Tradução

quinta-feira, 9 de maio de 2024

DO EMPREGO AO TRABALHO - Comportamento

 


 Foto: Tatiana Santos

Em tempos de intensas transformações civilizatórias, vivenciamos profundos processos de revisão de nossos modelos de mundo e percebemos o quanto precisamos nos adaptar a essas mudanças.

Através da história da humanidade, civilizações nascem, crescem e morrem de modo orgânico e natural, promovendo a evolução consciencial e o surgimento de novos modos de vida, como tão bem explicado no livro Evolução em dois Mundos[1], que nos oferece uma visão transcendente dos processos sociais, em final de ciclo planetário. Assim como aconteceu no início da era industrial, com o surgimento dos carros, as tílburis caíram em desuso e os cocheiros perderam seus empregos. Em tempos atuais, “orelhões” foram substituídos por celulares e máquinas de escrever viraram sucata, diante dos modernos notebooks, com suas múltiplas funções digitais, cujos aplicativos permitem até mesmo que o escritor dite seus textos, enquanto o programa digita. Diante de mudanças tão radicais, muitos empregos irão desaparecer, em função da Inteligência Artificial, segundo a qual os robôs já tomaram o lugar dos operários em montadoras automobilísticas  e até mesmo serviços domésticos de limpeza já podem ser executados por pequenos aparelhos que rastreiam lixo no chão. Nesse contexto, como serão as relações de trabalho num futuro bem próximo?

Primeiramente, vamos compreender a diferença entre emprego e trabalho: Emprego pode ser definido como uma colocação que alguém procura, em busca de uma possível estabilidade, retorno financeiro e benefícios tais como vínculo empregatício, férias, décimo terceiro salário, fundo de garantia e aposentadoria. Vale complementarmos que o sentido linguístico de aposentadoria é “recolher-se aos aposentos”, o que talvez signifique sentar-se numa cadeira, como expectador da vida, aguardando o surgimento dos sinais de envelhecimento, doenças e restrições impostas pela idade. Também vale aqui acrescentar que, em muitos casos, o candidato a um emprego se proponha a trabalhar num serviço com o qual não se identifica e está distante de sua vocação[2], fazendo com que o dia de segunda feira traga o peso da  extrema monotonia ou do extremo stress, apenas por conta do medo dos desafios evolutivos da vida. Cabe aqui ressaltar que, o empregador também precisa rever seus conceitos relacionados ao patamar em que se encontram seus colaboradores, considerando a importância dos Três Ps”: A pessoa, a Plenitude e a Produção, índices indicadores da identificação das habilidades e competências dos funcionários com a tarefa a ser executada, a interferência de seus problemas familiares, comprometendo o foco no serviço e prejudicando a qualidade final do produto que será oferecido ao consumidor. Será que estes aspectos são considerados pelos empregadores? Também vale ressaltar que, em todos os tempos existiram empresas conscientes de seus deveres sociais, criando fundações que beneficiavam seus funcionários e lhes ofereciam financiamentos diferenciados para compra de casa própria e ainda ofereciam escolas, serviços médicos e odontológicos e opções de laser, muito antes que viessem a ser cobrados em seus deveres trabalhistas. Um exemplo bem interessante desse modelo foi o Empresário Julius Arp, sobre o qual já escrevemos um artigo.[3] Outra empresa friburguense bem consciente é a Stam, empresa metalúrgica que valoriza a pessoa de seus colaboradores e desenvolve projetos sociais  ligados ao esporte e preservação do meio ambiente,   através da Fundação Francisco Farias.[4].  Sabemos que, em todo o Brasil, existem empresas que desenvolvem projetos neste sentido.

Por outro lado, o termo trabalho[5], enquanto lei evolutiva[6] pode ser definido como um serviço oferecido por um empreendedor, com base em sua vocação, a qual ele realiza com amor e dedicação e que as pessoas se interessam por adquirir, pela qualidade do resultado oferecido. Por esse motivo, cada vez mais encontramos pessoas buscando a migração de carreira, descontentes com o estabelecimento de metas de produção e vendas, que geram stress ocupacional, com sérios comprometimentos da saúde física, emocional, mental e espiritual.  Embora esta nova possibilidade signifique abrir mão dos benefícios trabalhistas oferecidos pelos emprego convencional, abre espaço para a auto realização e sentido de estar no mundo, a serviço de algo que dá sentido espiritual e propósito ao estar no mundo. Como você, leitor deste artigo, sente-se em relação a isto? Você sabe o que você veio fazer neste Planeta?

Neste breve diálogo, deixo aqui essa reflexão. Reserve algum tempo para identificar o seu grau de satisfação com a sua vida profissional e perceba que, se você ainda tem pouco tempo de serviço num emprego convencional, agora pode ser o momento oportuno para pensar em outras opções mais motivadoras. Mas se você está perto de se aposentar, comece a pensar em alguns sonhos da sua juventude, que poderão ser transformados em projetos, através de passos bem definidos que, gradualmente poderão ser colocados em prática. Você tem um lugar no mundo para fazer o que ama e lhe faz feliz!                                      

                           Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 09 de maio de 2024.

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[1] Link para o PDF do livro: https://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/chicoxavier/evolucaoemdoismundos.pdf

[2] Vocare - terno de origem latina que significa chamado

[4] Link para o site da Stam: https://stam.com.br/quem-somos/

[5] 19.2. LEI DO TRABALHO: O trabalho também é uma Lei Divina. É dever de todo ser humano tornar-se útil, em seu próprio benefício e no benefício dos demais. Numa sociedade ideal, cada Ser realizaria a sua programação natural de vida, tendo para isto todas as condições e qualidades que ele já possui dentro de si mesmo e, ao mesmo tempo contribuindo para o benefício da humanidade. Colocado num mundo cheio de recursos naturais, tendo em si a capacidade de transformar e diante das necessidades que a própria vida cria, o trabalho para o homem surge como uma conseqüência natural, em que ele desenvolve e utiliza sua inteligência, atuando no meio em que vive e colaborando com a Obra Divina.

             Pode-se depreender que o trabalho é uma necessidade evolutiva, da qual nenhum ser está isento. Mesmo aqueles que dispõem de recursos materiais, de riqueza, têm a função de gerar bem-estar social, empregos etc., contribuindo para o progresso geral. Dentro desse programa de aperfeiçoamento, muitos não terão necessidade de ganhar o pão com o suor de seus rostos; cabe-lhes, entretanto, atuar de acordo com suas habilidades para o benefício comum. A uns é dada a força física; a outros, a inteligência; a outros a habilidade manual ou artística etc., cada um atuando como co-criador com Deus.

            Nos Reinos Elemental e Animal, o trabalho também se faz presente. O vento, a chuva e a germinação são trabalhos de seres divinos responsáveis pelos processos de criação da natureza. No Reino Animal, cada ser age, por instinto, de acordo com a Providência Divina, na regulação e controle do equilíbrio ecológico, nas suas diferentes formas de expressão da vida.

            Assim como o trabalho é uma lLinei, o repouso é o seu complemento, permitindo o descanso e ou reabastecimento das forças do organismo e a liberação da mente, permitindo ao homem elevar-se e contatar novas idéias, que por sua vez levam a novos benefícios e conquistas.

       Aquele que explora o trabalho do seu semelhante, que o escraviza, sobrecarregando-o além do seu limite, desobedece à Lei Divina e por isto será responsabilizado. Mais uma vez, podemos dizer que tudo aquilo que se distancia do ponto de equilíbrio e não visa o bem, não é de acordo com as Leis de Deus.

                                         

Link pata a página de Tatiana Santos: (24) ESCLARECENDO A DIFERENÇA ENTRE TRABALHO E EMPREGO | LinkedIn


sexta-feira, 1 de março de 2024

A ESTRUTURA DAS NARRATIVAS - Comunicação

    

Diante de um termo muito falado nos dias de hoje, resolvi aprofundar o tema. Afinal, o que são narrativas? Pesquisando no Google, encontrei esta definição: “Uma narrativa ou história é qualquer relato de uma série de eventos ou experiências relacionadas, seja não-ficcional ou ficcional. (nosso grifo). As narrativas podem ser apresentadas através de uma sequência de palavras escritas ou faladas, imagens fixas ou em movimento, ou qualquer combinação destas.” (Wikipédia), ressaltando esta característica: Os textos narrativos são aqueles que se caracterizam estruturalmente pela narração de acontecimentos reais ou ficionais (nosso grifo). Nos textos desse tipo, são narrados acontecimentos, histórias ou situações, fictícias ou verídicas, em ordem cronológica ou não. “(nosso grifo).

Como Psicóloga Clínica, habituada à observação do comportamento humano, individual e grupal e, como Professora de Linguística e Autora do E-Book “Linguística para mediação de conflitos”, reportei-me aos mecanismos defensivos do ego presentes nas narrativas, a serviço de  motivações conscientes ou inconscientes, por detrás do que é narrado, tais como eliminação, distorção e generalização, mecanismos estes que passamos a aprofundar, para melhor compreensão.

A comunicação interpessoal ocorre em dois níveis: Numa estrutura superficial, que é o modo habitual da fala de uma pessoa, e uma estrutura profunda da mesma frase, quando construída de modo adequado, incluindo sujeito (quem fala), verbo (a ação referida) e predicado (a qualidade do que é falado). Assim sendo, quando o falante subtrai qualquer dessas partes fundamentais da comunicação, gera mal-entendidos, que irão prejudicar a compreensão do que está sendo dito, de forma escrita ou falada.

Outro aspecto importante é  constituído pelos pressupostos da Psiconeurolinguística que nos ensinam que “Palavras são gatilhos que disparam emoções e sensações” e que "A linguagem determina a visão de mundo”. Assim o modo como alguma coisa é falada, também terá conteúdos subliminares, através do tom de voz e da expressão de quem fala, lembrando-nos, ainda que noventa e três por cento da comunicação é feita através da comunicação não verbal, representada pela postura corporal, expressão, tom de voz...Portando, ao ouvir ou ler uma notícia, verifique a confiabilidade da fonte de informação, procure perceber se as frases estão completas, contendo os elementos essenciais obrigatórios numa comunicação verdadeira e a quem pode interessar determinados tipos de informação.

Em tempos de crise civilizatória, muitas notícias objetivam promover alarmes, discórdias e divisões de grupos, com o objetivos de enfraquecê-los e facilitar a dominação de massas, colocando-as a serviço de interesses nem sempre claros e que tenham como objetivo o bem comum.

                                          Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 01 de março de 2024.

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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

O QUE É O TEMPO - Ensaio

 


         Em tempos modernos, sob os efeitos da Ressonância Schummam, a aceleração do biorritmo do planeta ou da nossa própria aceleração mental, corremos contra o tempo, procurando dar conta de nossas atividades pessoais e profissionais, com anotações precisas em nossas agendas. Mas será que sempre foi assim? Onde estão os dias tranquilos e silenciosos de outrora, quando o tempo parecia escorrer mais lentamente?... Curiosa diante desta questão, resolvi voltar atrás no próprio tempo, para pesquisar dados históricos, empíricos e simbólicos relacionados às medições do tempo.

Os registros históricos relatam que povos antigos como os Babilônios e Egípcios criaram o “Relógio do Sol”, no qual uma haste fincada no sentido vertical, no centro de um espaço circular, dividido em 12 partes, marcava a passagem do tempo pelo movimento da sombra projetada pela haste, no decorrer de um dia, atribuindo a mesma medida de 12 partes para representar a noite, independentemente de serem mais longas ou mais curtas, segundo o sistema duodecimal utilizado na época, totalizando 24 horas para cada ciclo de dia e noite. Em composição com o sistema sexagesimal, dividiram cada hora em 60 minutos e cada minuto em sessenta segundos. Posteriormente, os gregos criaram a clepsidra, um “Relógio D’Agua”, em que o líquido contido na parte superior de um reservatório escoava, através de um furo, para a parte inferior, marcando assim a passagem da mesma medida de tempo. Esse processo deu origem a ampulheta, na qual a água foi substituída pela areia, para a organização das atividades diárias. Chronos é o nome dado ao tempo, pela mitologia grega. Era considerado o mais novo dos seis poderosos titãs que pertenciam a primeira geração de seres divinos, filho caçula de Urano (representação do céu) e de Gaia (personificação da terra). Atualmente, Cronos é a definição do tempo cronológico e físico, compreendido como medida de anos, meses, dias, horas, minutos e segundos.  Para os Maias, o referencial de tempo era o Calendário Lunar, dividido em 13 meses de 28 dias e um dia extra, o qual eles chamavam de dia do não tempo e era reservado à interiorização e reflexões. E assim os séculos se passaram!...

Com base no Calendário Lunar dos Maias, em 2020, gravei uma Live com uma meditação sobre o “Tempo do não Tempo”, onde com fundamentos nos conhecimentos da Cultura desse povo antigo, conduzi uma meditação na qual, cada pessoa podia despedir-se das memórias disfuncionais do seu passado, delas recolhendo as aprendizagens úteis à própria evolução, tendo também a oportunidade de esvaziarem as ansiedades e expectativas em relação a tudo aquilo que poderia ocorrer no futuro. Aliás, sobre isso, também é importante lembrarmos que o que chamamos de futuro é um conjunto de probabilidades de ocorrência de eventos, que poderão ainda ser por nós alterados, a partir do nosso livre arbítrio, evitando que consequências inadequadas venham a ocorrer. Associado a esta mesma live, em 2005, publiquei um poema inspirado por uma visita à cidade de Conservatória, intitulado “Três Tempos”, no qual ressalto a importância da integração do psiquismo, no tempo presente. E em 2016, publiquei um artigo intitulado Cenários, onde também teço algumas reflexões filosóficas sobre as expectativas em relação à passagem de Ano Novo. A partir dessas memórias e continuando minhas buscas em relação aos significados do tempo, reuni conhecimentos da Física para o aprofundamento dessa influência temporal sobre o nosso psiquismo e o dia a dia de nossas vidas.

         Em relação à vida no mundo tridimensional, que tem as medidas de comprimento, altura e largura, o tempo era compreendido como uma quarta dimensão, referente ao período necessário para percorrermos um espaço linear. E assim pensávamos, até que Albert Einstein criasse a teoria da Relatividade e a noção de tempo circular, segundo a qual, “Na presença de massa o espaço se curva e o tempo se acelera”. Efetivamente, na realidade virtual de hoje em dia, zeramos o tempo cronológico, quando conversamos em tempo real, com alguém que se encontra em outro fuso horário, em qualquer outro ponto do planeta e descobrimos que o tempo cronológico, atualmente, tornou-se relativo e serve apenas para agendarmos nossos compromissos com outras pessoas.

No site da Unipampa – Universidade do Rio Grande do Sul, encontrei um interessante texto sobre o tempo, ainda segundo a Mitologia Grega: “O mais corajoso e jovem dos Titãs, foi o único a ter coragem de ajudar sua mãe Gaia a se livrar dos castigos de seu pai Urano. Cronos tornou-se rei supremo dos deuses no lugar de seu pai e gerou muitos filhos com sua esposa-irmã Réia.” Neste mito, Cronos é descrito como um pai cruel, que devora seus filhos para que eles não lhe roubem o trono e o poder. Pela tradução do mito, compreendemos que à medida que o tempo passa, ele devora as experiências vividas, que vão ficando para trás, apenas como memórias de um passado que não volta mais, já que não temos corpo no passado, assim como não temos corpo no futuro que ainda está por vir, ambos refletindo, apenas, projeções do nosso psiquismo, em experiências de regressão ou premonição, quando a mente está expandida. Desse modo, Cronos se afigura como implacável em seus movimentos e afeta nossos estados emocionais, causando-nos estresse informacional, quando não conseguimos processar todas as notícias que chegam até nós, dificultando a formação de engramas, que são as células de memória, que se desenvolvem após a percepção, avaliação e arquivamento das informações apreendidas pelos canais de visão, audição e sinestesia. Cronos também nos traz a sensação de envelhecimento, quando comparamos o tempo médio de vida de cada ser humano na terra, podendo afetar nossos sonhos e projetos, quando acreditamos que estamos velhos demais para iniciar uma nova atividade de vida. Mas será que nossa caminhada evolutiva está limitada a esta contagem dos dias que vivemos na terra?

Com relação ao nosso inconsciente, segundo a Psicologia Transpessoal, sabemos que este é atemporal e liga experiências do passado, presente ou futuro por semelhança de padrões emocionais, independentes da relação cronológica, podendo associar acontecimentos de alguns anos atrás, ou até mesmo com intervalo de séculos, como ocorre com as memórias transpessoais do inconsciente coletivo da humanidade, acessíveis através das técnicas regressivas. Este conhecimento levou-me a aprofundar um pouco mais as minhas buscas, encontrando um significado bem interessante relacionado ao tempo: O termo kairós tem origem na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, onde era diretamente relacionado ao deus do tempo, Cronos. Na época, a expressão tinha o sentido de “momento certo” ou “momento oportuno”. Para os gregos, kairós era considerado o momento ideal para se estar presente numa determinada situação. Por influência dos deuses gregos, é claro, o indivíduo deveria aproveitar a oportunidade para realização de tarefas, missões ou processos. Na Bíblia, o termo é usado para se referir ao tempo de Deus, diferente do tempo humano (Chronos), conduzindo-nos a uma profunda reflexão sobre os nossos estados emocionais e a nossa relação com a passagem do tempo: Se nos deixamos oprimir por Cronos, o tempo humano, ficaremos ansiosos e estressados com a idade, com as pressões sociais, metas e objetivos a serem alcançados ou até mesmo acreditando que o nosso tempo já passou e que na velhice, somente nos resta aguardar o término desta existência, como intervalo vivenciado entre o nascimento e a morte do corpo físico. Mas, se conhecemos o significado de Kairós, o Tempo de Deus, desenvolvemos resiliência, a nossa capacidade de enfrentarmos as adversidades, mantendo a habilidade adaptativa, aprendendo com erros e acertos, contornando obstáculos e criando projetos, dentro da realidade de cada momento, agindo como bons alunos na Escola da Vida, até o último dia de aula.  Com Kairós, descobrimos que podemos imprimir qualidade a cada dia; podemos criar boas memórias de nossos relacionamentos afetivos e sociais; podemos desenvolver o hábito de perceber as qualidades das pessoas e os momentos em que podemos ser úteis ao nosso entorno social. Assim sendo, segundo os pressupostos básicos da Psiconeurolinguística, “a linguagem determina a visão de mundo” e “palavras são gatilhos que disparam emoções e sensações” ou ainda “se o que você está fazendo não está dando resultados, faça diferente”, compreendemos que a nossa percepção da realidade depende do estado de consciência em que vibramos. Como nos ensina o Psicólogo Francês, Pierre Weil, introdutor da Psicologia Transpessoal no Brasil, se escolhemos nos deixar direcionar por Cronos ou se nos deixamos conduzir à ampliação de nossas consciências por Kairós, de qualquer forma estamos certos, exercendo o livre arbítrio de nossas próprias escolhas evolutivas...

Outro conhecimento importante para a compreensão do modo como lidamos com o tempo está relacionado a qual das funções psíquicas predominantemente utilizamos em nossas relações com o mundo. Carl Gustava Jung, em sua Psicologia Analítica nos ensina que podemos utilizar a razão, a emoção a sensação e a intuição, as quais, por sua vez, definem os quatro campos do conhecimento humano: Ciência (compreensão racional do que é percebido através dos cinco sentidos de visão, audição, olfato tato e paladar, voltados para o mundo tridimensional); filosofia (compreensão racional do que é percebido através da nossa capacidade de intuição e transcendência, como funções das glândulas hipófise e pineal); arte (expressão emocional desses potenciais no mundo externo: pintura, escultura, poesia...); religiosidade (expressão emocional do que intuímos). Através da aplicação da Técnica das Quatro Funções Psíquicas, podemos identificar, de forma gráfica e com percentuais matemáticos, qual dessas funções cada pessoa mais utiliza em suas relações consigo mesma e com o mundo a sua volta. Quando uma pessoa utiliza mais a lógica e a racionalidade, torna-se objetiva, determinado, focada na avaliação do certo e do errado; se esta função for utilizada em excesso, a pessoa perderá o ponto de equilíbrio entre os extremos e ficará aprisionada ao julgamento e rigidez de conceitos. Uma pessoa regida pelo hábito de dialogar, terá flexibilidade em seus relacionamentos e será ponderada e mediadora em relação a terceiros; quando em excesso, este padrão mental irá gerar dúvidas e inseguranças, em função da tendência de se deixar levar pelas opiniões alheias. Se a pessoa usa mais a religiosidade, terá suporte emocional para lidar com as dificuldades da vida e dar suporte a outras pessoas; quando em excesso, pode gerar fanatismo e distanciamento da realidade. Uma pessoa regida pela tendência artística e lazer, será alegre, de bem com a natureza, criativa e, por outro lado, poderá negligenciar regras e compromissos importantes para a realização de seus objetivos, perdendo foco e determinação. Assim sendo, o equilíbrio entre essas quatro funções psíquicas é fundamental para a saúde física, emocional, mental e espiritual, tornando-se um referencial de avaliação de quais aspectos precisam ser trabalhados, no processo de autoconhecimento.

Como podemos ver, nossas representações simbólicas do que chamamos de tempo, sofreram influências culturais e evolutivas, ao longo da história, mostrando-nos a complexidade do tema. De posse dessas informações, que possamos repensar os significados que atribuímos ao passar dos anos, aproveitando-os da melhor forma possível; buscando imprimir qualidade a cada momento vivido, criando bons momentos e aproveitando novas oportunidades, colecionando boas lembranças ao longo do percurso existencial, o que certamente será fundamental para a manutenção da  saúde e da jovialidade, independentemente de nossa idade cronológica.

Regidos por Cronos, usaremos, predominantemente, nossas funções de razão e sensação, com nossos sentidos voltados para o mundo externo, deixando-nos influenciar pelos modelos sociais que muitas vezes já se tornaram disfuncionais, perdendo nossas motivações e possibilidades de renovação, pela simples ideia de que sempre foi assim e sempre será...

Regidos por Kairós, utilizaremos mais nossas funções de intuição e emoção, seremos inspirados por nossa sabedoria interior, expandindo nossos olhares para além do horizonte físico, onde novos cenários poderão ser descortinados, novos sonhos poderão ser alimentados e transformados em projetos adaptados e passíveis de serem concretizados no presente, desse modo orientando a razão e a sensação rumo à   autorrealização neste eterno aqui-e-agora; neste eterno presente, que tem este nome tão lindo e que chega até cada um de nós como dádiva atemporal, através da qual deixamos para trás os sentimentos depressivos, em relação aos erros do passado que não volta mais e nos libertamos da ansiedade e das expectativas de resultados,  em relação ao futuro que ainda não chegou, permitindo-nos a manifestação de   nossas missões existenciais, com base em nossos propósitos de vida.

Finalizando nossas reflexões, convidamos a todos que lerem este ensaio, para a desafiante proposta de reconexão com a sua sabedoria interior, com o objetivo de rever os símbolos inconscientes, arquivados no mais profundo do seu ser, promovendo a reorganização de todo este material psíquico, de modo a abrir novos espaços de realização pessoal, independente do tempo que tenha transcorrido...

                                             Sueli Meirelles em Nova Friburgo, 02 de Fevereiro de 2024

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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

CAFEZINHO AMOROSO - Bodas de Heliotrópio - 49 anos

 


Podem,
Grãos tão pequenos,
Despertar os corações?

Podem,
Grãos tão morenos,
Ativar as emoções?

Mas, a verdade
É que assim aconteceu:

Dois tímidos bancários,
Ultrapassando os horários,
Em busca de erros contábeis,
Acabaram,
Por mãos hábeis,
Enlaçando o próprio eu.

Entre xícaras fumegantes,
Os dois corações amantes
Trocaram olhares ternos,
Jurando amores eternos.

Com laço duradouro,
De sentimento imorredouro,
Transformaram as diferenças,
Em puras bem-querenças.

E até hoje,
50 anos depois,
O café para dois
Ainda é celebrado,
Em encontro marcado,
Tornando-se hábito diário
Do casal septuagenário.
Por incrível que pareça,
E por mais que o vigor esmaeça,
O sabor forte do café,
Hoje tem sentido de fé,
Sustentando a união,
Com carinho e atenção.



[1] Sueli Meirelles, em Nova Friburgo. Poema escrito em comemoração ao aniversário de 41 anos de Casamento, em 19/01/16 e atualizado em 19/01/24. Bodas de Girassol. Como essas flores, seguimos juntos em Busca da Luz.

quarta-feira, 22 de novembro de 2023

REFLEXÕES SOBRE A MIGRAÇÃO DE CARREIRA - Aspectos Legais

 

               Como de hábito, começo a escrever sobre este tema a partir da definição do termo: Significado de Migrar - verbo transitivo indireto e intransitivo. Mudar (de local, país, cidade, Estado, região etc) com regularidade e de maneira periódica: durante o inverno certas espécies de pássaros migram para o norte; seus filhos migraram para a Europa.[1] , a princípio traduzindo-se como um movimento de mudança de um lugar para outro. Entretanto, quando falamos sobre migração de carreira ou de profissão, estes movimentos exigem algumas reflexões sobre a maneira mais segura de fazer a transição. Pesquisando na Web, encontrei excelentes orientações no Site da PUC/RGS[2], que podem ser consultadas pelos profissionais que lerem este artigo.

               Em tempos de acentuadas mudanças civilizatórias, é extremamente comum que, em dado momento de vida, um profissional, insatisfeito com o contexto do exercício de sua profissão ou com procedimentos de intervenção engessados ou desatualizados, deseje mudar de área de atuação, a partir de cursos de especialização, que o habilitem a novas formas de exercício profissional, como vem acontecendo com muitos profissionais das áreas de saúde, educação, executivos de grandes empresas e muitos outros. O movimento de migração de carreira dentro da mesma profissão está relacionado às mudanças de área, que podem ser realizadas de forma simples, a partir de cursos de formação e pós-graduação oferecidos pelas instituições voltadas para o aprimoramento profissional dos graduados. Porém, quando o assunto é migração profissional, este movimento se reveste de alguns aspectos legais, que deverão ser considerados pelo profissional insatisfeito,  diante da exigência de registro nos Conselhos da profissão almejada e possíveis solicitações de laudos, principalmente para fins judiciais, os quais, quando fornecidos por profissionais desinformados, poderão envolvê-los em processos judiciais, com risco de cassação de seus diplomas e até mesmo prisão, caso venham a ser denunciados por seus pacientes ou clientes,  por exercício ilegal de uma profissão regulamentada, como é o caso da Medicina, Psicologia, Fisioterapia, Educação Física... Só para citar as mais comuns na área de saúde e tantas outras, como Direito ou Engenharia.

               Em relação ao exercício da Psicologia, cresce, cada vez mais, o número de profissionais que migram para esta área, movidos pelo chamado vocacional ou pela crescente valorização financeira dos serviços relacionados à saúde mental, para os quais estão legalmente habilitados somente os Psicólogos e Psiquiatras, com registro em seus respectivos Conselhos e os Títulos de Especialização atualmente exigidos por estas Entidades Reguladoras e Fiscalizadoras de exercício profissional, conforme aprofundado no artigo citado em nota de rodapé.[3]

 Vale também considerarmos que o profissional que migra para a Psicologia desconhece o Código de Ética do Psicólogo[4] e o percurso histórico do surgimento da profissão; desconhece seus principais autores e os fundamentos teóricos que dão suporte técnico às intervenções terapêuticas, dentro dos princípios de visão global e ação específica, preconizados por Pierre Weil, um dos autores do nosso Código de Ética, criado por ocasião da regulamentação da profissão, em 1964.

Dentro da proposta de transdisciplinaridade[5], Pierre Weil propõe a formação de Terapeutas Clínicos (Profissionais de Saúde), Terapeutas Sociais ( Professores, Advogados, Administradores...) e Terapeutas Ambientais (Geólogos, Engenheiros Florestais, Meteorologistas, Agrônomos...), atuando com visão global e ação específica, sem que tenham que renunciar as suas graduações de origem.

               Em nosso Curso de Extensão sobre o Método Meirelles de Reprogramação Mental, em sua terceira turma online, orientamos nossos alunos para que utilizem as técnicas, dentro de suas áreas específicas de graduação, informando a seus pacientes sobre estes recursos complementares, que vêm otimizar os resultados que podem ser alcançados pelo tratamento realizado, como nos casos de Nutricionistas, que podem identificar os conteúdos emocionais da relação de seus pacientes com a alimentação, em caso de sintomas de sobrepeso, bulimia, anorexia... Médicos que melhor poderão compreender os conteúdos emocionais dos sintomas físicos, tais como cardiopatias, fibromialgias, úlceras, gastrites, bursites... E tantos outros sintomas sempre alimentados por conteúdos emocionais não elaborados. Ou ainda Pedagogos e Psicopedagogos, que irão identificar a relação motivacional de Professores e alunos com o processo ensino-aprendizagem ou dificuldades com o estudo de determinadas disciplinas, com as quais os estudantes tenham memórias aversivas. Mas essas reflexões ainda nos conduzem a outro aspecto esquecido: A falta de atualização dos conteúdos programáticos dos Cursos de Graduação em Psicologia que, em sua maioria mantém o mesmo conteúdo ao longo dos anos, por conta do desconhecimento do trabalho pioneiro realizado por profissionais que, no espaço empírico, buscam formas efetivas de intervenção psicológica, diante dos desafios vivenciados por seus pacientes, num mundo em permanente processo de mutação.

               Apesar da utilização dos conhecimentos teóricos e técnicos de Psiconeurolinguística, Bioenergética, Gestalt-Terapia e, principalmente da Psicologia Transpessoal, em minha prática profissional ao longo de 38 anos, estas abordagens efetivas ainda não fazem parte do Plano Pedagógico da maioria das Universidades, algumas ainda com fundamentação em antigas terapias verbais, segundo a qual o parafrasear leva o paciente a falar sobre o seu passado, até que os conteúdos emocionais transbordem além dos mecanismos defensivos do ego.[6] Em contrapartida, com os atuais recursos de intervenção psicológica, fundamentadas na síntese entre as abordagens acima referidas, as técnicas provocam a emergência das cargas emocionais, para que elas sejam esvaziadas e polarizadas positivamente, resgatando o potencial de realização de cada pessoa, seus objetivos construtivos e seu propósito existencial.

               Todos estes aspectos evidenciam a urgente necessidade de revisão dos cursos de graduação, com propostas de integração de algumas profissões, por iniciativa de seus Conselhos Reguladores, em parceria com as Universidades, em especial na área de saúde mental, para um movimento de síntese e atualização tanto de conteúdos como de aspectos legais, que possam dar respaldo aos processos de migração entre profissões correlatas, que foram fragmentadas pelas especializações.

Longe de termos esgotado o assunto ou encontrado uma resposta para esta questão, buscamos, neste artigo, apenas sinalizar a necessidade urgente de revisão deste processo, tanto para a proteção dos profissionais que buscam a auto-realização como para a proteção dos usuários que também desinformados sobre o assunto, poderão estar correndo riscos de serem atendidos por terapeutas legalmente não habilitados para estes procedimentos de intervenção numa área tão complexa e profunda como a área de saúde mental.

Convidamos a todos os profissionais que se interessam pelo tema, a entrarem em contato conosco, com suas perguntas, questionamentos e possíveis acréscimos que muito poderão contribuir para a elucidação e definição de metas que possam conduzir todos às soluções requeridas por esta questão extremamente relevante para a nossa sociedade, em fase de profunda mutação de consciência.

                                  Dra. Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 22 de Novembro de 2023.

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Se você tem alguma dúvida sobre este tema, envie sua pergunta para: 

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[1] Link para o Dicionário: https://www.dicio.com.br/migrar/

[2] Link para o site da PUC/RGS com orientações sobre a migração de carreira: mailto:https://www.pucrs.br/blog/como-fazer-transicao-de-carreira/

[3] Link para Artigo da Autora onde são citados os Dispositivos legais que regulamentaram as especializações: http://sueli-meirelles.blogspot.com/2020/08/a-integracao-possivel-entre-psiquiatria.html

[6] Link para o artigo sobre os Mecanismo Defensivos do Ego: //carrosseldeluz.blogspot.com/2016/12/os-mecanismos-defensivos-do-ego.html


quarta-feira, 15 de novembro de 2023

O LEGADO DE PIERRE WEIL - Memórias

 


Totem inspirado em meditação realizada em 09/10/21

Pierre Weil[1], Doutor em Psicologia pela Universidade de Paris, nascido em Strasburgo em 16 de Abril de 1924, filho de mãe alsaciana e pai judeu, veio para o Brasil nos anos 60, a serviço do Instituto Pestalozzi e aqui permaneceu até a sua passagem para o Plano Espiritual em 10 de Outubro de 2008.

A primeira vez que ouvi o seu nome foi quando cursava a Disciplina de Psicologia Transpessoal, ainda no Curso de Graduação em Psicologia, pela Universidade Gama Filho, em meados dos anos oitenta. Ali tomei conhecimento da pesquisa que ele havia realizado na Universidade Federal de Belo Horizonte sobre cerca de vinte possíveis fenômenos vivenciados em estados alterados de consciência, termo que ele atualizou, posteriormente, para estados ampliados de consciência, por considerar que o termo “alterado” transmitia uma ideia de distúrbio. Este contato com os estudos de Pierre sobre os fenômenos de expansão da consciência,  foi um divisor de águas para o meu entendimento sobre as infinitas possibilidades de transcendência do ser humano. Foi também o momento do despertar da minha consciência para a busca de conhecimentos complementares sobre os fenômenos psíquicos, tais como os estudos sobre as Terapias Regressivas, na época desenvolvidos por Morris Netherton, que vinha regularmente ao Brasil e também ministrava cursos através do Instituto de Psicobiofísica de Uberaba/MG.

Quando da realização da ECO-92 na cidade do Rio de Janeiro, tomei conhecimento de que Pierre Weil iria palestrar no evento e estaria hospedado no Hotel Glória. De posse do material que eu já havia escrito sobre Psiconeurolinguística[2], Bioenergética[3] e Gestalt-Terapia[4] cheguei à portaria do Hotel Glória, identifiquei-me como Psicóloga e disse que gostaria de falar com o Dr. Pierre Weil, caso ele pudesse me atender. Diante da minha solicitação, a recepcionista ligou para os seus aposentos e ele imediatamente   se prontificou a descer até o saguão do hotel, talvez curioso com o inusitado da proposta. Desse modo, conheci Pierre Weil!...

Percorrendo brevemente as três apostilas, a primeira já publicada como E-Book[5], Pierre disse-me, com toda a sua simplicidade:_”Eu sou uma pessoa muito ocupada. Se eu retiver o seu material, vou atrapalhá-la! Em setembro deste ano, teremos o III Congresso Holístico Brasileiro e I Congresso Holístico Pan-americano, em Canela/RGS. Fale com Martha Veccio, organizadora do Congresso e apresente o seu trabalho. Um congresso é um espaço vivo de conhecimento!.” Despedindo-me dele com muita gratidão, segui suas orientações, nesse evento tomando conhecimento dos cursos ministrados pela UNIPAZ/DF[6], onde Pierre e muitos outros pioneiros da Visão Holística e Abordagem Transdisciplinar vinham da Europa e Estados Unidos para compartilharem seus conhecimentos, naquele momento ímpar do despertar da consciência, para a visão integral do ser humano. No retorno do Congresso para o Rio, ainda no aeroporto gaúcho, Pierre apresentou-me a Jean-Yves Leloup, com o qual havia criado o CIT – Colégio Internacional de Terapeutas, do qual passei a fazer parte em 2005, tendo iniciado a minha formação, ainda na turma V de Brasília e concluído na turma IX do Rio de Janeiro/RJ.

Neste percurso, também conheci a ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal, fundada por Pierre, Mário Simões[7] e Vera Saldanha[8], que até hoje preserva este legado e ministra cursos de pós-graduação em Psicologia Transpessoal, no Brasil e exterior.  Participei de seus maravilhosos congressos[9], no Brasil e em Portugal, gradualmente buscando a minha integração, como Professora Associada e também o apoio para os cursos do Instituto Vir a Ser[10] , pelas afinidades entre nossas fundamentações teóricas.

Nestes longos anos de estudos, aprendi a importância do legado do “Totem da Inteireza”, deixado por Pierre Weil, onde ele propõe quatro pilares para o conhecimento humano: Transdisciplinaridade, Transreligiosidade[11], Transpartidarismo[12] e Fraternidade.                Que todos nós, que com ele seguimos parte de um importante caminho em nossas vidas, tenhamos aprendido suas preciosas lições e possamos transmitir, fielmente, os seus ensinamentos a quem desejar beber a água do conhecimento de tão Preciosa Fonte!...

 Link para quem desejar assistir a Live em homenagem a Pierre Weil: https://www.youtube.com/watch?v=J6dOI_1hVKY

                      Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 15 de novembro de 2023.

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[1] Biografia de Pierre Weil: Pierre Weil | Unipaz

[2] Psiconeurolinguística criada por Richard Bandler e John Grinder

[3] Bioenergética criada por Alexander Lowen e John Pierrakos

[4] Gestalt-Terapia criada por Frederick Perls

[6] Link para o site da Unipaz: https://unipazdf.org.br/

[9] Link para o trabalho apresentado por Sueli Meirelles, sobre a Matriz Evolutiva: //carrosseldeluz.blogspot.com/2015/05/a-integracao-possivel-entre-atributos.html

[10] Link para o site do Instituto Vir a Ser: //institutoviraser.com


quarta-feira, 13 de setembro de 2023

O LEITO DE PROCUSTO - Comportamento

 


    Os símbolos, mitos e metáforas são importantes recursos para a compreensão do inconsciente humano. Na mitologia grega, Procusto é um homem primitivo, que mora na floresta[1] e oferece pernoite a cada viajante que passa pelo caminho de sua casa. Ele possui uma cama, que considera ser do melhor tamanho para todas as pessoas. Quando o viajante e maior do que a cama, Procusto lhe corta os pés; quando o viajante é menor do que a cama, Procusto o estica na roda, ou seja: Somente aqueles que sejam exatamente do tamanho de Procusto têm a chance de sobreviver a este encontro.

Esta metáfora grega nos conduz à reflexão sobre nossa postura de intolerância em relação aos diferentes modos de pensar e agir das pessoas com as quais convivemos, seja na família, no trabalho ou contexto social. Como neste momento de Transição Planetária, nossos inconscientes estão sendo abertos, todos nós estamos mais transparentes uns para os outros ao mesmo tempo que, dentro de nós emergem as sombras emocionais guardadas em nossos corações, assim como também as nossas memórias transpessoais de relacionamentos anteriores de outros momentos da história da humanidade.

Por outro lado, o verbo “tolerar” nos transmite a ideia de aguentar um convívio que nos desagrada e pode até mesmo ser abusivo, em relação ao que consideramos serem os nossos direitos, gerando muitas insatisfações nas relações interpessoais. Considerando todos estes aspectos, procure perceber se você está tendo dificuldades de conviver com pessoas que pensam de modo muito diferente do seu. Procure perceber a importância de desenvolver uma postura de amor Incondicional, respeito, compaixão e solidariedade, atributos essenciais para o nosso ingresso na quinta dimensão vibracional, que já está disponível para todos os que desejam alcançar este estado de consciência mais elevado, onde um novo modo de ser e estar no mundo irá nos proporcionar um convívio mais harmonioso, nos contextos sociais onde estamos inseridos. Lembre-se: Amar incondicionalmente é apenas desejar o bem do próximo sem querer evoluí-lo ou ter expectativas de retribuição; respeitar o outro significa aceitar as limitações evolutivas de quem você convive, protegendo-se contudo dos possíveis prejuízos para si mesmo; ter compaixão é amar o próximo, apesar de considerar que não é merecedor, por conta de seus hábitos de crítica e julgamento; solidariedade é o sentimento de partilha e doação daquilo que você pode disponibilizar para o bem de todos, nos contextos em que foi evolutivamente convocado a servir. Neste momento planetário alcançamos a consciência de que todos somos luz e sombra,  o que nos convida a uma profunda reforma interior... Mãos à Obra!

                                       Nova Friburgo, 06 de Setembro de 2023.


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[1] Símbolo de memórias transpessoais de outras existências de uma mesma individualidade, já que cada árvore simboliza uma Personalidade manifestada no Plano Terreno, entre nascimento e morte).