Tradução

domingo, 11 de junho de 2023

MEMÓRIAS DE UM GRANDE DIA - Evento

 


            Há alguns dias, recebi um convite muito especial de Márcia Lobosco[1], para participar do evento “Um Grande Dia”[2], por ela organizado, reunindo escritoras de nossa cidade, para uma foto comemorativa, em frente ao antigo Fórum de Nova Friburgo. Antes da memorável foto, ela pediu que, depois do evento, todas nós escrevêssemos como nos havíamos preparado para o encontro, desde a roupa até as memórias evocadas pelo acontecimento. Atendendo ao seu inspirado pedido, aqui descrevo todo este processo: Primeiramente, pendurada num cordão e junto ao meu coração, trago sempre a Cruz de Ankh, a Cruz Ansata do Antigo Egito, que simboliza a união entre os opostos, e cuja oração[3] canalizada se encontra numa placa colocada na Montanha de Ankh, lá no Hotel Shangrilá[4], assim batizada pelo Grupo do Carrossel de Luz[5], e afixada a 180 metros de altitude, em nossa querida montanha, junto à Bandeira da Paz, em homenagem a Pierre Weil[6], o Samurai da Paz, que nos inspira até hoje.

            Olhando além da varanda do meu quarto, vi a mata de Mury, com seus diferentes tons de verde e resolvi vestir-me de floresta, pegando uma blusa de outono e uma echarpe de diferentes tons de verde: O verde do equilíbrio, da harmonia, do conhecimento, da cura... Da esperança do verbo esperançar! Por cima, coloquei um pequeno colar de pedras e fibras do artesanato indígena de Goiás, que havia comprado no Congresso Felicidade e Espiritualidade[7], no qual apresentei a técnica “Viagem à Gruta do Coração, em 2020. Peguei também a calça simples do terninho usado em 2009 para o lançamento da segunda edição de meu primeiro livro “Do Divã à Espiritualidade, sobre regressão de memória, e calcei sapatos de vovó, compatíveis com os meus 74 a serem completados no próximo mês. Sobre a cabeça, coloquei uma boina bege, de lã, onde minhas novas idéias e ideais ficam sendo gestados com o calor que vem do coração.

            Na meditação matinal, tirei o Anjo da Abertura, no precioso livrinho de Sônia Café[8], “Meditando com os Anjos” e preparei-me, assim desperta, para as descobertas de novos encontros e reencontros com mulheres diversas e maravilhosas que ousam lançar seus pensamentos e projetos para o mundo, como leves folhas que vão sendo levadas pela brisa suave ou o pelo vento forte dos tempos atuais. Um encontro inesquecível, que irá gerar novos encontros, sempre “uma escritora puxando a outra”, como nos propôs a idealizadora do evento. A Márcia Lobosco, a nossa gratidão pela construção desta linda memória, que ficará nutrindo nossos corações e nos impulsionando para novas realizações!

                           Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 11 de Junho de 2023

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terça-feira, 23 de maio de 2023

JARDINEIRA DE ALMAS - Reflexão


            Para o inconsciente profundo, as flores simbolizam a alegria! Com suas cores e formas diversas, abrem espaço para muitas conversas, entre modos diferentes de ser. Mas o que a Psicologia tem a ver com jardinagem? Como nas areias que escondem a miragem, o Psicólogo vê o potencial de cada ser que se dispõe a descobrir sua Sabedoria Interior, encontrando a semente que irá crescer e desabrochar em flor, para colorir as relações fraternas  e embelezar a superfície da Terra.

            Cuidemos das flores das almas, plantando mansidão e calma nos corações das pessoas que encontramos no percurso da vida. Assim teremos uma Terra Florida, onde a vida será vivida, com a plenitude de cada Ser Humano, que estará cumprindo o propósito de sua existência na Escola da Vida. Sinto-me grata por ser uma Jardineira de Almas, que cuida de cada flor, respeitando sua forma, cor, tamanho, perfume e tempo de duração... É  é justamente esta multiplicidade que traduz a beleza de um jardim. Senão, seria apenas uma plantação!... Gratidão a cada flor que cuidei, ao longo da minha vida profissional!

                Sueli Meirelles, Nova Friburgo, 23/05/23 

(Hoje é um semi-portal de consciência de puro conhecimento).

Link para o Artigo sobre Portais de Consciência: http://carrosseldeluz.blogspot.com/2017/11/portais-de-consciencia-texto.html


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A FAMÍLIA PAPA-LIXO - Conto



                                        Você já ouviu falar da família Papa-Lixo? Pois então leia isto!

            João e Maria Papa-Lixo são um casal muito simpático. João é gordo... Bem gordo! Tem uma barriga enorme! Uma boca bem grande! Sempre com um largo sorriso!

            Maria Papa-Lixo  também é gorducha. Tem longas tranças contornando seu rosto de lua cheia. Parece uma camponesa, com sua saia de algodão, por baixo do avental, onde ela sempre limpa as mãos.

            Este casal tão simpático seria como tantos outros, se não tivesse uma característica muito especial. Adivinhem qual é!... Eles se alimentam de lixo, daí o seu sobrenome. E como são gulosos!... Por isso estão tão gordos!

            Mas vejam bem! Eles não saem comendo tudo que encontram pela frente. Eles têm suas preferências. João Papa-Lixo, muito preocupado com a economia, responsável que é pelo sustento da família, tem especial interesse pelos recicláveis (aquele tipo de lixo que dá para aproveitar novamente). Adora uma lata bem crocante; vidros que escorregam goela abaixo, como uma boa bebida ou uma folha de papel tão gostosa como uma verdura fresquinha.  Isto para não falar dos plásticos e metais que são suas melhores sobremesas:  _Ah! Que delícia!, diz ele a cada refeição, isto é, quando alguém lhe coloca na boca qualquer destes petiscos. Ainda tem mais uma coisa: Eles adoram ser alimentados na boca!

            Maria Papa-Lixo, como boa dona de casa, prefere o lixo orgânico, aquele que vai se desmanchando com o tempo: Cascas de vegetais, restos de comida, cascas de ovos. Ah! Como são nutritivos!

            O lugar preferido deste casal é uma praça muito bonita, com meio fio pintado de branco e canteiros ao redor dos troncos das árvores. Quando por ali aparecem crianças fazendo barulho, como um alegre bando de pássaros, os corações deste casal simpático batem mais rápido. Melhor que tudo, dizem eles, é ser alimentado por crianças, contribuindo para que elas se tornem adultos educados, que mantêm a cidade bem limpinha!

            _ João Papa-Lixo, coma este saquinho de pipoca!, diz o menino sorridente. E Papa-Lixo, feliz da vida, mantém sua boca bem aberta e o estômago sempre alerta por seu insaciável apetite.

            João e Maria Papa-Lixo têm um grande sonho. Eles esperam ter muitos filhinhos, muitos Papa-Lixinhos, espalhados por outras praças, pelas escolas, cinemas, parques e ruas, com o mesmo apetite que eles; sempre prontos para devorar todo o lixo que chegar até suas enormes e sorridentes bocas.

            E aí? Você também tem vontade de brincar com a Família Papa-Lixo? Pois então, em lugar de espalhar lixo pelas ruas, vamos espalhar esta ideia, para que João e Maria Papa-Lixo  venham morar em nossa cidade.

            E quando eles chegarem, lembre-se de suas preferências alimentares: João prefere lixo inorgânico e Maria gosta de lixo orgânico. Cuide bem deles e BOA SORTE com seus novos amiguinhos, na tarefa de manter a nossa cidade bem limpa!

 

(*) Direitos autorais reservados. O texto poderá ser utilizado gratuitamente no projeto Papa-Lixo, e reproduzido para distribuição em escolas, desde que seja citada a autoria.

                                                Sueli Meirelles, em 02 de Setembro de 2001.

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quarta-feira, 8 de março de 2023

DE OITO DE MARÇO A OITO DE JANEIRO - Movimentos Sociais

 


            A primeira vista, o título deste artigo nos faz retroceder no tempo, buscando a  origem da comemoração do Dia Internacional da Mulher, com a triste ocorrência das mulheres pioneiras que, no início do século passado,  na cidade de Nova York, foram aprisionadas e queimadas vivas num galpão, simplesmente por estarem reivindicando melhores condições de trabalho e remuneração. Como explico na Live dedicada ao Dia Internacional da Mulher[1], no decorrer da história da humanidade, desde a instauração do patriarcado, as mulheres sempre foram penalizadas, até que duas guerras mundiais, que ocasionaram a morte ou mutilação de muitos homens, trouxeram a necessidade de  mão de obra feminino ao contexto da sociedade. Mas espiritualmente, este dia oito, do mês três, tem um significado bem mais profundo.  O 8 é a Lemniscata[2] que simboliza a integridade, a Ordem Cósmica e transformação, no caso, ocorrido no mês três, que simboliza o Amor, segundo a Teosofia.  E como de todo mal resulta um bem maior, o cruel sacrifício de alguns,  resultante do baixo nível vibracional do Planeta Terra, desperta a humanidade para mais um degrau evolutivo. Foi assim também quando Gandhi[3] iniciou a política da não violência, através do qual a Índia tornou-se independente do regime opressor da Inglaterra sobre a sua colônia, onde os que se manifestavam em favor de justiça e liberdade, eram aprisionados  e até mesmo executados de modo sumário. Com seu protesto pacífico, Gandhi ofereceu aos povos, um  precioso modelo para os futuros movimentos sociais, ao redor do mundo. E assim chegamos ao dia oito de Janeiro, o 8, a Lemniscata, no mês 1 que simboliza o reinício, o recomeço, o nascer de um novo tempo, de uma nova sociedade planetária.  Neste momento,  duas forças opressoras  formadas por  financistas globais e traficantes internacionais, unidos por interesses materialistas, tentam manter o controle em suas mãos, numa guerra de quinta geração, usando armas informacionais, econômicas e  bandeiras inversas em que os que cometem crimes,  combatem seus erros projetados sobre aqueles que, pacificamente, buscam defender a liberdade de expressão, a cidadania e direito de escolha de seus destinos e soberania de seus países. Mas em tempos modernos de Redes Sociais, como no Salão dos Espelhos das Profecias Maias[4], onde tudo é filmado e gravado, a verdade dos fatos, mais cedo ou mais tarde, será revelada, mostrando-nos que a escuridão é apenas a ausência de luz e que todo o mal emerge para ser curado à Luz da Nova Consciência...

                                                        Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 8 de Março de 2023.
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quinta-feira, 2 de março de 2023

O FIM DA TV ABERTA - Comportamento

 




         Com um longo percurso histórico na Alemanha, Inglaterra e Estados Unidos[1] a televisão chegou ao Brasil em 1950, gradativamente aperfeiçoando sua tecnologia nos anos setenta e oitenta, até se tornar o principal meio de comunicação, divulgando notícias de todo o mundo.

            A TV aberta é assim denominada por estar baseada num sistema de concessão do governo, para entretenimento gratuito do público em geral, com recursos de patrocinadores. Nos velhos tempos da TV Tupi, os teleteatros e os programas humorísticos, inicialmente produzidos de modo bem artesanal, preenchiam a tela dos televisores embutidos em móveis com pés de suporte, que passaram a ocupar lugar de destaque, na sala de estar das famílias mais abastadas, que até recebiam parentes e amigos para assistirem a grande novidade. Durante muitos anos, sem que tivéssemos informações sobre o sistema mundial dominante, acompanhávamos as telenovelas criadas pelos dramaturgos de renome, que tinham um enredo, com início, meio e fim e abordavam aspectos históricos e culturais de épocas passadas ou povos de outras terras, ainda contribuindo com certo conteúdo cultural, sem as alterações impostas pelos índices das pesquisas de audiência. Naquela época, talvez por premonição, eu imaginava como seria bom se pudéssemos escolher o que desejassemos assistir, selecionando conteúdo entre as várias possibilidades oferecidas. Mas ainda não era assim! Alguns programas e séries televisivas traziam conteúdos de valores familiares, até que os apelos sexuais e a indução da separatividade entre raças, classes sociais, econômicas e culturais começaram a ser enxertados nos programas, a princípio de modo  sutil e depois ostensivamente, para o   enfraquecimento da unidade entre os povos, com objetivos de promover a lavagem cerebral e a manipulação de massa. Dentro desse sistema de controle, se alguém quisesse divulgar seu trabalho ou opinião sobre algum conhecimento ou assunto, precisava ser convidado para um programa televisivo e isto somente aconteceria se sua opinião estivesse em conformidade com os valores defendidos pela mídia oficial e se o conhecimento transmitido fosse de interesse do sistema dominante.  E assim foi, até que surgiu a internet com seus aplicativos e sistemas de streaming, abrindo campo para os meios diretos de comunicação, permitindo que ilustres desconhecidos tivessem liberdade de expressão, através de seus canais independentes.  Além disso, as novas gerações, mesmo com prejuízo da acuidade visual, da coluna vertebral e dos níveis de inteligência, passaram a investir longo tempo nos celulares e jogos eletrônicos, deixando de lado os programas de TV. Desse modo, o sistema vertical de controle da informação, começou a ser desconstruído pelo sistema horizontal das mídias sociais, para onde migraram também os patrocinadores em busca do novo perfil de consumidores. Como resultado, neste carnaval[2] evidenciou-se que o valor do investimento da TV aberta, para a transmissão dos desfiles carnavalescos ficou muito abaixo do lucro obtido pelo fraco patrocínio dos poucos investidores que ainda arriscaram seu dinheiro para alcançar uma minoria de idosos, aos quais restou somente a terrível telinha, por força da exclusão digital que os envolveu em curto espaço de tempo. Assim sendo, dos anos 70 para cá, a TV aberta fez o seu ciclo de existência e agora entra no período de declínio, ocasionado pelo que Gandhi chamava de ação de desinvestimento. Como eu havia imaginado em minha adolescência, hoje temos em nossas mãos o controle remoto para escolhermos, num grande campo de ofertas, entre o besteirol sem qualidade e os muitos canais de informações úteis, capazes de atender a curiosidade daqueles que procuram preencher as lacunas de informação, que possam contribuir para o aprimoramento intelectual do expectador consciente e desperto para a construção de uma nova sociedade.  O futuro está em nossas mãos!...

                                 Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 02 de Março de 2023

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

CONVERSA COM QUEM DESCONHECE O PORTUGUÊS - Linguística

 

            Em primeiro lugar devo esclarecer que não estamos falando do Português, cidadão nascido em terras lusitanas, mas sobre a língua que falamos em nossa Terra de Santa Cruz, que não é o brasileiro, como alguns pensam, mas a língua trazida pelos portugueses que vieram para o Brasil e que aqui foi sendo enriquecida por palavras indígenas e dos diferentes dialetos africanos, do francês, italiano, inglês...  E outras palavras trazidas pelos imigrantes europeus, para o enriquecimento da nossa cultura. Este é o lado bom! Mas sabemos que a linguagem é um sistema vivo, que vai-se modificando com o tempo, com os costumes sociais e com as inovações tecnológicas, já que as palavras são signos aleatórios, criados para nomear eventos, objetos, qualidades e outros aspectos das experiências que vivenciamos. A Linguística[1] nos ensina que “A linguagem determina a visão de mundo”. Um exemplo bem simples disso está contido no ditado “Esculpido em Carrara”, mármore italiano, significando  algo bem trabalhado que, ao longo do tempo, acabou sendo traduzido com “Cuspido e Escarrado”, com o significado de algo bem semelhante ao original.Assim é a língua viva!

            No decorrer dos anos, dado o empobrecimento cultural do nosso povo, seduzido pelos apelos midiáticos que substituíram os bons livros que ampliam o vocabulário e exercitam a análise crítica do texto[2], chegamos ao momento atual, em que o desconhecimento da linguagem abre espaço para a tentativa de sexualização das palavras, com fundamentos na ignorância das regras gramaticais e busca de neologismos[3] para designar os gêneros e criar polêmicas ideológicas. Partindo dessa premissa, vamos refletir: Quando dizemos “Parabéns a toda a equipe pelos resultados alcançados” essa equipe é obrigatoriamente constituída apenas por mulheres ou pode também integrar participantes masculinos? Pense nisso! Outro exemplo: O termo todo, todos tem o sentido neutro de coletivo e pode designar “todo o povo brasileiro”, incluindo cidadãos e cidadãs de nossas terras. Alguns poderão argumentar a importância dos movimentos de inclusão social de minorias, o que é elogiável e bem intencionado, mas é preciso que estas alterações sejam realizadas pelos lingüistas e fundamentadas com o profundo conhecimento da etimologia[4] de cada palavra. Enquanto eles não opinam sobre o assunto, vamos aproveitar a oportunidade para aprofundarmos os nossos conhecimentos da língua pátria, com o estudo do E-Book “Linguística para Mediação de Conflitos: Como pescar os peixinhos da comunicação no rio do discurso”, disponível no site da Amazon. Você vai descobrir muitas coisas!...

       Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 15 de Fevereiro de 2023

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[1] LINGUÍSTICA - disciplina que trata da descrição de uma palavra em diferentes estados de língua anteriores, até remontar ao termo original.

[2] Inteligência tem origem no termo latino inter legere (ler entre linhas).

[3] Neologismo: Emprego de palavras novas, derivadas ou formadas de outras já existentes, na mesma língua ou não; atribuição de novos sentidos a palavras já existentes na língua.

[4] Etimologia - estudo da origem e da evolução das palavras.

 


domingo, 12 de fevereiro de 2023

AO ANTIGO CASARÃO - Memórias

 

                                  


Bendito casarão! Nós te agradecemos do mais profundo de nossos corações, por todos os momentos felizes, em dezenas de reuniões de aniversários, Natal, Ano Novo e até casamentos, onde a tônica era sempre o papo espontâneo, compartilhado pelos que dele participavam. São muitas memórias! Bons Tempos!

            Gratidão pela peça de teatro infantil, com roupas de papel crepom e barbante, na sala ainda sem móveis e pelo jogo de ping-pong no terraço, entre os primos que cresciam juntos e se reuniam em torneios descontraídos, tecendo laços de fraternidade, que perduram até hoje.

            Gratidão também por todos os períodos de acolhimento e cuidados com os entes queridos que passavam por momentos de doença ou infortúnio, onde o cuidado físico, a palavra amiga e o suporte emocional ajudaram nas travessias terrenas ou da porta de saída da Escola da Vida.

            Gratidão pelas centenas de fins de semana não planejados, em que as conversas ao entardecer, entre os que apareciam, encerrava o sábado ou domingo, com um pequeno lanche, que restaurava a disposição para o início de uma nova semana.

            Gratidão pelas transmutações e orações diárias, ao som de músicas suaves, que harmonizavam todo o ambiente com energias benfazejas.

            Gratidão por todas as boas memórias e aprendizagens evolutivas, construídas ao longo dos vinte e sete anos em que aí moramos, até que nossos caminhos se abrissem para novos horizontes e a orientação espiritual nos impulsionasse para a subida da serra, para onde trouxemos este senso de família e união.

            Gratidão pelo desapego e pela entrega deste lindo casarão ao seu destino futuro, depois de ter cumprido sua missão conosco. Que seja muito abençoado por tudo o que nos proporcionou, naquele período de nossas vidas. Dele guardamos doces lembranças. Gratidão Sempre!

                        Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 12 de Fevereiro de 2023.

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