Tradução

quinta-feira, 11 de julho de 2019

PROJETO ANIVERSÁRIO SOLIDÁRIO




sexta-feira, 21 de junho de 2019

PRA QUE CHORAR - Poema



Ganhei este anjinho de uma cliente que, naquela ocasião, disse-me que vinha ao consultório para "Lavar o coração". Realmente, este é o sentido da Psicoterapia. Para ela, escrevi este poema:


PRA QUE SERVE CHORAR?

Chorar serve para lavar o coração,
 Liberando a emoção
Contida nas mágoas.

Chorar serve para desatar os nós
Que travam o fluxo amoroso em direção a Vós!

Muitas pessoas não se permitem chorar,
Acreditando que aquele que não chora, é forte.
Pois acredite que aqueles que não choram,
Vivem muitas mortes,
Quando não deixam o Perdão
Lavar a própria sorte.

Chorar é muito saudável!
Tem o sentido de salvação!
Chorar é estar a salvo
Das dores que ferem o coração.

Chorar é libertação
Do passado que não serve mais.
Libertação de todas as dores e ais.

Chorar é renovação!
Até que a pura emoção
Expresse a alegria
De poder viver em Paz!
E não chorar por tristeza,
Nunca mais!...

Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 19/06/19.



terça-feira, 28 de maio de 2019

BABELLE - Poema




(*) Sueli Meirelles
Babelle
Mulher Borboleta
Que dorme no casulo existencial
Sentindo-se horrível,
Sem Igual!

Babelle
Mulher Borboleta
Que desperta para o seu potencial,
Enfim, descobrindo-se
Um Ser sem igual.

Babelle
Mulher Borboleta,
Que sai do casulo
Com asas úmidas e frágeis
E com movimentos ágeis,
Prepara-se para o vôo primordial.

Babelle
Mulher Borboleta,
Que ocupa seu lugar no mundo,
De modo fecundo,
Encontrando as flores
Da realização pessoal.


Nova Friburgo, 21 de Maio de 2019.

(*) Poema composto por Sueli Meirelles para o Programa Bebelle, da TV Cidade, em Nova Friburgo, apresentado por Sílvia Barretos. Link para o programa: https://www.youtube.com/watch?v=fN-L36X007U


(*) Professora, Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória, Reprogramação Mental) Escritora e Palestrante.
Whatsapp: 55 22 999.557.166
Email: suelimeirelles@gmail.com
Site: www.suelimeirelles.com





sexta-feira, 10 de maio de 2019

REFLEXÕES SOBRE O DIA DAS MÃES - 12/05/19


                A comemoração do Dia das Mães tem origem na Cultura Grega quando, na entrada da Primavera, era realizado um ritual de homenagem a Rhea, Mãe de todos os deuses.[1]
                Somente no Séc. XVII, na Inglaterra, o Dia das Mães voltou a ser comemorado, no quarto Domingo da Quaresma, com a feitura de um bolo, para tornar o dia mais festivo. Em 1872 começaram alguns movimentos em favor das homenagens maternas, Em 1905, por conta da depressão de Anna Jarvis, após o falecimento de sua mãe, algumas amigas resolveram render homenagem à falecida, estendendo-o novo costume a todas as mães, como forma de fortalecer os laços familiares e o respeito aos pais, mas a primeira celebração oficial ocorreu somente em 1910.
                Em 1914, por conta dos esforços de Anna Jarvis para concretizar o seu ideal, o Dia das Mães foi oficializado nos Estados Unidos, estendendo-se rapidamente, por cerca de quarenta países. Como toda situação apresenta dois lados, a popularização do Dia das Mães aumentou a venda de cravos brancos (símbolo da maternidade, pureza, fidelidade, amor, caridade e beleza) e abriu espaço para o apelo de consumo e exploração comercial da data. Indignada, embora nunca tenha chegado a ser mãe, Ana Jarvis passou o resto de sua vida lutando contra a comercialização do Dia das Mães.
                No Brasil, a primeira comemoração aconteceu em 1918, sendo instituído como data oficial, pelo então Presidente Getúlio Vargas, em 1932. Em 1947 o Arcebispo do Rio de Janeiro determinou que a data fosse integrada ao Calendário de Igreja Católica e, desde então, integrou-se ao habito dos brasileiros. Mas, em tempos de Transição Planetária e por força dos impactos da Internet sobre a dinâmica da nossa sociedade, as famílias estão se tornando cada vez mais virtuais. Transitamos das relações consangüíneas para as relações por afinidade. Transitamos do modelo patriarcal de que “Ser Mãe é padecer no paraíso”, para o modelo de “Mãe Multifuncional” que, por sua vez, ainda será um modelo de transição, até que se restabeleça o equilíbrio entre estes dois extremos.
                As mulheres que se tornaram mães dentro do antigo modelo civilizatório são aquelas que “No Seu Dia”, tradicionalmente reúnem os filhos, noras e genros e vão para a cozinha preparar um prato tradicional ou do agrado dos entes queridos, sentindo-se feliz por vê-los reunidos, desejando ainda que estejam realizados, felizes e em harmonia entre si. Após o almoço, elas lavam a louça sozinhas ou com a ajuda das noras e passam a tarde juntos, mantendo a tradição familiar. Para elas, a presença da família é o melhor presente de mãe, embora ainda costumem ganhar prendas para o lar, em lugar de presentes de uso pessoal.  Aquelas que estão no Plano Espiritual tendem a ser lembradas com a nostalgia e a saudade trazidas pelas boas lembranças que muitas vezes deixaram, como principal figura de agregação familiar.
            Por conta de nossas pesquisas psicoespirituais, sabemos que, nesta data, sempre que permitido, visitinhas inter-dimensionais podem trazer o alívio da saudade e o consolo ao coração, através de intuições, percepção da presença, sonhos ou sincronicidades. Mas a vida no plano da dualidade nos apresenta a um novo cenário. Em tempos de veloz mutação social, em muitas famílias, o Dia das Mães será comemorado com cartões virtuais e dizeres amorosos nas Redes Sociais, pelos filhos que, por escolha, necessidade ou premência de vida, encontram-se fisicamente distantes de suas mães, lembrando-nos que o papel da mãe, na sociedade moderna, mudou muito como conseqüência das muitas conquistas (ou sobrecargas) femininas. As mães de hoje ganharam longevidade, acesso à informação, autonomia financeira e realização pessoal; as mães de hoje deixaram de “Padecer no Paraíso” para percorrer novos caminhos, em busca de sua missão existencial, como ser em evolução e aprimoramento espiritual; sabem que vieram ao Planeta para evoluir; aprenderam a diferença entre a maternidade biológica (vínculo consangüíneo) e a maternagem (vínculo afetivo), ampliando o Título de Mãe para todas aquelas que cuidam com amor, seja dos sobrinhos não assumidos pelos pais biológicos, enteados, crianças institucionalizadas... Seres que necessitam do carinho materno.
                Aquelas que já se encontram na terceira ou quarta idade, na condição de avós, despediram-se do modelo da mãe aposentada (recolhida aos aposentos), sentada numa cadeira de balanço e sempre disponível para dar suporte, nos momentos em que a sociedade moderna deixa os buracos dos feriados sem creche ou escola, nas agendas de pais que trabalham em tempo integral. Elas se aposentaram como mães, conscientes da maternagem cumprida, durante a criação dos próprios filhos. São, agora, “Vovós com Mala! Têm amigas e compromissos em qualquer ponto do planeta.  Quando necessário, acolhem os desabafos, as dúvidas e questionamentos familiares, consultoras em relacionamentos, com base na maturidade e experiência de vida. Conscientes do muito que erraram, acertaram e aprenderam, sabem estabelecer limites entre o seu espaço pessoal e as demandas familiares. Trabalharam  em si mesmas o apego e os sentimentos de culpa por não mais cumprirem o papel social imposto pelo velho modelo civilizatório;  despediram-se dos padrões tradicionais de renúncia, descobrindo novos talentos, ganhando saúde e jovialidade, sabendo que o seu melhor presente é a qualidade de vida resultante de relacionamentos familiares saudáveis, onde pessoas inteiras e auto-realizadas sabem que amar não é prender o ser amado; Amar é simplesmente desejar o Bem de cada um!
                Com estas reflexões que ainda poderia nos trazer muitos aprofundamentos, desejo um Dia das Mães muito abençoado para as mulheres que sabem cuidar de todos os seres, em todos os Reinos da Natureza. Deixo aqui, também muita gratidão à  Gaia, nossa esquecida e desrespeitada Mãe Terra, que nos alimenta durante o Curso na Escola da Vida e recicla nossos uniformes terrenos, após a graduação evolutiva.
                Cultivo a esperança de que a cada geração, deixaremos lembranças menos consumistas e mais afetivas, em relação ao Dia das Mães, para que o ideal de Anna Jarvis seja concretizado e os Cravos Brancos que simbolizam as Mães possam florescer, nos jardins da Nova Consciência Planetária!


                                                               Sueli Meirelles, em Nova Friburgo,  12 de Maio de 2019.

Professora, Pesquisadora e Especialista em Psicologia Clínica (UGF – 1986). MBA em Gestão de Projetos na Abordagem Transdisciplinar (UNIPAZ – 2005). Escritora e Palestrante. Cidadã, esposa companheira, mãe de um casal de filhos e Avó de três netinhos.  
Whatsapp: 55 22 999.557.166

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[1] Fonte: Site do Portal da Família - www,portaldafamilia.org.br

segunda-feira, 29 de abril de 2019

O ARQUÉTIPO DE JULIUS ARP


                Em 1993, ao ingressar para a Rede da UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ[1], por conta dos seminários com Pierre Weil,[2]descobri que nossa sociedade caminhava, a largos passos, para um intenso processo de decadência civilizatória, que resultaria num cenário desolador para os grandes centros urbanos. Cenário de descaso governamental, em que o cimento, o lixo e a violência, muito além da poluição visual, iriam reduzir a qualidade de vida dos moradores, como Pierre tão bem descreveu em seu livro “A Mudança de Sentido e o Sentido da Mudança.”[3]
                Compreendendo que morar perto das florestas resgata qualidade de vida, senti-me atraída pelo perfil desta linda cidade serrana, mudando-me para Nova Friburgo, em 27 de Abril de 2010. Já no ano seguinte, pude contribuir com o meu trabalho, criando o PRODET – Programa de Dessensibilização de Experiências traumáticas, para o treinamento de Psicólogos e estudantes de Psicologia, também voluntários, com o objetivo de atender a população atingida pela tempestade que se abateu sobre a região. Desse modo, sentindo-me útil, pude retribuir o maravilhoso acolhimento que eu e meus familiares recebemos. Uma afável surpresa para os nossos olhos forasteiros.
                Durante os anos seguintes, fui-me situando profissionalmente, através de palestras, workshops e do Carrossel de Luz - Grupo de Pesquisas Psicoespirituais, o que me angariou novos e verdadeiros amigos.
                No final de 2018, ouvi falar sobre o lançamento imobiliário da ARP, interessando-me de pronto, por tratar-se de uma tendência inovadora tanto para a área empresarial como para os profissionais liberais, prestadores de serviços. Um espaço, bem administrado, que irá crescer exponencialmente.                                                      E assim chegou a data de hoje, primeiro dia de minhas atividades, através do Instituto Vir a Ser[4], no Espaço ARP. Como Psicóloga e Agente de Transformações Sociais,[5]consciente do princípio que rege todos os eventos, aproveito esta oportunidade para aprofundar a reflexão sobre o significado da reabertura deste Espaço, cuja trajetória se integra à própria história de Nova Friburgo.
            Afinal, quem foi Julius Arp e qual o seu atual papel, neste exato momento da transição Brasileira?[6] Em que sentido ele é um Arquétipo? Que modelo ele nos inspira? Qual a nossa função neste espaço mais uma vez pioneiro? Primeiramente, precisamos definir o termo: Na Wikpedia, enciclopédia livre, encontrei a seguinte definição para Arquétipo:
            “De acordo com o suíço Carl Gustav Jung, criador do termo, arquétipos são conjuntos de imagens primordiais em nosso imaginário, que dão sentido às histórias passadas durante as gerações, servindo para representar o conhecimento no inconsciente.[2].  (...) Na Psicologia Analítica, o termo indica a forma imaterial que os fenômenos psíquicos tendem a se moldar.[3] Onde Jung referia-se a estruturas inatas, que servem de matriz  (nosso grifo) para a expressão e desenvolvimento da psique. Na filosofia, o termo é usado por filósofos neoplatônicos, como Plotino, para designar as idéias, como modelos de todas as coisas existentes, segundo a concepção de Platão.[1]”[7]
            Segundo a Historiadora Janaína Botelho ,”Peter Julius Ferdinand Arp nasceu em Fahren, Alemanha, vindo com 23 anos de idade para o Brasil. Chegou ao Rio de Janeiro no início de 1882. Em Santos, dedicou-se ao comércio do café e um anos depois, retornou ao Rio de Janeiro, empregando-se em uma empresa importadora de máquinas de costura, brinquedos, armas, etc. Trabalhara para a firma Nothemann, mas quando o proprietário faleceu, adquiriu essa empresa, juntamente com outro sócio, alterando o seu nome para Arp & Cia.”[8]
            Desse modo, no dia 11 de Junho de 1911, (11= 2 (sabedoria), Junho = 6 = (Fé), 11 = 2 = (Sabedoria) [9], provavelmente sem o conhecimento teosófico do forte significado vibracional desta data, Julius Arp fundou a ARP, empresa friburguense impulsionadora da economia regional. Segundo informações no próprio site da Instituição, com visão pioneira em relação aos direitos dos trabalhadores, a Instituição oferecia aos seus funcionários, serviços médico-odontológicos, moradia de baixo custo, creche, escola, programas de treinamento e de laser.[10] 
            Ao falecer, em 20 de setembro de 1945, Julius Arp deixou aos seus descendentes um grande patrimônio que, por força da crise econômica mundial e, principalmente pela concorrência dos produtos chineses, veio a encerrar suas atividades, também em evidente fenômeno de sincronicidade, em agosto de 2011 [11] sendo modernamente reaberta como Espaço Arp, tendência civilizatória do cenário mundial, no qual diferentes atividades e prestações de serviço atuam de forma interativa, num espaço em comum.
            Assim, voltamos a indagar: Em que sentido ele é um Arquétipo? Qual a nossa função neste espaço que mais uma vez é pioneiro? Que possamos dar continuidade à sua proposta; que neste momento de revitalização do Espaço Arp, a Presença Arquetípica de Peter Julius Ferdinand Arp nos sirva de modelo e nos oriente no sentido de agregarmos os mesmos valores essenciais que o inspiraram a ações geradoras de desenvolvimento humano e crescimento sócio-econômico, para o Bem Comum, em nossa amada Nova Friburgo.

                                                  Dra. Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 29 de Abril de 2019.
Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental). MBA em Gestão de Projetos, na Abordagem Transdisciplinar. Escritora e Palestrante. Diretora do Instituto Vir a Ser: Espaço Arp – Avenida Julius Arp, 80 – Bloco 5, Sala 210.  Site: http://www.institutoviraser.com
Email: suelimeirelles@gmail.com
Whatsapp: (22) 99955-7166
           



[2] Primeiro Reitor da UNIPAZ – UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DA PAZ. Site: http://pierreweil.pro.br/1/
[4] Site do INSTITUTO VIR A SER:  www.suelimeirelles.com
[5] MBA em Gestão de Projetos pela UNIPAZ - Universidade Internacional da Paz. 
Membro da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.
Membro do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas, Página Facebook: https://www.facebook.com/colegiointernacionaldosterapeutasbrasil/
[9] Segundo a Teosofia e os conhecimentos da Geometria Sagrada.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

PSICOTERAPIA ONLINE - Dra. Sueli Meirelles

A Era Digital causou um impacto na Psicologia. Cada vez mais pessoas fazem Psicoterapia Online. Por este motivo, desenvolvi este método de Reprogramação Mental em 9/15 sessões especialmente para você, que busca autoconhecimento através de intervenções terapêuticas dinâmicas, que já produziram resultados efetivos com mais de 3.000 pacientes, atendidos em 32 anos de trabalho:
 A Psicolinguística fornece a base de compreensão da linguagem do inconsciente profundo.
 A Bioenergética, fundamenta a identificação dos conteúdos emocionais dos sintomas.
 A Gestalt-Terapia oferece os recursos de intervenção, através de técnicas de visualização criativa.
 A Psicologia Transpessoal e a Física Quântica, permitem o acompanhamento terapêutico dos fenômenos de expansão da consciência, tão frequentes na atualidade.
As Tradições Sapientais da Humanidade, permitem o acolhimento da visão de mundo de cada paciente, para a sua reequilibração física, emocional, mental e espiritual.

Na primeira sessão é realizada a Anamnese (entrevista diagnóstica) e já é aplicada uma técnica para identificação de sua dinâmica psíquica, ponto de partida de todo o processo de Reprogramação Mental que transforma símbolos que comandam o comportamento expresso, em símbolos positivos. Atendimentos quinzenais ou mensais, com pacientes do Brasil ou Exterior.

Para agendar horários, entre em contato pelo Whatsapp: 55 22 99955-7166
Site: www.institutoviraser.com






quarta-feira, 3 de abril de 2019

A ARTE DE VIVER EM FAMÍLIA - Comportamento



         Compreender o significado dos termos ajuda-nos a compreendermos também a realidade da vida. Quando aprofundo o sentido do título deste artigo, a partir da definição lingüística, começo a perceber os múltiplos aspectos que são necessários ao bom convívio familiar. Pierre Weil, Doutor em Psicologia e introdutor da Psicologia Transpessoal no Brasil, afirma que “A percepção da realidade é função do estado de consciência em que cada pessoa se encontra.” Assim sendo, imaginemos um pequeno grupo familiar convivendo a partir de diferentes olhares, escutas e sensações, já que o canal de entrada da informação é diferente para cada pessoa, cada uma querendo expressar emoções e idéias sobre sua percepção única.
            Por outro lado, o termo família tem o sentido de agrupamento humano formado por indivíduos com ancestrais em comum e ou ligados apenas por laços afetivos, como ocorre com os casais, todos vivendo na mesma casa ou com muita proximidade. Agora, vamos acrescentar a esses dois aspectos, o fato de que as famílias, hoje, apresentam uma grande variedade de configurações, incluindo segundos relacionamentos, com filhos de casamentos anteriores, o convívio eventual ou permanente com os pais de ambos os cônjuges, pressões financeiras, sobrecarga de trabalho, pressões sociais, influências trazidas por noticiários desestabilizadores e pelo uso excessivo de internet. Vamos acrescentar, ainda, as questões emocionais mal resolvidas, contidas no histórico de vida de cada um e acentuadas pelos conflitos entre as três gerações: Avós, pais e filhos, em diferentes idades e com diferentes necessidades de atenção. Como lidar com tudo isso? Que multiplicidade de linhas de comunicação (ou ruído) estarão presentes nestes diálogos? E se não houve hábito de diálogo? Como fazer-se compreender?
             No decorrer do tempo, é comum que as mágoas geradas pelas pressuposições de parte a parte se sobreponham à apreciação mútua entre os familiares, fazendo com que cada um passe a ver muito mais os defeitos dos outros, do que as qualidades. É nesse sentido que as dinâmicas psicológicas podem ser úteis, para clarificar os mal entendidos. Então, faça uma coisa bem simples: Corte pequenos pedaços de papel, em número suficiente para que cada um escreva, em cada um deles, o nome e três qualidades (frente) e três defeitos (verso) de cada familiar. Não vale escrever as mesmas coisas, dos dois lados!... Seja autêntico em seus posicionamentos! É hora de Verdade!... Depois, entregue todos os papéis com o mesmo nome a própria pessoa e peça a ela que leia, em voz alta, primeiro as qualidades referidas. Isto ajudará a pessoa a resgatar sua auto-estima, a partir deste feedback positivo. Depois, peça a ela que leia os defeitos sinalizados, comentando como se sente e o que gostaria de dizer a respeito de suas qualidades e defeitos, a título de esclarecimento sobre o seu comportamento. Este pode ser um meio para o esvaziamento de muitas emoções e dissolução de mal-entendidos, tão comuns nas relações familiares, quando não se abre um espaço de encontro e compreensão mútua. Acima de tudo, lembre-se de que o Amor, o Perdão e a Compaixão representam inestimáveis recursos para o desenvolvimento da Arte de Viver em Família e procure manter este estado de ânimo. Depois, avalie e comente os resultados alcançados!...
                                    
                                                   Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 28 de Março de 2019.

Whatsapp: 55 22 999.557.166