista sentiu-se como um intruso indesejado e reagiu com descontentamento. Ainda assim, resolveu ficar para passar o Reveillion com a família, em Nova Friburgo, e ligou para vários restaurantes e hotéis. Gradativamente, foi sendo informado de que a maioria deles não teria eventos. Quase desanimando, conseguiu reservar uma vaga num hotel tradicional da cidade, onde decidiu também se hospedar (Bom par o hotel).
No primeiro dia do ano, a família combinou se encontrar para o almoço e surgiram novas dificuldades. Muitos restaurantes estavam fechados. Depois de várias pesquisas, almoçaram num restaurante comercial, no centro da cidade. O Turista sentiu-se confuso e, com sua visão de comerciante de grande centro cosmopolita, indagou: _ Por que uma cidade tão bonita como Nova Friburgo, não investe mais em sua imagem de cidade turística? Por que uma cidade tão cheia de belezas naturais, com um clima privilegiado, não faz propaganda maciça sobre essas riquezas, para os sufocados e estressados habitantes do Rio e de São Paulo? Por que uma cidade situada numa área de produção horti-fruti-granjeira, que deixa maravilhados os que vem de fora, não tem uma estrutura de funcionamento que de suporte ao movimento turístico? Por que as já famosas lojas de lingerie não aproveitam o período de festas de fim de ano, para promoverem ofertas e aumentarem suas vendas, tendo como foco os turistas? Por que a cidade não promove eventos temáticos, que possam se tornar tradicionais e atrair turistas de várias partes do Brasil e do exterior? Não existem aqui 12 colonias de imigrantes? E os Festivais de Inverno? Não poderiam receber mais apoio de todos, inclusive com divulgação através do Facebook, trazendo belos espetáculos, a exemplo do que aconteceu nos anos de 2010 e 2011 (apesar da catástrofe ocorrida) e que surpreendeu os que aqui vieram, pela qualidade dos eventos? Será que os friburguenses não percebem o alto potencial turístico de sua cidade, que tem a oferecer justamente aquilo que os grandes centros urbanos não conseguiram preservar?
O Turista despediu-se de seus familiares, lamentando o ocorrido. Por fim, perguntou pelo teleférico, onde tempos atrás havia passado bons momentos, comendo deliciosos petiscos, jogando boliche e apreciando a vista panorâmica da cidade.
Diante de tudo isso, fica para nós, friburguenses legítimos ou adotivos, um espaço de reflexão, para o desenvolvimento de novas estratégias que possam impulsionar o turismo em nossa cidade, captando eventos como feiras e congressos capazes de atrair o público mais qualificado, em busca de aprimoramento pessoal e profissional; formadores de opinião, que poderão levar boas e confiáveis notícias de Nova Friburgo, atravessando o jargão trágico que já começa a comprometer a imagem da cidade, afastando-a, cada vez mais, de seu destino glorioso.
Acreditemos: Estas serras de enorme estatura, Alcançando das nuvens o véu, São degraus colocados na altura, São escadas que vão para o céu (Estrofe do Hino de Nova Friburgo).




[1] Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas
Membro da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal
MBA em Gestão de Projetos na Abordagem Transdisciplinar (UNIPAZ – Universidade Internacional da Paz)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

DEPOIS DO FIM DO MUNDO


            Profecias são símbolos inconscientes que necessitam de uma leitura psicológica mais profunda, como no mito de Papai Noel, que é auxiliado pelos Elfos[1] na confecção de brinquedos para as crianças. Este espírito imaginativo se projeta para o futuro, captando probabilidades de ocorrências de eventos, que poderão se concretizar, caso nenhum pensamento contrário seja produzido, modificando a probabilidade prevista. Assim ocorreu em relação ao ano de 2012. Tomando por base as Profecias Maias, que sinalizavam o final de um ciclo evolutivo, as grandes mídias televisivas e cinematográficas efetuaram uma leitura superficial, distorcendo-as ao próprio gosto, sempre em busca de visões catastróficas que pudessem impressionar o público leigo e desavisado. Pronto o quadro premonitório, as “novas profecias” foram alardeadas aos quatro cantos do mundo, envolvendo pessoas crédulas e ingênuas, que passaram a temer grandes catástrofes, que iriam por fim ao planeta Terra.
            Nos bastidores das profecias, alguns milhares de pessoas voltadas para os estudos mais profundos da linguagem simbólica, sabiam que as profecias se referiam simplesmente ao final de um ciclo civilizatório, que a exemplo do término das estações do ano, dariam início a novos padrões psíquicos e comportamentais, tanto da Natureza como dos seres que a compõem. Mas, afinal, o que, efetivamente, terminou em 21/12/12?
            Habitualmente envolvidos com os problemas concretos do dia a dia, na maioria das vezes nos esquecemos de que fazemos parte de um sistema mais amplo e complexo, que envolve a todos nós. A data de 21/12/12 marca um reboot [2] , 9 dias após a entrada de nosso sistema solar no Cinturão de Fótons[3] de Alcion, em 12/12/12, campo vibratório responsável pelas explosões solares que causam o aquecimento global, que por sua vez afetam o psiquismo humano, pela incidência de mais luz em nossas retinas, o que também corresponde à ampliação de consciência, como meta do processo evolutivo da humanidade. Assim, ficando mais conscientes do sentido de nossa existência no mundo, liberamos os modelos disfuncionais da civilização que terminou, para desenvolvermos novas estratégias que nos permitam reorganizar o caos social deixado pelo velho mundo. Trazendo esta linha de raciocínio para a realidade do dia a dia, em relação à nossa Friburgo, cidade fundada por D. João VI, em 16/05/1818, desperta-nos a atenção a duplicidade do 18=9 (transformação) O que precisamos transformar, nesta cidade que viveu o fim do antigo ciclo em 11/01/11?... Basta olharmos em volta para que possamos perceber a necessidade de um grande mutirão para reconstruirmos o mundo que nós mesmos destruímos, com nossa falta de consciência ecológica: Primeiramente, precisamos arborizar nossas ruas. Voce já plantou a sua árvore? Cada ser humano precisa de uma árvore para poder respirar ar puro e ter índices pluviométricos equilibrados[4] sobre a sua cabeça. Voce separa o lixo reciclável do lixo orgânico, para facilitar a coleta seletiva? Voce já adquiriu sacolas reutilizáveis para suas compras? Voce passou a sorrir para as pessoas e elogiar o que elas fazem de bom e útil? O que você pode fazer pela sua cidade? Qual o seu papel no contexto social em que você está inserido? Como, enquanto cidadãos, poderemos transformar a Nossa Friburgo em Novo Modelo Civilizatório, a ser seguido por outras cidades, até que todas revelem esse Novo Mundo que acaba de nascer? ...MÃOS A OBRA!!!
                                                                                                   
                                                                                                 SUELI MEIRELLES



[1] Silfos – Elementais do ar que correspondem ao nível psíquico do ser humano; à sua capacidade imaginativa, capaz de colocar a matéria em movimento.

[2] Reinício.
[3] Campo de Luz Cristalina perpendicular à órbita da estrela Alcion, em torno da qual gravita o nosso Sistema Solar.
[4] Cada árvore retém 200 litros de água, que molham  a terra, tornando-a produtiva, gerando nascentes e reduzindo a quantidade de água na forma de vapor d’água (nuvens), responsáveis pela chuvas torrenciais.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ORAÇÃO DE ANKH


EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade entre os Opostos.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
entre o Espírito e a Matéria;
entre o Masculino e o Feminino;
entre a Razão e a Emoção.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre o Oriente e o Ocidente.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre o Reino Elemental, Mineral, Vegetal, Animal, Humano e Angélico, no longo caminho de retorno à
Casa de Nosso Pai Celestial.
EU SOU ANKH refletindo a Unidade
 entre todas as Crenças, entre todas as Raças, entre todas as
 Classes Sociais, Econômicas e Culturais.
E com toda Fé, eu ancoro em Meu Coração a
 Chama Crística da Paz,
E ao descer esta Montanha, Serei um Novo Ser,
 na construção de um Novo Mundo,
 expandindo a PAZ  pelos caminhos por onde Eu Vou.
E como é dado a todo Aquele que Crê,
Que seja feito segundo a Minha Fé,
em Nome de Deus Pai/Mãe, do Filho e do Espírito Santo.
Amém.