Tradução

sexta-feira, 10 de julho de 2020

71 = 8


A Leminiscata e a inteireza.
A integridade que, com certeza,
Inicia um Novo Tempo.

Um Tempo de renovação, de realização,
Onde tudo o que aprendemos
No decorrer da existência,
Traz-nos a preciosa experiência,
Que orienta o caminho a seguir.

Novos rumos de elevação da consciência,
Para o aumento da potência evolutiva,
Porque, quanto mais vivemos,
Mais nos conhecemos,
E mais sabemos escolher nossos caminhos,
Desviando-nos dos espinhos
E da agrura sofrida,
Para chegarmos ao Jardim
Da Plenitude da Vida.

Gratidão pelos meus 71 anos.
Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 10 de Julho de 2020

segunda-feira, 15 de junho de 2020

AUTOCONHECIMENTO - Uma Viagem ao nosso deserto interior

https://www.youtube.com/watch?v=7B3ryjiJ6DA


            De um modo geral, quando as pessoas têm problemas procuram solucioná-los, refletindo sobre os prós e contras de cada situação, sem se darem conta de que os problemas de vida são desafios para o desenvolvimento de potenciais internos, que de outra maneira continuariam ocultos, no inconsciente profundo, na forma de potenciais latentes. Esta transformação da visão de mundo, segundo a qual os obstáculos passam a serem compreendidos como desafios para o crescimento pessoal, depende do autoconhecimento.
            Quando pressionados a tomarem uma decisão, os seres humanos funcionam em diferentes níveis psíquicos: No primeiro nível, o material, as decisões são tomadas em função dos conflitos entre o medo de perder o que já se tem e o medo de não conseguir o que se deseja ter, impedindo as realizações mais importantes. No segundo nível, o sexual, as decisões são baseadas na tendência para se aproximar daquilo que causa prazer e afastar-se daquilo que é desagradável, muitas vezes impedindo que a pessoa ultrapasse alguns obstáculos, para seguir em direção a metas superiores. No terceiro nível, das relações de poder, as decisões são tomadas com base na tendência de só sentir-se bem mandando em outras pessoas, ou na tendência de só poder obedecer, levando a pessoa a ceder aos impulsos que predominam dentro de si, quer seja num sentido, quer seja no outro, limitando o acesso a muitas oportunidades de vida No quarto nível de funcionamento, o afetivo, as pessoas assumem posições emocionais de apego ou de rejeição em relação a determinadas escolhas, que também podem dificultar o alcance das metas existenciais. No quinto nível, o psíquico, a pessoa pode se perder diante da interminável dúvida entre o certo e o errado, retardando ou até mesmo impedindo-se de alcançar realizações importantes, pelo medo de errar. Somente a partir do sexto nível de funcionamento, o nível intuitivo, as pessoas estarão fora dos conflitos gerados pela dualidade, passando a entender que os dois lados sempre integram um todo, e que as escolhas podem ser feitas em função, não somente dos aspectos externos da vida, mas principalmente em função de um conjunto de características individuais, constituídas pelas suas habilidades e competências, e que formam a base da autoconfiança para o seu sucesso, quer seja na vida pessoal, afetiva ou profissional.
            Todo ser humano tem, dentro de si mesmo, uma sabedoria, um Eu Superior que, quando conectado, pode orientar até mesmo as decisões mais importantes da vida, de uma forma bem mais segura do que as soluções encontradas por qualquer dos outros níveis de funcionamento psíquico.
            Através de técnicas específicas de hipnose e regressão de memória, torna-se possível promover a reprogramação mental dos comandos inconscientes que regem as escolhas, pela substituição de símbolos mentais negativos (imagens, sons ou sensações) em símbolos mentais positivos, que formam a base de sustentação para a autoconfiança.
            Modernamente, o processo de hipnose visa a identificação do canal sensorial predominante no processo de decisões e gerenciamento da vida. Pessoas sinestésicas, que funcionam com base em suas percepções sensoriais, tendem a agir mais pela emoção do que pela razão, necessitando reprogramar-se para restabelecerem o equilíbrio entre estas duas funções, sem o que, suas decisões poderão ser impulsivas ou, no caso oposto, poderão ser rígidas e impeditivas, sem que, em nenhum dos casos, tenha sido efetuada uma ponderação com base nas informações sobre a situação. Pessoas visuais tendem a ser mais idealistas, planejando suas vidas por longos prazos, podendo vir a apresentar dificuldades, quando a realidade não corresponder às suas expectativas. Pessoas auditivas possuem a tendência de se deixarem influenciar pelo que ouvem, necessitando aprender a mergulhar em seu interior, onde a sua própria verdade poderá lhe mostrar o melhor caminho a seguir.
            Quando, depois de explorarem todas as possibilidades do mundo material, as pessoas voltam-se para o mergulho interior, descobrem os infindáveis recursos que habitam os recônditos de alma, e que podem funcionar como um foco luminoso, capaz de orientar sua vida em direção a auto-realização.
O autoconhecimento é um processo de identificação das camadas mais profundas do inconsciente, que pode facilitar o desabrochar de potenciais que contribuem para a concretização de uma tarefa pessoal e intransferível que, quando realizada, conduz aos sentimentos de felicidade e paz interior, que tantas pessoas ainda procuram no mundo externo.                                                                                                                    Se vocês gostou deste artigo, poste seu comentário, deixe seu like e compartilhei, ajudando a formar a massa cristica da nova Consciência Planetária 

(*) Psicóloga Clínica Transpessoal
Site: www.institutoviraser.com
E-mail: suelimeirelles@gmail.com 
Whtasapp: 55 22 99955-7166


O PISAR E O PESAR - Como desenvolver ponderação



            Seja dentro do próprio indivíduo, entre indivíduos, grupos, instituições ou nações, o conflito é o ponto onde duas forças contrárias se encontram, exigindo uma reorganização das energias e a busca de novos rumos.
            Pierre Weil, este Bandeirante do Descobrimento Humano, que foi o primeiro Reitor da UNIPAZ – Instituição de Educação para a Paz no mundo – nos oferece um poderoso e útil instrumento de solução de conflitos. Ele o denominou de PISAR... PESAR (PISAR - sigla composta pelas palavras: percepção > imaginação > sentimento> ação> reação. PESAR – sigla que representa a solução do conflito, pela substituição do processo de imaginação por uma estimativa, formando uma nova estratégia de ação: percepção> estimativa> sentimento> ação> reação).
            Uma reflexão mais aprofundada sobre as duas siglas, também nos revela alguns conceitos: o verbo pisar é a ação de por os pés sobre, calcar, espezinhar, aplicando o próprio peso sobre algo ou alguém, e exercendo sobre ela a ação da gravidade. O verbo pesar, por sua vez, é uma palavra polissêmica, que tanto pode ter o sentido de causar dor, como de avaliar o peso, ação normalmente feita com o auxílio de uma balança, que simboliza a própria justiça, traduzida em equilíbrio e ponderação. O termo imaginação refere-se à substituição da ação real, por uma série de imagens ou representações mentais, através das quais se busca compreender um acontecimento. Estimativa, também é uma palavra polissêmica, que tanto pode significar o ato de avaliar, como o sentimento de estima e amor, que uma pessoa tenha por algo ou alguém.
            A partir destes esclarecimentos, podemos acompanhar, através de um exemplo, o desenvolvimento do PISAR e do PESAR, numa situação de conflito:

O PISAR  (percepção> imaginação> sentimento> ação> reação)

Ocorrência: Pela manhã, na padaria, dou Bom Dia para o meu vizinho. Percepção: Não ouço nenhuma resposta.
Imaginação: Por que ele não me respondeu? Será que ele está aborrecido comigo? Mas, eu não lhe fiz nada! Ele é que é mal-educado.
Sentimento: Estou começando a sentir raiva desse vizinho.
Ação: Não vou mais cumprimenta-lo.
Reação do vizinho: Não sei o que aconteceu com o fulano, que ele não fala mais comigo, quando nos encontramos, pela manhã, na padaria.
Resultado: Uma inimizade gratuita, gerada pela falta de diálogo e esclarecimento.

O PESAR (percepção> estimativa> sentimento> ação> reação)

Ocorrência: Pela manhã, na padaria, dou Bom Dia para o meu vizinho.
Percepção: Não ouço nenhuma resposta.
Estimativa: Por que será que ele não me respondeu? Será que ele está aborrecido comigo ou será que está apenas distraído? Não tenho como saber o que acontece dentro de outra pessoa, se ela não me falar. Estou apenas pressupondo ou imaginando os motivos dele, mas não tenho como saber a verdade, se eu não lhe perguntar. Vou cumprimenta-lo novamente. Talvez eu tenha falado baixo demais.
Sentimento: Sinto-me aberto e disponível para continuar a conviver bem com o meu vizinho.
Ação: Bom Dia!  (com um sorriso).
Reação: Oi, Bom Dia (com um sorriso). Eu estava aqui tão distraído, tentando me lembrar do que minha esposa me pediu para comprar, que nem tinha visto você.
Percepção: Meu vizinho sorriu para mim.
Sentimento: Gosto do meu vizinho e me sinto correspondido neste sentimento de fraternidade.
Ação: È assim mesmo. A vida de hoje é muito corrida (compreensão dos reais motivos do vizinho, para não lhe ter respondido)
Reação: Cumprimentar o vizinho, sempre que se encontrarem.

            Como vimos, a chave de solução de todos os conflitos é a estimativa, a qual pode ser traduzida como uma predisposição nossa para estabelecermos relações interpessoais, com base na verdade dita com amor. E isto vale tanto para a resolução de conflitos dentro de nós mesmos, quando nos dispomos a um diálogo aberto, amoroso e verdadeiro, com nossos próprios sentimentos, como para a solução de conflitos com todos aqueles com quem convivemos, na família, no trabalho ou na sociedade. Podemos, desse modo, transformar os conflitos em oportunidades de crescimento interior e de construção da PAZ, que todos nós tanto desejamos encontrar, dentro e ao redor de nós...

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SUELI MEIRELLES: Psicóloga Clínica do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas e Coordenadora do CIT/Nova Friburgo.
 Hipnoterapeuta e Terapeuta de Regressão. CRP 05/RJ/11601
 Psicóloga Transpessoal, Professora e Pesquisadora, Fundadora e Coordenadora do CARROSSEL DE LUZ – Grupo de Pesquisas Noéticas
Membro do CIT/ALUBRAT
Consultora em Desenvolvimento Humano, Saúde Integral, Ecologia Integral e Educação para a Paz.
Cel (22) 999.557.166


terça-feira, 19 de maio de 2020

A OBRA DE DEUS - Transreligiosidade


Assistindo aos excelentes Vídeo-Documentários Históricos de Rubens Cruz[1], passeamos por vários países do Mundo, em especial, do Continente Europeu, rememoramos histórias seculares de guerras e conquistas que ultrapassavam as grossas muralhas que cercavam as cidades antigas, na inútil tentativa de impedir que o avanço do insaciável desejo de poder, dos conquistadores do pretérito. Em cada cidade, a cada vitória, era erguida uma igreja, para celebrar o grande feito, alcançado às custas de muitas mortes, de ambos os lados, já que não existe vencedor, em casos de mortes. Ambos os lados são perdedores!...
Tais reflexões conduziram-me à própria história dos primórdios do Cristianismo: Em princípio, uma seita perseguida pelo Império Romano, o Cristianismo original foi absorvido pelo povo dominador, quando cidadãos romanos se converteram a nova religião. Afinal, não seria politicamente correto crucificá-los ou conduzi-los às arenas, onde os leões famintos iriam destroçá-los como presas indefesas. Quando não dá mais para combater, é preciso absorver, formatar e controlar. E assim surgiu a Igreja Católica Apostólica[2] Romana. Num evidente sincretismo com o paganismo romano, o Cristianismo original foi incorporado às práticas concretas da religião pagã, com seus cultos de imagens, festividades e construção de suntuosos templos erguidos para um deus à imagem e semelhança do homem; um deus antropomórfico e insaciável, que necessitava de muitas moradas que atestassem sua grandiosidade e poder; um deus antropomórfico e assustador, que premiava e castigava; um deus que propagava o medo e a crença de que os muitos sofrimentos terrenos representavam a garantia de um lugar no céu; crenças de que as indulgências divinas poderiam ser compradas às custas de doações proporcionais ao tamanho do pecado cometido. Quanta riqueza acumulada, para um deus inalcançável aos pobres pecadores humanos!... Mas os séculos rolaram na interminável esteira do tempo e chegamos ao presente. Hoje, o Papa Francisco, com sua simplicidade, nova consciência e dedicação, tenta converter o Vaticano à simplicidade franciscana e ao Cristianismo original. Mas, como seria isso possível? Qual o primeiro passo para transitarmos da representação material da fé, para a ação solidária em favor dos milhares de filhos de Deus, que vivem em extrema pobreza? Como seria, se o Vaticano encontrasse uma forma de converter todos os recursos financeiros aplicados na construção dos templos luxuosos e milenares, na construção de moradias para os nossos irmãos planetários desfavorecidos?
Afinal, se deixamos de seguir aquele deus antropomórfico, para compreendermos o Princípio Inteligente que nos habita e nos dá vida; se conseguimos perceber que o Divino pode ter tantas possíveis moradas, quanto o número de corações de cada Ser Vivente, nesta Imensidão Cósmica; se já conseguimos visualizar, com nossos corações cristianizados, que a meta do Cristo é o acolhimento dos nossos semelhantes, que Seja Feita a Sua Vontade, assim na Terra como no Céu!...

         Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 16 de Maio de 2020
(*) Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental) Escritora e Palestrante.

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[2] Universal.

sábado, 16 de maio de 2020

LIVROS ATRÁS DE NÓS - Comportamento


Atualmente tenho assistido muitas Lives, todas com excelentes conteúdos. Por trás dos palestrantes, na maioria das vezes, uma estante com muitos livros, certamente porque eles estão falando, durante a Quarentena, a partir de seus escritórios residenciais. Com a repetição constante da cena, parei para pensar na quantidade de livros que já lemos e que acumulamos em nossas estantes. Senti como se eles quisessem me dizer alguma coisa, com suas constantes presenças. Parei para refletir sobre minha experiência pessoal com eles: Quando criança, minha irmã me dizia: _”Leia bastante, porque, um dia, você vai escrever um livro!”. Lembro-me também, de uma redação que escrevi na época do Ensino Fundamental: “Gosto de Livro”, quando ainda existia acento circunflexo diferencial, para significar paladar. Ler é muito gostoso! Aos dez anos, ganhei, como presente de Natal, a coleção infantil de Monteiro Lobato, dezessete livros de pura viagem cultural. E assim foi, no decorrer da juventude e na fase adulta, durante a Graduação em Psicologia, durante o mergulho profundo na literatura espiritual, durante a Pós-Graduação em Clínica, cursos na UNIPAZ, acolhimento ao CIT, Congressos e apresentações de trabalho. Duzentos, trezentos, quatrocentos livros, que foram se acumulando e me renderam muitas páginas de citações bibliográficas, sempre úteis para quem escreve.
Por circunstâncias de algumas mudanças de residência, eu optei por guardar aqueles livros que eu ainda poderia ter a necessidade de reler ou consultar e comecei a doar os outros, escolhendo a dedo o endereço de quem deles poderia fazer muito bom uso e proveito e fui esvaziando as prateleiras das minhas estantes. Quando penso neste processo, pergunto-me sobre a possibilidade de que cada cidade venha a ter uma extensa Biblioteca, com livros doados por todos aqueles que já saborearam seus preciosos livros e que podem, agora, deles abrir mão, em favor daqueles que não têm acesso a este delicioso alimento para o coração, para a mente e o espírito. Não estariam os livros, atrás de nós, dizendo-nos que são gratos por terem feito parte do nosso passado de aprendizagem e que gostariam de poder alimentar novas e ávidas mentes, desejosas de saber? Sei que os livros não falam, mas tenho certeza de que eles gostariam de dizer isto. Fica aqui o recado!...

               Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 16 de Maio de 2020.

SUELI MEIRELLES - Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental)Escritora e Palestrante.
Membro do CIT- Colégio Internacional de Terapeutas
Membro da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.
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sexta-feira, 15 de maio de 2020

A HORA DA VERDADE - Espiritualidade


            Os estudos da Física Quântica nos revelam que a mente é um campo vibracional e informacional, através do qual todos os cérebros sintonizados se comunicam. O funcionamento deste campo informacional, por sua vez, é regido por uma Consciência Superior, princípio inteligente e ético, que ordena todos os fenômenos de manifestação no mundo físico.
            No ser humano, esta partícula de Consciência Superior já está presente, no nascimento, trazendo uma programação existencial, na forma de probabilidade de eventos, tendo como objetivo, o aperfeiçoamento do indivíduo, em todos os sete níveis de funcionamento. Como esta informação está armazenada no inconsciente mais profundo, ao mergulhar no mundo da matéria, onde a energia é extremamente densa, a mente passa por um processo de adormecimento, mais ou menos acentuado (dependendo do grau evolutivo de cada pessoa), que dificulta ou impede o acesso direto a este programa. No decorrer da infância, através da interação entre a Individualidade (ideais, intuições e essência espiritual) com os estímulos do meio ambiente, vai se formando uma personalidade, comandada pelos desejos do Ego (desejo material, desejo sexual, desejo de poder e apego afetivo), estabelecendo-se a dinâmica evolutiva, através da qual o Ego deverá submeter-se ao comando da Consciência Superior. Como, na maioria dos casos, a mente consciente está desconectada desta programação, o indivíduo deixa-se dominar pelos desejos egóicos, desviando-se do seu caminho, decorrendo daí, todos os desequilíbrios de saúde física e emocional comuns à grande parte das pessoas, que contribuem para a perda da qualidade de vida, principalmente na Terceira Idade. Conforme o processo de envelhecimento se acentua, os mecanismos de controle do Ego sobre o inconsciente vão se afrouxando, gradativamente trazendo à consciência, a programação existencial - por isto, é comum que alguns idosos vivam crises de consciência e sentimentos de culpa e de medo da morte, pelo que acreditam que deveriam ter feito, ou pelo que deixaram de fazer.
            Os estudos realizados pelo pesquisador americano, Raymond Moody, com pessoas que viveram experiências de quase morte e voltaram, revelam, de maneira mais clara, como este processo ocorre: Durante a experiência, a pessoa se percebe atravessando um túnel escuro (que se acredita seja a densidade do próprio corpo físico); vê-se fora do corpo, enquanto este está sendo socorrido; percebe-se atravessando paredes; vê luzes e seres luminosos ou furiosos, conhecidos ou desconhecidos, conforme esteja energeticamente mais positiva ou negativa; ouve vozes, pressente que deve voltar ao corpo físico, porque ainda não terminou sua missão de vida, sentindo-se, então, atraída para este, como se estivesse caindo, e volta à consciência. Estes estudos também revelaram que todas estas pessoas mudaram radicalmente suas visões de mundo, tornando-se mais solidárias, éticas e conscientes do sentido evolutivo da vida, depois de passarem por estas experiências.
            O acompanhamento de pacientes terminais, com técnicas de alcance do inconsciente profundo, como a Captação Psíquica[1], também têm evidenciado o sofrimento atroz daqueles que não seguiram suas programações inconscientes de vida. Estes estudos mostram que céu e inferno não representam outros lugares no espaço físico, mas estados de consciência positivos ou negativos e dependentes do sentimento de realização da missão existencial alcançado por cada ser.
            Quando o indivíduo se aproxima da experiência de morte, há uma ampliação da consciência, provocando o processo de revisão da vida, quando dela são recolhidas as principais realizações e os erros mais significativos; um  flash-back, durante o qual ocorre um auto-julgamento ou uma espécie de juízo final, que não é realizado por outros, mas pela própria consciência individual, ao defrontar-se consigo mesma.
            Vista por este novo ângulo, a experiência de morte torna-se a hora da verdade, quando cada ser humano é confrontado com sua realidade interior; com seu verdadeiro tamanho evolutivo. Pode representar um momento de infinita paz, quando a meta existencial foi alcançada, ou um terrível momento de crise de consciência, quando o indivíduo percebe que se afastou do seu caminho evolutivo, como um aluno que tenha conduzido mal os seus estudos, terminando por ser reprovado.
            Também vista por este novo ângulo, a vida passa a ser compreendida como uma escola, na qual entramos ao nascer, recebendo o uniforme do corpo físico, e da qual sairemos, deixando o velho uniforme utilizado, para levarmos apenas aquilo que tenhamos aprendido de útil à nossa evolução.

(*) Especialista em Psicologia Clínica (Hipnose Ericksoniana, Regressão de Memória e Reprogramação Mental) Escritora e Palestrante.Co-Fundadora e Coordenadora do Carrossel de Luz – Grupo de Pesquisas Psicoespirituais. Membro do CIT – Colégio Internacional de Terapeutas e da ALUBRAT – Associação Luso Brasileira de Psicologia Transpessoal.

Link para o Blog Carrossel de Luz: http://carrosseldeluz.blogspot.com/
Link para o Livro Vida depois da Vida: https://www.estantevirtual.com.br/livros/raymond-a-moody-jr/a-vida-depois-da-vida/3436650886?livro_usado=1&b_order=preco&gclid=Cj0KCQjw-_j1BRDkARIsAJcfmTE5xu-PuggRFy7xBB_-VjPZa5TLLpd7igWNGR7hk1mctuvmHyUmZ30aAm-zEALw_wcB.                                          Site: www.institutoviraser.com

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[1] Técnica criada pela Autora.




domingo, 3 de maio de 2020

A SOCIEDADE IDEAL - Comportamento


Em meio a pandemia de polarizações e polêmicas, tenho pensado muito sobre o nossa sociedade e sobre o que precisamos mudar, para podermos viver em harmonia e termos realização pessoal, condições essenciais para o nosso bem estar social? Tais reflexões me conduziram a rever os conceitos propostos por Abraham Maslow, psicólogo humanista americano, que ficou conhecido no meio acadêmico por seus estudos sobre a motivação humana, trazendo-nos a proposta do atendimento de uma hierarquia de necessidades básicas do Ser Humano, para que a felicidade possa ser alcançada.
Para ele, em primeiro lugar, o ser humano precisa de atendimento às suas necessidades fisiológicas, tais como sede, sono, sexo, alimentação ... E já neste nível, identificamos lacunas na estrutura de sustentação social, tais como saneamento básico, condições de higiene e nutrição adequadas. Quantos problemas iniciais!...
Em segundo lugar, ele coloca as necessidades de segurança, emprego, recursos, saúde e moradia. Como ainda estamos longe disso!...
Em terceiro lugar, ele situa a importância de pertencimento a uma família, acolhimento, relações afetivas e amizades saudáveis, evidenciando a carência social desses valores, em nossa sociedade decadente. Valores que foram atacados e desconstruídos, com objetivos manipulativos. Povo separado, povo em conflito, é povo enfraquecido!
Em quarto lugar ele ressalta a importância da auto-estima, da autoconfiança, reconhecimento e respeito mútuo. Como as nossas relações perderam qualidade!...Perdemos o hábito da gentileza, em nossas relações familiares e sociais!
Por fim, no alto da pirâmide, ele coloca a criatividade, auto-realização, solução de problemas e aceitação dos fatos, até mesmo para que possamos contorná-los e alcançar nossas metas evolutivas.
Penso que este é um bom momento para começarmos a pensar em estratégias de mudanças construtivas para o nosso país e para o nosso planeta, quando pudermos nos reunir outra vez. Penso que este é um bom momento para deixarmos ir o passado, dele recolhendo profundas e significativas aprendizagens; aprendendo com nossos erros e acertos; com motivação, maturidade, integridade e espírito de doação por esta nossa terra, que se encontra por nós contaminada e adoecida, para que realmente possamos manifestar a sociedade ideal em nossa realidade planetária.

                                                   Sueli Meirelles, em Nova Friburgo, 03 de Maio de 2020.

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