Tradução
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
A HISTÓRIA E OS SÍMBOLOS DO NATAL
Muitas pessoas entram em depressão, nesta época do ano, por reviverem tristes lembranças relacionadas ao NATAL. Venha transformar esse padrão e vivenciar a Celebração numa reunião de pessoas afinizadas com o estado de consciencia crística. RESERVE SUA VAGA!
sábado, 18 de outubro de 2014
O QUE NÓS, BRASILEIROS, QUEREMOS
“O Brasil amanheceu
mais forte”, disse a Presidente. Sim, o Brasil amanheceu mais forte. Pela
primeira vez, num único dia, o Facebook deixou de ser usado para o habitual
“besteirol”, alimentado pelas sandices da TV aberta, para tecer um movimento de
cidadania, seguindo o exemplo de outros países, em que o povo fortaleceu seus
direitos, com reivindicações em massa, através das Redes Sociais.
Que bom que os brasileiros acordaram!
Embora ainda com múltiplas falas, o povo brasileiro levantou-se do berço esplendido
sustentado pelo paternalismo político; deixou a apatia cidadã herdada da
escravidão colonialista, para mobilizar-se e sair às ruas, tornando audível a
sua voz. Primeiro momento de infância política; primeiros passos de criança que
ainda não sente firmeza nas próprias pernas. Reivindicar a redução de tarifas
de transporte é válido. Mas, vamos ampliar nossas consciências e organizar
melhor nossas idéias e ideais. Vamos reivindicar que nossos políticos sejam os
dignos e respeitáveis representantes de nossas necessidades e anseios,
deixando, no velho modelo de mundo, a postura oportunista inspirada no célebre
“jeitinho” para levar vantagem.
Precisamos resgatar valores
essenciais. Precisamos buscar a educação enquanto processo de desenvolvimento
de todas as potencialidades humanas. Precisamos de conteúdos programáticos que
realmente preparem as novas gerações para o desenvolvimento das habilidades e
competências, que possam inseri-las nesse mercado de trabalho cada vez mais
globalizado e exigente, sem o paternalismo alienante, que desvaloriza a
capacidade de trabalho do brasileiro. Todos trazem, dentro de si, capacidade
para realizar algo de útil. Todos trazem, em seus inconscientes profundos, uma
programação existencial positiva.
Precisamos valorizar os professores como
importantes operários dos alicerces básicos de uma nação. Povo informado é povo
exigente, capaz de exercer a cidadania com ordem, consciência e respeito pelo
patrimônio público que também lhe pertence.
Precisamos de saúde de qualidade;
saúde preventiva e de baixo custo, com postos de atendimento multidisciplinar, que
informem a população sobre os vários recursos de manutenção da saúde integral.
Governar não é realizar obras
faraônicas e superfaturadas, para subir ao palanque, no dia da inauguração, a
espera dos aplausos que alimentam o ego iludido pelo poder. Governar exige
feeling clínico, para perceber as necessidades do povo, aplicando recursos, com
estratégias adequadas, que levem a soluções efetivas. Quantas vezes aqueles que
vivenciam um problema, já possuem soluções, esperando, apenas, os recursos para
viabilizá-las?
Por que os presídios estão
abarrotados, em sua maioria por jovens que somente encontraram subsistência nos
desvios da marginalidade? Vamos resgatar o valor do trabalho dignificante! Por
que não educamos para não prender? Por que não criamos programas de orientação
e planejamento familiar? Por que não fundamos eco-cidades, que viabilizem a
migração sustentável, para que nosso povo tenha mais qualidade de vida, em
substituição ao stress dos grandes centros urbanos? Por que não investimos na
valorização do agricultor e produção maciça de alimentos, que possam baratear
seus custos?
Queremos uma sociedade mais justa, em
que os salários correspondam à utilidade de cada profissão, para a sua
comunidade. Queremos reforma tributária. Queremos que os recursos públicos
sejam aplicados com consciência.
O que mudou nesse histórico dia
17/06/13? A informação, antes nas mãos restritas dos meios de comunicação
convencionais (Rádio e TV), expandiu-se pelas Redes Sociais, unindo indivíduos
responsáveis por si mesmos, em torno dos mesmos ideais, resgatando a força da
opinião popular.
Nosso hino e nossa bandeira pertencem
à nação, definida como o conjunto de indivíduos reunidos em torno de seus
símbolos. Vamos resgatar nossa consciência unificada de brasilidade, para que
possamos estabelecer o diálogo entre os opostos, acolhendo a luz de cada um e
dissolvendo as sombras, na construção de um novo tempo de paz, para que
possamos cantar: “E o sol da liberdade em
raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante”.
Somos unidos pelos símbolos e
separados pelos diábolos. Afinal, estamos a serviço de quem?...
Sueli Meirelles, em Nova Friburgo,
17/06/2013.
CONSCIENCIA POLÍTICA - Artigo
“Todo
poder emana do povo,
e em seu nome será exercido.”
(Artigo
1º da Constituição Brasileira)
Durante
muito tempo, este primeiro artigo da nossa Constituição permaneceu esquecido
por candidatos e eleitores, acarretando uma inversão de valores, e permitindo
que pequenos grupos governassem em prol dos seus interesses pessoais, diante de
uma população alheia à própria sorte e incapaz de exercer os seus direitos
políticos. Mas para que a população possa exercer estes direitos, precisamos
primeiramente desenvolver nossa consciência política.
O termo consciência pode ser
compreendido em dois sentidos: A consciência inferior, que corresponde ao
material disponível à lembrança, (o que é necessário, para que os eleitores
possam se lembrar das trajetórias políticas de seus candidatos) e a consciência
superior, uma consciência ética e moral, capaz de colocar o respeito e a
preservação da vida comunitária, acima de interesses particulares. O termo
política, por sua vez, pode ser definido como estratégia de ação. Desta forma,
o cidadão que alcançou este estágio de consciência política torna-se capaz de
promover estratégias voltadas para o respeito e para a preservação da qualidade
de vida do grupo social ao qual pertence, seja como eleitor ou candidato.
Neste momento em que o nosso país
busca a maturidade política, tornando-se alvo de atenção de todo o planeta,
vivendo momentos decisivos da sua história, mais do que nunca precisamos ser
cidadãos conscientes do poder do nosso voto, definindo exatamente o que
queremos de nossos políticos:
Queremos políticos que honrem o
próprio nome, e os utilizem em suas candidaturas (nome é função existencial),
ao invés dos codinomes e apelidos, muitas vezes ridículos, que os transformam
em personagens de folhetins baratos, ameaçando-lhes a credibilidade;
Queremos políticos dignos, que não
estejam respondendo a processos criminais de nenhuma espécie, mesmo que ainda
não tenham sido julgados ou condenados;
Queremos políticos que tenham escolaridade,
habilidades e competências compatíveis com os cargos que irão ocupar, como
qualquer cidadão que se candidata a um emprego, e que saibam que lhes compete
apresentar leis e projetos que beneficiem a população, assim como fiscalizar as
realizações do executivo;
Queremos políticos com seriedade e
competência administrativa capazes de bem gerir, em parceria afetiva e efetiva
com o povo, os recursos financeiros das nossas cidades. Queremos que eles sejam
líderes competentes o suficiente para motivarem o povo a tal ponto, que ao
término de cada tarefa, todos possamos dizer, satisfeitos: Nós fizemos!
Queremos políticos que tenham uma trajetória
familiar e profissional reconhecidamente digna, cujos currículos incluam ações
de cidadania em prol da comunidade, evidenciando o seu perfil de interesse pelo
bem comum;
Queremos políticos que não utilizem
as falhas do adversário como bandeira de campanha, mas que apresentem as
idéias, os projetos e as metas a serem desenvolvidos, quando eleitos;
Queremos políticos que exijam dos
seus correligionários o cumprimento das regras eleitorais, como exemplo da
lisura com que irão desempenhar os seus cargos públicos;
Queremos políticos que, depois de
eleitos, continuem mantendo contato com os seus eleitores, para que juntos,
possam participar da concretização dos objetivos estabelecidos;
Queremos políticos que também tenham
desenvolvido uma nova consciência, colocando-se como verdadeiros servidores
públicos, empenhados em trabalhar pelo seu povo, pela sua cidade e pelo seu
país;
Queremos servidores públicos
conscientes de que seu dever é comparecer ao trabalho e cumprir com seus
horários, contribuindo com a sua qualidade profissional, para a correta
aplicação do erário público;
Queremos que Nova Friburgo, que foi
capaz de retomar o seu crescimento físico depois de uma grande tempestade; que
se preocupa em resgatar a sua história e o seu patrimônio cultural, possa
manter vivo este entusiasmo recém-descoberto, e dar continuidade à esta onda
civilizatória, que traz em seu movimento uma mentalidade ética e solidária, que
vai contagiando a todos aqueles que verdadeiramente a amam.
Mas, como todo povo tem o governo
que merece, precisamos, também cumprir com os nossos deveres:
Devemos estar conscientes de que
nenhum candidato, por melhor que seja, conseguirá fazer algo sozinho, mas
precisará da união do esforço de todos, para que as metas sejam alcançadas;
Devemos compreender que exercício de
cidadania não significa apenas votar no pleito eleitoral, mas acompanhar, passo
a passo, o desempenho daqueles em quem votamos;
Devemos ser co-responsáveis pela
manutenção da limpeza da cidade, pela preservação das lixeiras, das grades, das
árvores e do patrimônio público em geral (que também é nosso), dando o nosso
exemplo e advertindo aqueles que ainda não têm esta consciência;
Devemos evitar a nossa própria
participação em todas as formas de corrupção (passiva ou ativa), que possam
permitir retrocessos aos já tradicionais vícios políticos do nosso país.
Se conseguirmos realizar tudo isto,
nossa cidade, que emergiu no cenário nacional num momento de grandes
dificuldades, poderá se tornar um modelo para todo o Brasil, fazendo do
FRIBURGUENSE um exemplo de como o resgate da identidade e do amor de um povo
pela sua terra, pode transformá-la, em curto espaço de tempo, numa cidade onde
todos nos orgulharemos de viver. Rumo aos duzentos anos, em 2018! Compartilhe e ajude a formar uma nova Consciência.
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
OS QUATRO TIPOS DE AMOR
Cantado
e decantado pelos poetas de todos os tempos, o amor ocupa um lugar central na
vida dos seres humanos. Para o dicionarista, Mestre Aurélio, amar é sinônimo de
desejar o bem do outro, mas, na vida real, a questão não parece ser tão simples
assim. O significado que cada um atribui ao amor é muito pessoal, podendo
variar numa gradação que vai desde o sentido de permitir ser amado; de apenas
receber amor, até o sentido mais sublime do amor doação, que muitos poucos
conseguem realmente alcançar.
O
primeiro tipo de amor é Phornéia, o amor sexualizado e antropofágico, tão
praticado na sociedade atual. Este é o amor que consome, que se alimenta do
outro, que o usa para o seu próprio prazer. Phornéia é uma espécie de amor
utilitário, segundo o qual, o homem desfila com uma mulher bonita, exibindo-a
como um troféu, capaz de despertar a inveja dos “amigos”, mesmo que, no mais
íntimo do seu ser, saiba que a bela jovem (que também é Phornéia), está com
ele, apenas em função dos benefícios financeiros que possa usufruir com tal
relacionamento. É uma espécie de amor comercializado, em que ocorre uma troca
de interesses; inclui um acordo não verbalizado, segundo o qual, de antemão,
ambos os lados sabem que esta é a regra do jogo, enquanto ele durar. Neste tipo
de “amor”, os sentimentos afetivos não costumam ser considerados, ou são
confundidos com o desejo que um é capaz de despertar no outro, mesmo que não
tenham nenhum tipo de afinidade mais profunda, além da química sexual que
alimenta a relação. Phornéia está sempre presente nas relações fortuitas, tão
ao gosto dos amantes de ocasião.
O
segundo tipo de amor é Eros, o amor romântico que idealiza o outro, nele
colocando uma capa de príncipe ou de princesa que, no decorrer do
relacionamento será rompida pela emergência dos aspectos negativos da
personalidade de cada um, trazendo uma série de decepções, pelas expectativas
não atendidas, de parte a parte. Eros costuma ter origem nas projeções que cada
um faz sobre o outro, do masculino ou feminino idealizado em seu inconsciente,
na adolescência. Eros sempre espera que o outro seja perfeito; que permaneça
junto; que goste das mesmas coisas, numa espécie de relação simbiótica e
sufocante, na qual não sobra espaço para a individualidade de cada um. Eros se
baseia num contrato secreto, que nunca foi verbalizado, mas que, quando
desrespeitado, cria mágoas e ressentimentos, que vão se acumulando no decorrer
do tempo, enquanto o relacionamento durar. Eros costuma estar presente nos primeiros
anos de casamento, até que as idealizações sejam confrontadas com os aspectos
negativos da personalidade do outro, que geralmente não foram vistos durante o
namoro. Eros busca a “Cara-metade”, esperando que o outro complemente aquilo
que lhe falta, dessa forma impedindo que este lado cresça, para que cada um se
torne um ser humano inteiro.
O terceiro tipo de amor é Philia, o amor
fraterno, que busca concretizar ideais por afinidade. Expressa-se através dos
ideais comunitários. Situa-se no mundo das idéias que promovem as
transformações sociais, políticas e econômicas, agregando pessoas em torno de
objetivos em comum.
O
quarto tipo de amor é Ágape, o amor doação. Ágape é um amor maduro e consciente
quanto às qualidades e defeitos do outro, que não espera que ele (a) seja
perfeito (a) para ser amado. Ágape é o amor que incentiva a livre expressão do
ser que o outro é; que deseja o sucesso e a realização; que perdoa, porque não
se identifica com as dificuldades que o outro apresenta, mas procura ver o que
o outro faz de bom. Ágape aceita a humanidade do ser amado, porque sabe que
seres humanos erram e acertam, e que, juntos, podem caminhar em direção a um
relacionamento evolutivo que é construído no dia-a-dia da vida. Ágape não cria
expectativas e, por isso, não se decepciona. É um tipo de amor que valoriza a
individualidade e a expressão de cada um, procurando abrir caminho para a
auto-realização. No relacionamento do tipo Ágape, cada um é um ser humano
inteiro e responsável por si próprio. Capaz de compartilhar os bons e maus
momentos da vida, sem responsabilizar a ninguém pelos seus erros e acertos.
Ágape é um amor livre das mágoas e dos ressentimentos que podem ser gerados
pelos três outros tipos de amor, embora possa também incluí-los como
“temperos”, que podem preencher determinados momentos da vida, sem que
constituam a sua essência.
Ágape
é como os heróis dos contos de fadas: Atravessa os pântanos dos piores aspectos
dos outros, enfrenta os assustadores dragões dos defeitos do outro, até
alcançar o castelo elevado do verdadeiro amor, que é construído justamente nessa travessia das imperfeições
de cada um, em busca da essência perfeita que todo ser humano traz dentro de
si. Nele, enfim, o Eu Superior, de cada um poderá encontrar a felicidade que
tanto procura...
terça-feira, 30 de setembro de 2014
STRESS OCUPACIONAL
Cresce o número de casos da chamada
“Síndrome de Burnout” ou stress ocupacional, que tem como sintomas
característicos, as dores no corpo, hipertensão arterial, angústia, depressão e
ansiedade ocasionados por excesso de trabalho. Vivendo num contexto social cada
vez mais tenso e sendo cada vez mais exigido pelo competitivo mercado de
trabalho, o indivíduo que não disponha de meios naturais de reequilibração
psíquica tenderá a ceder às pressões do meio ambiente, esquecendo-se de si
mesmo, e de suas próprias necessidades emocionais. Cada vez mais o indivíduo se
afasta de suas tendências naturais de expressão, procurando atender às
cobranças de um mundo que avalia a qualidade de vida pelos bens de consumo,
desprezando aspectos fundamentais de qualidade de vida, que não podem ser
medidos quantitativamente. Preocupado com o próprio sucesso profissional, o
indivíduo vai deixando de lado os prazeres simples que alimentavam seu lado
emocional, transformando-se numa verdadeira máquina de trabalho. Com o passar
do tempo, ele entra num estado de desgaste e falta de motivação, apresentando
queda da capacidade produtiva, da atividade sexual e do prazer de viver, em
geral.
As dores no corpo são decorrentes do
estado permanente de alerta, que mantém a musculatura tencionada, diante de uma
ameaça real ou imaginária. O psiquismo se prepara para fugir ou lutar, quando,
na maioria dos casos, nenhum desses dois comportamentos é possível de ser
concretizado. Este estado de tensão permanente provoca o estreitamento das
artérias, elevando a pressão arterial, causando a hipertensão primária, pois o
sangue bombeado pelo coração precisa atravessar canais circulatórios reduzidos
pela tensão emocional. A depressão por sua vez, expressa o sentimento de
impotência diante de uma situação que o indivíduo gostaria, mas não sabe como
modificar. A ansiedade sentida, nestes casos, deve-se à expectativa de um
futuro melhor, em que estas pressões não mais ocorram, e a angústia é o
coquetel de emoções, que provoca um “aperto no peito”, como resultante dos
sintomas de pré-cordialgia, que acompanham estes casos, quando as cartilagens
que sustentam o coração, ficam inflamadas pela tensão permanente.
As pesquisas mais recentes sobre a consciência
humana mostram que o estado de consciência em que o indivíduo se encontra é
fator fundamental para a manutenção de sua saúde como um todo (física, emocional,
mental e espiritual), sem o que o dia-a-dia se transforma num arrastar pela
vida, em busca da sobrevivência.
Esse quadro de stress é expresso na linguagem diária
do indivíduo, num processo permanente de auto-hipnose negativa de lamentações,
queixas e críticas, através do que ele estabelece comandos psíquicos que o
conduzem cada vez mais em direção ao insucesso, bloqueando sua própria
capacidade de reorganizar-se mental e emocionalmente.
No tratamento da Síndrome de Burnout,
o trabalho terapêutico através de técnicas específicas de Hipnose Ericksoniana
e Reprogramação Mental consiste na identificação das cargas emocionais
causadoras dos sintomas, liberando a energia nelas contida, para o exercício de
atividades simples, que devolvam ao indivíduo o prazer de viver e a capacidade
de identificar seu próprio caminho existencial. O objetivo terapêutico é também
reconduzir a atenção consciente do indivíduo para a realização de si mesmo,
apesar das pressões externas que continuarão a existir, mas que passarão a ter
um valor relativo, compensado por metas internas mais bem definidas.
Todo este trabalho de reprogramação de estilo de
vida busca resgatar para o indivíduo o sentido de sua própria existência no
momento de vida presente. Independente das pressões que existam no mundo
externo, é preciso eliminar o desgaste desnecessário, produzido pelo medo do
insucesso profissional e das possíveis perdas financeiras, sentimentos que
acabam minando a saúde e realmente conduzindo ao fracasso profissional.
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
OS CINCO PODERES
“Quanto mais leis e proibições houver no
mundo,
Mais pobre e mísero será o povo.
Quanto mais armas tiver o império,
Mais desordem e confusão haverá entre o povo.
Quanto mais artes e ofícios tiver o povo,
Mais coisas supérfluas e inúteis haverá.
Quanto mais ordens e leis ditem os governos,
Mais salteadores e ladrões haverá.”
(Tao The King – Lao Tse)
Nos estudos de Moral
e Cívica, ou de Geografia e Política, aprendemos que existem três poderes: O
Legislativo (que cria as leis), o Executivo (que executa as leis) e o
Judiciário (que julga o cumprimento das leis).
Como
a vida é um permanente processo de mutação, no qual novos procedimentos se
estabelecem, sem que tivéssemos percebido, esta estrutura política foi sendo modificada
pelos acontecimentos, gerando uma nova configuração. Hoje, temos cinco poderes,
que regem a dinâmica diária de nossas vidas:
O
primeiro é o Poder Econômico, que muitas vezes nos traz noites insones,
exigindo de toda a população, a flexibilidade necessária para atravessar os
múltiplos encargos financeiros da sociedade moderna. Com juros extorsivos e
lucros bilionários, o poder econômico, retido nas mãos de uma pequena parcela
da população, rege as relações comerciais, com cláusulas leoninas, cujo único
objetivo é a manutenção do endividamento do povo, submetido a uma nova forma de
escravidão: A escravidão financeira. Com anúncios atrativos, e variadas
ofertas, sempre disponíveis, de créditos pré-aprovados, o mercado cria
tentadoras armadilhas, para aqueles que não conseguem resistir aos próprios
desejos de consumo, ou às necessidades prementes, não cobertas pelos salários.
A
serviço deste primeiro poder está o Poder da Mídia, o poder da informação, que
alcança os recantos mais distantes do planeta, entrando praticamente em todas
as casas, ativando, em cada pessoa (seja criança, jovem, adulto ou idoso), os
desejos mais ocultos. Ou até mesmo lembrando-os, mais uma vez, das necessidades
não supridas. Como resistir às centenas de anúncios, que baseados nos modernos
conhecimentos da psicologia da comunicação, a cada momento, criam novas
demandas de consumo? Como resistir ao apelo de novos produtos, de um calçado
novo, de uma roupa da moda, do celular mais moderno... Do carro de última geração?
Como abrir os olhos iludidos por tantos apelos irresistíveis, para perceber as
armadilhas que têm como único objetivo sugar o dinheiro, cada vez mais escasso,
da massacrada população brasileira?
Também
a serviço do Poder Econômico, está o Poder Legislativo, cada vez mais atendendo
às exigências do lucro insaciável; criando cada vez mais impostos; bi-tributações,
taxas de estacionamento em vias públicas, regulamentações de centenas de
multas, que consomem o magro salário do trabalhador, e que, oficialmente, ainda
é chamado de “renda”. Leis que, na maioria das vezes, atendem aos interesses de
lobs partidários, ou aos interesses de grupos particulares. Leis que, até mesmo
são criadas para atenderem aos interesses de seus próprios autores. Leis que, somente
em poucos casos, visam o bem comum da população.
Em
quarto lugar, aparentemente ocupando as linhas de frente, está o executivo, através
dos postos oficiais daqueles que deveriam efetivamente governar e ter poder
decisório, mas que acabam ocupando a difícil posição dos que não podem dizer o
que sabem, sem que isto os comprometa até o último fio de cabelo. Nas linhas de
frente, estão aqueles que, muitas vezes seduzidos pelo desejo de poder e pela
vaidade, cedem às pressões exercidas nas sombras dos bastidores, para
reaparecerem à luz dos refletores, tendo que manter a postura pré-estabelecida,
daqueles que fazem de conta que não estão se sentindo atingidos pelas críticas.
Será que, realmente, estes ainda pensam que governam?
Em
último lugar, sufocado pela multiplicidade dos obstáculos que entravam a
justiça, forçando-o a obedecer aos procedimentos procrastinadores, que o deixa
com pés e mãos atados, está o Poder Judiciário. Em último lugar estão aqueles
que, conhecendo a justiça, sabem que, muitas vezes, as leis são injustas, mesmo
quando têm que ser cumpridas. Em último lugar estão aqueles, cuja função é
defender esta população tão sofrida, que, sem ter seus direitos reconhecidos, e
esquecida de que “o poder emana do povo e, em seu nome será exercido”, como prevê
o primeiro artigo de nossa constituição, espera, passivamente, que os poderosos
os respeitem.
Será que esses
poderosos, no silêncio da noite mal dormida, não ouvem a voz da própria
consciência, exigindo-lhes uma mudança de mentalidade, que possa lhes resgatar
a dignidade humana?...
domingo, 10 de agosto de 2014
NOS BASTIDORES DA VIOLENCIA
Atualmente, a
violência explode em todo mundo... Na bomba caseira, no homem-bomba, na bomba
atômica... Explode também nas guerras urbanas, não menores do que as guerras
militares. Explode até mesmo na natureza, na forma de furações e enchentes, que
parecem, a todo custo, estarem tentando varrer, da superfície da terra, a
maldade humana. Por que tudo isto? Indagam todos, atônitos. De onde vem tanta
violência? O que a desencadeia? O que fazer para contê-la?
Aqueles
que têm um pouco mais de idade, ainda trazem na memória, a lembrança de dias
mais tranqüilos, quando se podia dormir com as janelas abertas; deixar o carro
na calçada, à noite; confiar nas pessoas e aceitar ajuda solidária, até mesmo
de estranhos. Para onde foi a confiabilidade humana? Como resgatá-la nos dias
de hoje?
Para
Josef Murphy, um dos mais antigos autores a abordarem as questões da
consciência humana: “Aquilo que ocupa a nossa mente, se manifesta em nossas
vidas”. Partindo desse princípio, podemos perceber que, durante os últimos
vinte anos, nossas mentes foram bombardeadas pelas imagens de violência dos
chamados “Filmes de Ação”, astuto substitutivo mercadológico para “Filmes de
Violência”. Neles, as mega-explosões estão sempre associadas à idéia de
absoluto controle das emoções (nervos de aço), como se esta fosse uma
característica essencial a ser desenvolvida pelos “corajosos” brigões.
Se
antes os Filmes de Guerra passavam a falsa ilusão de heroísmo, até que “O
Resgate do Soldado Rayan” nos mostrasse os horrores e a inutilidade da guerra
fratricida, os filmes de ação expandiram a imagem da violência, como uma
espécie de jogo de banalização da morte. Segundo as estatísticas, até os dez
anos de idade, uma criança assiste a 14.000 assassinatos na TV. Como,
geralmente, assistir TV, na falta de algo melhor, é a principal atividade dos
desocupados, os filmes funcionam como um treinamento virtual para as futuras
ações.
Atualmente,
tem aumentado, significativamente, os episódios de violência nas escolas
americanas, numa clara e evidente demonstração de que a violência virtual está,
cada vez mais, ocupando lugar na vida real.
Cabe
aos pais, numa reação pacífica a tanta sandice, exercer o seu direito de
controle e de orientação das atividades de lazer dos filhos (principalmente das
crianças e pré-adolescentes) que, pela própria idade, são mais influenciáveis
pelas informações que vêm do mundo externo. Mesmo diante de um filme horrível,
cabe lugar para a avaliação crítica de que uma vida normal não pode ser daquele
modo; de que uma pessoa saudável não volta de uma guerra, sem que sua
sensibilidade tenha sido afetada por todo o horror vivenciado; que, na verdade,
ninguém quer ir para a guerra; que, muitas vezes, os soldados “suportam” a experiência,
dopados pelas drogas a que têm acesso legal.
Esta avaliação crítica
da atual cultura de violência permite que os mais jovens façam uma reflexão
sobre as reais conseqüências dos comportamentos violentos, tanto para aqueles
que sofrem as ações, como para aqueles que as praticam. Como, principalmente os
pré-adolescentes são mais influenciáveis pelas opiniões dos grupos de colegas,
abrirmos espaço para esta discussão, pode ser um bom caminho para que os jovens
repensem as conseqüências das ações impulsivas, que muitas vezes, num breve
momento, podem mudar os rumos de toda a vida.
Outro
recurso para lidar com este problema é a utilização de DVDs, previamente
selecionados, cujo conteúdo traga uma mensagem positiva de resgate dos valores
essenciais da humanidade, e da sensibilidade necessária para que as crianças e
os jovens desenvolvam uma personalidade equilibrada e construtiva. É
importante, também, que eles percebam que a agressividade, quando polarizada
para as ações positivas, transforma-se em “garra” e força de vontade, para
ultrapassarem os obstáculos, impulsionando-os em direção aos seus objetivos e
metas de vida.
O
“bom combate” é a transformação interior dos impulsos negativos em potenciais
positivos, que expressem toda a capacidade que cada um traz dentro de si.
Afinal, todo conflito; toda guerra está presente, primeiramente, dentro do ser
humano que a desencadeia...
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