A cidade de Nova Friburgo, situada na região serrana do Estado do Rio de Janeiro/Brasil, foi fundada por Decreto Imperial de D. João VI, em 16/05/1818, para acolher imigrantes suíços, na Fazenda do Morro Queimado. Posteriormente, outras colonias aqui se instalaram, trazendo grande enriquecimento cultural: Alemães, Franceses, Libaneses, Portugueses, Espanhóis, Austríacos, Húngaros, Italianos, Japoneses e Africanos, para cá vieram, transformando a cidade num Caldeirão Cultural, formado por essas 12 nações, incluindo os pioneiros suíços e os brasileiros.
Para saber mais sobre a História das Colonias, acesse: http://www.mesdascolonias.com.br/colonias.php
Aqui, temos festas no decorrer de todo o ano, quando, cada colonia comemorando suas tradições, com muita música, danças e comidas típicas. É comum vermos tenores cantando em plena praça pública, acompanhados pelas duas bandas centenárias da cidade:
Copie os links e acesse no Youtube:
Banda EUTERPE:
http://www.youtube.com/watch?v=_6NPQoHR2Sc
e BANDA CAMPESINA:
http://www.youtube.com/watch?v=SnIpx_t9jNU
Além de muitos outros talentos:
NATIVOS:: RAPHAEL VERONESE:
http://www.youtube.com/watch?v=CjNOlUqnkM4
e ADOTIVOS:: MARTIN FERNANDEZ (Argentino)
http://www.youtube.com/watch?v=Jjn8u0XbE94
Sem contar os ilustres convidados, que desenvolvem maravilhosos trabalhos sociais:
ORQUESTRA JOVEM DE CAMPOS:
http://www.youtube.com/watch?v=7-mtUFSMZ5w:
ORQUESTRA DE VIOLINOS DE VOLTA REDONDA
http://www.youtube.com/watch?v=Tdin3c0vIoU
Todos são capazes de nos revitalizar, preenchendo nossos corações com a música, o canto, a dança e a alegria de nos envolvermos com tudo isso.
O FESTIVAL DE INVERNO DE NOVA FRIBURGO reflete esse amor pela cultura, reunindo artistas nacionais e internacionais que, neste ano de 2014 estarão se apresentando no COUNTRY CLUB DE NOVA FRIBURGO, cartão postal da cidade, também pleno de história e tradição.
Veja: http://www.nfcc.com.br/conteudo.php?conteudo=principal
O acesso a Nova Friburgo é feito pela RJ-116, estrada bem pavimentada que sobe as montanhas, serpenteando em meio à Mata Atlantica preservada, onde o frio sub-tropical abre nossos apetites para a excelente gastronomia, e para o acolhimento na diversificada Rede Hoteleira da cidade.
Copie os links e acesse no Google:
RESTAURANTES EM NOVA FRIBURGO
https://www.google.com.br/#q=restaurantes+de+nova+friburgo
HOTÉIS EM NOVA FRIBURGO
https://www.google.com.br/#q=hot%C3%A9is+em+nova+friburgo
A produção agrícola de horti-fruti-granjeiros e flores é um capítulo à parte, sem falarmos na indústria de Moda Ïntima, tão atrativa para as visitantes. Veja:
HORTAS EM NOVA FRIBURGO
https://www.google.com.br/search?q=hot%C3%A9is+em+nova+friburgo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=NOsNU42pFMaAkQehzID4Bg&ved=0CAgQ_AUoAg&biw=1280&bih=687#q=hortas+em+nova+friburgo&tbm=isch
FLORES EM NOVA FRIBURGO
https://www.google.com.br/search?q=hot%C3%A9is+em+nova+friburgo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=NOsNU42pFMaAkQehzID4Bg&ved=0CAgQ_AUoAg&biw=1280&bih=687#q=FLORES+em+nova+friburgo&tbm=isch
MODA ÍNTIMA EM NOVA FRIBURGO
https://www.google.com.br/search?q=hot%C3%A9is+em+nova+friburgo&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ei=NOsNU42pFMaAkQehzID4Bg&ved=0CAgQ_AUoAg&biw=1280&bih=687#q=MODA+%C3%8DNTIMA+em+nova+friburgo&tbm=isch
Agora que voce já sabe o caminho do paraíso, fique alerta. Em breve divulgaremos, neste Blog, a programação do FESTIVAL DE INVERNO DE NOVA FRIBURGO/2014.
SUELI MEIRELLES Website: www.institutoviraser.com
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Tradução
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
O VÍCIO DO JOGO
Há alguns
anos, nas proximidades das folias de Momo, que sempre ajudam a minimizar os problemas
nacionais, o brilho do Carnaval foi ofuscado pelo pipocar de mais um escândalo,
trazendo nervosismo e preocupação ao mundo político e financeiro. Por detrás
das denúncias, amplamente divulgadas através dos noticiários da época, sobre as
falcatruas motivadas pelo vício da corrupção, outro vício, o vício do jogo, tão
destrutivo quanto o primeiro, trouxe a público o drama de milhares de pessoas
que, impedidas de jogar, em virtude do fechamento dos bingos, entraram em
estado depressivo, com isto evidenciando, o quanto já estão dependentes. Pela relevancia da questão, retorno ao assunto.
Assim como a dependência de álcool,
por exemplo, freqüentemente mascarada como hábito social, o vício do jogo vai-se
instalando sorrateiramente, até que a pessoa não consiga mais se livrar dele.
Seja através de carteados, roletas, máquinas caça-níqueis, ou qualquer outro
jogo de azar, grandes patrimônios já se perderam da noite para o dia, quando
compulsivos chefes de família cederam ao domínio do vício. Mesmo depois de
juras e promessas, diante do sofrimento dos familiares, quando se vêem à beira
da ruína, o dependente, após intensa e exaustiva luta interior, torna-se
invariavelmente o grande perdedor, sempre vencido pelo impulso de jogar mais
uma vez.
Como qualquer outro, o vício do jogo
é um comportamento de compensação para conflitos emocionais não resolvidos. Em
nível consciente, o viciado pensa apenas em divertir-se e esquecer os
problemas, desviando o foco de atenção das preocupações de vida para o jogo e,
automaticamente substituindo um foco “negativo” ( o problema em questão) por um
“positivo” ( a expectativa de ganhar), às vezes até mesmo na intenção de
resolver o primeiro, se este for um problema financeiro. Ao fazer isto,
inadvertidamente o viciado está criando uma conexão neurológica em seu cérebro,
entre o ato de jogar e a imagem de ganho ou solução que deseja alcançar,
ativando a produção de substâncias químicas responsáveis pela sensação de
prazer. Este alívio temporário para o estado de tensão em que vive, torna-se
então o grande responsável pelo desenvolvimento do vício, uma vez que o cérebro
humano é programado para afastar-se de tudo aquilo que traga sofrimento e
aproximar-se de tudo aquilo que cause prazer.
Poderíamos então perguntar por que o
sofrimento da família não é suficiente para afastar o viciado do jogo. O que
ocorre é que todo viciado sempre acredita que irá ganhar da próxima vez. Nenhum
jogador compulsivo busca o jogo acreditando que irá perder. Sua mente fica
obcecada por estratégias de jogadas, podendo chegar a criar até rituais e
superstições, com a crença de que elas lhe trarão mais sorte no próximo jogo.
Quanto mais enredado e endividado ele estiver, maior será a tensão emocional gerada,
e maior a compulsão para jogar.
Como o vício do jogo não traz os
problemas imediatos de saúde física decorrentes de vícios tais como álcool e as
drogas, o viciado em jogo tem muito mais dificuldade para livrar-se desta
dependência puramente emocional, somente buscando ajuda, quando já se encontra
totalmente arruinado.
Como todo dependente, o viciado em
jogo tem uma estrutura de personalidade imatura, despreparada para enfrentar os
desafios da vida. Sua dinâmica de relação com o trabalho também pode ter sido
distorcida, fazendo com que este lhe pareça um grande castigo ou sacrifício, ao
invés de ser uma fonte de realização, que igualmente lhe traria uma sensação de
prazer e bem estar, além do necessário recurso financeiro. Como isto não
ocorre, a idéia de lucro fácil atende ao desejo de satisfação imediata do
psiquismo imaturo, funcionando como uma isca para o incauto jogador, até que
ele se veja colhido pela rede de credores ou banqueiros de jogo que, do outro
lado da mesa, também são viciados no fabuloso lucro alcançado às custas da
desgraça alheia.
Para que alguém consiga libertar-se
da doença, torna-se necessário um profundo trabalho de Reprogramação Mental,
através do qual serão identificadas as distorções dos simbolismos registrados
no inconsciente. Estes símbolos distorcidos, responsáveis pelos comandos do
comportamento compulsivo, deverão ser substituídos por simbolismos
construtivos, também disponíveis na mente do indivíduo, voltados para a sua
realização pessoal e sustentabilidade. Neste processo, serão trabalhados todos
os desvios do caminho original de auto-expressão, resgatando-se os potenciais
positivos que efetivamente cada ser humano já possui dentro de si mesmo.
SUELI MEIRELLES Site: www.institutoviraser.com
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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
MEDICALIZAÇÃO DA VIDA
Em
artigo publicado no Jornal do Conselho Regional de Psicologia,
uma síntese de Dissertação de Mestrado sinaliza o grave problema da
medicalização da vida: Desde as depressões, síndromes de pânico, hipertensão
arterial, até a hiperatividade e dificuldades de aprendizagem, passando pelos
problemas sexuais de uma população estressada e oprimida por múltiplos
problemas sócio-econômicos, tudo, absolutamente tudo é reduzido à falsa idéia
de que a pílula mágica resolve todos os problemas, sem que o paciente tenha que
parar para rever seus conceitos de vida.
Desde que a química
descobriu o efeito das substâncias sobre o organismo humano, no século XVII,
desenvolveu-se o hábito de “combater” os sintomas, sem que, efetivamente, haja
uma preocupação em buscar as suas causas, as quais, obrigatoriamente, estão
relacionadas a dinâmica que cada pessoa estabelece com o mundo externo.
Hoje,
a bilionária “Indústria da Doença” investe mais na propaganda de medicamentos,
para todos os tipos de mazelas humanas, do que em pesquisas, principalmente
aquelas que afetam as populações de baixa renda (como a doença de chagas e a
febre amarela), que não se encaixa no perfil de “bom consumidor”.
As
pesquisas realizadas restringem-se àquelas que podem resultar no aumento do
consumo de medicamentos. Pesquisas sobre os efeitos da meditação sobre a
hipertensão arterial; pesquisas sobre os efeitos da alimentação saudável sobre
o organismo; pesquisas sobre os efeitos da psicoterapia sobre as doenças
psicossomáticas, não têm patrocínio; pelo contrário, sofrem um processo
subliminar de desvalorização, em programas televisivos que indagam, em alto e
bom som, “se” elas, efetivamente, produzem resultados, embora estes, desde há
muito já tenham sido comprovados, na longa prática dos consultórios. Fala-se
sobre a hipertensão secundária (causada pelo mau colesterol), mas não se fala
sobre a hipertensão primária (causada pelo estreitamento das artérias, por
tensão nervosa); não se fala do diabetes de origem emocional (causado pela
alteração bioquímica dos comandos emocionais originados no hipotálamo (este comanda
sede, sono, sexo, temperatura e pressão arterial, e todas estas funções podem
ser afetadas por descargas emocionais, que produzem alterações bioquímicas no
organismo).
Massificada pela
propaganda diária, a população (principalmente a brasileira, a quem são ainda
vendidos medicamentos desde há muito proibidos em países de primeiro mundo)
habituou-se ao uso diário de medicamentos, que contribuem para a cronificação
de muitas doenças. A simples diminuição do padrão de normalidade da pressão
arterial, aumenta, significativamente, a quantidade de pessoas consideradas
hipertensas, tendo, como conseqüência imediata, um assombroso (e lucrativo)
aumento do consumo de anti-hipertensivos. Como o próprio nome define,
hiper-tensa é a pessoa que está muito tensa, diante de situações de vida
diária, sobre as quais ela não tem poder de mudança. Depressiva, é a pessoa que
se sente impotente diante de situações que estão fora do seu controle.
Portadoras de síndrome de pânico são as pessoas que não encontram segurança em
recursos materiais, diante das assustadoras transformações sociais que ocorrem
no mundo de hoje. Dificuldades de aprendizagem tem a criança que não teve
estimulação lingüística nos primeiros meses de vida; que vive conflitos
emocionais e sociais, em famílias desestruturadas; que não teve uma alimentação
ou estimulação adequada, nos primeiros anos de vida...
Desinformada
sobre as verdadeiras origens das doenças; considerando-as como algo que ocorre
de forma alheia à própria vontade; ignorando a relação mente-corpo-espírito, a
população consome bilhões de reais em medicamentos, durante anos a fio,
“controlando” doenças crônicas que são mantidas por estados emocionais, também
cronificados. Padrões mentais cristalizados provocam sempre as mesmas
alterações emocionais, que produzem sempre as mesmas alterações bioquímicas,
que alimentam sempre os mesmos sintomas, numa interminável repetição de um
estilo de vida, cada vez mais doentio.
Será
possível reduzirmos a dinâmica da vida a uma simples “pílula mágica”? Seria
como desligamos o painel do carro, quando este acusa falta de óleo, e continuarmos
a dirigir, como se tudo estivesse bem, danificando nossos veículos
Até quando vamos nos
recusar a compreender que o sintoma é um pedido de socorro, de um organismo que
está vivendo em condições inadequadas à manutenção da saúde?
SUELI MEIRELLES Site: www.institutoviraser.com
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domingo, 2 de fevereiro de 2014
PAIS DEGRADADO
Como de costume, sempre que escrevo
sobre um tema, procuro, primeiramente, o seu significado lingüístico.
Compreender o sentido profundo de cada termo, abre-nos as portas da percepção
para muitos significados ocultos ou esquecidos, com o empobrecimento cultural
do nosso país. Ao pesquisar o verbo degradar, encontrei: “1. Privar de graus, dignidades ou encargos. 2.
Aviltar. Degradação: 1. Destituição ignominiosa dum grau, qualidade etc. (dicionário
Aurélio, pág. 153). Para Ignomínia,
encontrei: “”Grande desonra; infâmia” (Dicionário Aurélio, pág. 273).
O primeiro verbo encontrado – privar
- nos traz a primeira questão: Como nossa população é privada de tudo! Da
segurança, da saúde e da educação tão alardeadas nos períodos eleitorais.
Privada também da possibilidade de subir em graus: graus de escolaridade, de
qualidade de vida. Tornamo-nos uma população sempre empurrada, degraus abaixo,
pela exorbitância dos juros que enriquecem as financeiras transnacionais, que
se somam aos bilhões desviados pela corrupção, tomando o rumo de terras estrangeiras.
Privada das dignidades e do respeito que lhe seriam devidos por nossos governantes,
para que tivesse auto-estima. Privada de poder orgulhar-se de ser brasileira,
quando o país estoura nas manchetes internacionais, reforçando a imagem de povo
primitivo e violento, difundida nos países de primeiro mundo. Vítima de grande
desonra e profundamente ferida pela infâmia daqueles que se vendem, chafurdando-se
na contagiosa lama da corrupção. Ignominiosamente destituída de sua qualidade
de vida, a população brasileira permanece na alienante apatia cidadã, daqueles
que estão cada vez mais distante das oportunidades que uma estrutura sócio-econômica
voltada para o bem comum, lhe poderia oferecer.
Como de costume, também gosto de
recorrer à pesquisa histórica, porque somos, por tudo o que foi anteriormente
referido, uma população de pouca escolaridade e curta memória.
Quando pensamos no nosso imenso
Brasil, o que nos vem à mente é a sua riqueza natural (tanto em beleza como em
recursos), que faz com que este país tenha o potencial de um paraíso, onde uma
população saudável e alegre poderia conviver pacificamente.
Como
disse Pero Vaz de Caminha, em carta a El Rei, D. Manuel: “Até agora não pudemos saber se há ouro ou prata nela, ou outra coisa de
metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si é de muito bons ares
frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora
assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas; infinitas. Em tal maneira é
graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo (...)!” (site: www.cce.ufsc.br).
Como bem sabemos, havia, e ainda há
metais e pedras preciosas, que desde as primeiras expedições “exploradoras”,
tomaram o caminho da Europa, abrindo um canal de esvaziamento de nossas riquezas,
que ainda hoje enchem os cofres dos paraísos fiscais.
Como tão bem reconheceu Caminha, “a terra em si é de muito bons ares”,
embora também sofra degradação, pela ganância daqueles que não respeitam nossas
reservas ambientais. “As águas são
muitas; infinitas”, disse ele. Até quando? Indagamos, nós: Se o mundo
todo está com os olhos voltados para este recurso cada vez mais escasso? “Em
tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo (...)”
O que impede que nós, brasileiros
queiramos aproveitar e, verdadeiramente amar esta terra abençoada que provocou
tantos elogios há mais de quinhentos anos atrás?...
SUELI MEIRELLES Site: www.suelimeirelles.com
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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
A TORMENTA ESTÁ CHEGANDO
“A não violência é a arma dos fortes”
(Gandhi)
Enquanto
assistimos passivamente, no conforto de nossas poltronas, ao BIG BROTHER BRASIL,
sem que estejamos percebendo estamos participando, também, do reality show da
globalização, um fenômeno econômico identificado pela imprensa da área mundial,
na década de oitenta, e que, desde então, vem sendo estudado pelos meios
acadêmicos, em função dos seus efeitos positivos e negativos, na vida de toda a
humanidade.
A partir do desenvolvimento dos meios de
comunicação, formou-se uma rede de intercomunicação que conecta, em tempo real,
todo o planeta, promovendo uma compactação do tempo e um encurtamento do
espaço, e obrigando-nos a uma convivência forçada, dentro do que hoje chamamos
de “Aldeia Global”. Quer estejamos interessados ou não, modelos culturais dos
países economicamente mais fortes chegam até nós, impondo-se sobre a cultura
local. Sem que tenhamos percebido, fomos condicionados a usar roupas “Jeans”, o
traje típico dos cowboys americanos, mesmo não cuidando de gado; bebemos
Cola-Cola, num país rico em frutas, durante todas as estações do ano;
“acreditamos” que os produtos importados são sempre melhores do que os
nacionais, tudo isto em função dos maciços investimentos em propaganda
comportamental, aos quais somos submetidos desde a infância. Sem que
percebamos, as decisões econômicas dos países do chamado primeiro mundo, afetam
nossas vidas, independentemente do ponto do planeta, no qual estejamos vivendo.
A maneira como estes países lidam com os recursos naturais, principalmente com
a água, já começam a nos afetar e, talvez quando acordarmos seja tarde demais.
Nas últimas décadas, os países mais ricos têm investido pesadamente na
aquisição de terras brasileiras, ricas em petróleo, água e biodiversidade.
Desta forma, eles se preparam para o esgotamento desses recursos em seus países
de origem, onde o desrespeito à natureza, abrevia, rapidamente, a possibilidade
de permanência do homem, em regiões nas quais o desequilíbrio ecológico vem se
tornando cada vez mais acentuado.
Na cidade de São
Lourenço, Sul de Minas, a Nestlé desmineralizou as tradicionais águas da
região, para comercializá-las através da marca “Pure Life”, e a Cola-Cola vem
adquirindo terras, em lugares onde existem grandes reservatórios de água
potável. Enquanto tudo isto está acontecendo, bem debaixo de nossos narizes, a
terra, enquanto organismo vivo sofre as conseqüências dos desatinos cometidos
em nome do poder e da ambição desmedida, daqueles para quem a vida se resume a
uma existência, durante a qual, o desejo de lucro se sobrepõe à consciência do
que possa resultar para as futuras gerações. Silenciosamente, gigantescos
blocos de gelo desprendem-se do Continente Antártico, fazendo subir o nível dos
mares e dessalinizando as suas águas, alterando o equilíbrio ecológico
necessário para a manutenção de todas as formas de vida, inclusive a nossa. Em
conseqüência disso, a ressonância Schuman (o fenômeno de aceleração do tempo de
rotação da terra), também altera nossos ritmos biológicos, gerando stress e
aumento dos índices de infarto. Ao mesmo tempo, as intensas explosões solares
afetam as redes elétrica e também as nossas mentes. Sem que nos lembremos de
que somos “parasitas” de superfície desse grande e maltratado organismo vivo
que é a terra, contribuímos, com a nossa inconsciência, para que este processo caminhe,
a passos largos, para o desencadeamento de uma reação ecológica global que,
como no filme “O Dia Depois de Amanhã”, promoverá, através de catástrofes
naturais, o retorno ao equilíbrio perdido, desta forma protegendo a vida maior
do planeta, em detrimento da vida de seres humanos inconsequentes, e apesar da
vida dos inconscientes, que nada fazem em relação a isso.
Mas, como reagirmos de
forma pacífica? Em resposta, o grande mestre da não violência, Gandhi, nos
convida ao desinvestimento de tudo aquilo que não contribua para o
aperfeiçoamento do ser humano. Ele nos convida a fazermos uma avaliação diária,
de todos os nossos comportamentos não ecológicos; de todo o consumismo
desenfreado, com o qual procuramos compensar as nossas frustrações de vida; ele
nos convida a não comprarmos produtos de empresas que não tenham uma política
de respeito à ecologia; ele nos convida a refletirmos sobre os nossos conceitos
de qualidade, principalmente de qualidade de vida, para que possamos perceber
que, jamais a alcançaremos, enquanto o nosso conceito de qualidade estiver
atrelado ao custo, à marca e aos modismos dos produtos que consumimos.
SUELI MEIRELLES Site: www.suelimeirelles.com
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terça-feira, 7 de janeiro de 2014
CONCESSÃO
Corações se abrindo,
Luzes subindo,
O Mestre sorrindo.
Corações em comunhão,
Plenos de compaixão,
Por si e pelo irmão.
Pequeno e profundo
canto,
Servindo de acalanto,
Ao humano sofredor,
Que pede com ardor,
O fim da própria cruz,
Ao Amado Mestre Jesus,
Que lhe diz, do alto do
seu coração:
_“Que Assim Seja,
Agora e para sempre,
Para todo aquele que
comunga do perdão!”
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Poema canalizado por Sueli Meirelles, ao final da palestra sobre Reforma Íntima, realizada em 06/01/14, no GEELL – GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS LEGIONÁRIOS DA LUZ
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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
EM HARMONIA COM A NATUREZA
Se
perguntarmos a qualquer pessoa, onde está a natureza, talvez ela olhe pela
janela, procurando alguma árvore entre os prédios da sua cidade. O que ela e
muitos de nós esquecemos, é que fazemos parte desta mesma natureza da qual estamos
tão desconectados. Muitos de nós acordamos pela manhã, já preocupados com as
tarefas do dia, e sequer olhamos para o céu, assim como também não percebemos
todos os outros elementos da natureza com os quais convivemos em nosso
cotidiano.
O primeiro reino da natureza é o
Reino Elemental, constituído de pura energia, nas suas várias formas de
expressão. Esta energia está presente no ar que respiramos, na água que
utilizamos para beber, cozinhar, está no elemento terra, no chão em que
pisamos, e no fogo, imprescindível para o trabalho de cozimento dos alimentos e
de moldagem dos metais.
O segundo reino da natureza é o
Reino Vegetal, constituído de energia e sensibilidade, presente em uma escala
evolutiva, que vai desde as ervas daninhas até as flores. A energia dos
vegetais afeta diretamente o nosso sistema nervoso, reequilibrando-o. Por isso
nos sentimos mais tranqüilos, quando estamos em contato com o verde.
O terceiro reino da natureza é o
Reino Animal, constituído de energia, sensibilidade, instinto e pensamento
rudimentar, numa escala evolutiva que se inicia com as feras e termina com os
animais domésticos. Quando convivemos com eles, reativamos os nossos instintos,
com a oportunidade de avaliarmos em que estado de aperfeiçoamento nos
encontramos. Muitos de nós, ainda agimos como as feras, deixando que o instinto
se sobreponha ao raciocínio; outros descarregam sobre os animais os seus
instintos embrutecidos; outros, ainda, atiçam a agressividade dos animais,
treinando-os para que se transformem em feras assassinas, invertendo o processo
de aprimoramento natural, para o qual todos os seres foram criados.
No reino humano, a energia vital
aparece individualizada, com poder de escolha e capacidade co-criativa em
relação à transformação de todos os recursos naturais, com direitos e deveres
em relação aos outros quatro reinos que lhe são subordinados.
O desconhecimento do ser humano,
quanto a sua responsabilidade para com a natureza vem ameaçando inclusive a
própria espécie humana. Se não cuidarmos destes sistemas aos quais estamos
interligados, corremos o risco de comprometer de tal forma a vida no planeta,
que nem o chamado homo sapiens (Será ele realmente sábio?) terá
condições de sobrevivência. Uma simples reflexão diária nos mostra que o
excesso ou a escassez de qualquer um desses elementos ameaça imediatamente a
vida humana: Se não tivermos água morreremos e se tivermos enchentes que
alaguem tudo, também. Sem o fogo, a vida fica estagnada, mas quando fora de
controle, ele se torna destrutivo.
Em nosso próprio organismo temos a
representação de todos estes reinos: A mesma energia vital da natureza está
presente dentro de nós; os metais da terra, também constituem nossa matéria
orgânica; a sensibilidade dos vegetais corresponde ao nosso sistema nervoso, também
chamado de sistema vegetativo; nossos instintos correspondem ao instinto
presente na vida animal. O dentro e o fora são um só e precisam estar sob o
comando do princípio inteligente que nos habita, para que possamos preservar a
vida de nosso planeta como um todo. Até mesmo a riqueza ou a pobreza em que a
humanidade vive, está relacionada com este princípio de equilíbrio e
desequilíbrio gerado pelo próprio homem.
Torna-se fundamental, neste momento,
resgatarmos a consciência da necessidade de restabelecer o equilibro entre os
micro e macro sistemas que constituem a grande cadeia da vida, desde a célula
até o homem, pois o desequilíbrio ecológico já ultrapassou o ponto em que
poderia ser revertido sem a nossa ajuda. É preciso que seres humanos despertos
estejam atentos, atuando como fiscais da natureza, em cada momento em que
aqueles que ainda se encontram com a sensibilidade adormecida degradam a terra,
poluem as águas, maltratam plantas e animais.
No sentido metafísico, o mito do
paraíso representa exatamente este modelo de equilíbrio, dentro do qual homens,
animais e plantas poderão voltar a viver perfeitamente integrados as demais
forças da Natureza. Como resultado do despertar desta nova consciência, a
humanidade alcançará um grau de sensibilidade, que a tornará capaz de respeitar
a vida em todas as suas formas de expressão, inclusive e, principalmente, a
própria vida humana, hoje tão desvalorizada.
SUELI MEIRELLES Site: www.suelimeirelles.psc.br
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